SANTOS FILHO, FRANCISCO ALVES DOS

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Nome: SANTOS FILHO, Francisco Alves dos
Nome Completo: SANTOS FILHO, FRANCISCO ALVES DOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SANTOS FILHO, FRANCISCO ALVES DOS

SANTOS FILHO, Francisco Alves dos

*rev. 1932; dep. fed. SP 1935-1937.

 

Francisco Alves dos Santos Filho nasceu em Itapira (SP) no dia 3 de outubro de 1895, filho de Francisco Alves dos Santos e de Maria da Rocha Santos.

Cursou o Ginásio do Estado de Campinas e a Faculdade de Direito de São Paulo, por onde se formou em 1917.

Iniciou sua carreira de advogado em Mojimirim (SP), de onde saiu para exercer o cargo de gerente do Banco Comercial do Estado de São Paulo, em Rio Preto (SP), e, posteriormente, em Ribeirão Preto (SP). Foi diretor do Banco do Brasil e das carteiras de Comércio e de Redesconto, cargos aos quais renunciou em 1931, quando Laudo Ferreira de Camargo foi destituído da interventoria em São Paulo.

Favorável à autonomia de seu estado, após a intervenção federal ocorrida com a Revolução de 1930, foi um dos primeiros membros do MMDC, organização civil paramilitar criada em 24 de maio de 1932, que desempenhou importante papel na preparação da Revolução Constitucionalista. O movimento foi deflagrado no dia 9 de julho desse mesmo ano e o MMDC foi então oficializado pelo governo revolucionário paulista. Alves dos Santos Filho preparou duas companhias que se incorporaram ao 6º Regimento de Infantaria, onde foi classificado como segundo-tenente assistente, indo combater em Piquete (SP), na serra da Mantiqueira. Quando caiu Queluz, afastou-se espontaneamente de seu cargo de oficial-assistente, incorporando-se ao 3º Esquadrão de Cavalaria da Força Pública, que combatia no flanco esquerdo de Vila Queimada. Ficou com sua tropa sitiada em Pinheiros (SP), de onde o esquadrão conseguiu escapar, cobrindo a retirada das demais tropas. Seguiu para as linhas de Engenheiro Neiva, ocupando posição à direita daquela estação, quando, no dia 22 de setembro de 1932, deu-se o maior ataque ocorrido em toda a frente norte contra seu esquadrão de cavalaria. Apesar disso, manteve posição e, por esse motivo, dois dias depois foi promovido a primeiro-tenente. Ainda no final de setembro, porém, sobreveio o armistício.

Regressando à cidade de São Paulo, tomou parte na Ação Nacional, dissidência do Partido Republicano Paulista (PRP) constituído em fins de 1932 e que, em fevereiro de 1934, passou a integrar o recentemente fundado Partido Constitucionalista de São Paulo, que apoiava o interventor Armando de Sales Oliveira (1933-1936). Filiado a esse partido, foi convidado pelo interventor a ocupar a Secretaria da Fazenda do estado. Ainda em 1934 licenciou-se dessa função para candidatar-se a deputado federal por São Paulo, elegendo-se no pleito de outubro daquele ano. Assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em maio do ano seguinte, aí permanecendo até o dia 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu os órgãos legislativos do país.

Em 1940 tornou-se membro do Conselho Federal de Comércio Exterior e reassumiu o cargo de diretor do Banco do Brasil. Membro do conselho pleno do Conselho Federal de Comércio Exterior no período de 1941 a 1943, neste último ano passou a integrar a Câmara de Distribuição e Mercado Interno desse mesmo conselho. Em 1945 deixou a direção do Banco do Brasil, voltando a fazer parte do conselho pleno do Conselho Federal de Comércio Exterior. Em março de 1947 foi designado delegado brasileiro junto ao Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), funções que exerceu até 1950.

Foi fundador do Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT) e da Liga Nacional.

Faleceu em 1966, quando ocupava a gerência do Banco Comercial do Estado de São Paulo, na capital do estado.

 

 

FONTES: Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; DEP. PESQ. ESTADO DE SP; Diário do Congresso Nacional; LEITE, A. História.

 

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