SCHNEIDER, EDGAR LUIS

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Nome: SCHNEIDER, Edgar Luís
Nome Completo: SCHNEIDER, EDGAR LUIS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SCHNEIDER, EDGAR LUÍS

SCHNEIDER, Edgar Luís

*dep. fed. RS 1955-1956.

 

Edgar Luís Schneider nasceu em Porto Alegre no dia 5 de março de 1893, filho de João Adão Schneider e de Maria Madalena Schneider.

Fez os estudos primários na vila do Cristal, município de Camaquã (RS), e os secundários no Ginásio do Rio Grande do Sul, em sua cidade natal. Em 1910 ingressou no curso técnico da Escola Superior de Comércio, atual Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, concluindo-o no ano seguinte. Já trabalhando no comércio, ingressou na Faculdade Livre de Direito de sua cidade, de onde se transferiu em fevereiro de 1916 para a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal. Bacharelou-se em 1920 em ciências jurídicas e sociais, enquanto cursava também a Academia de Altos Estudos. Depois de formado retornou ao seu estado, instalando em Passo Fundo (RS) sua banca de advogado.

Mudando-se em fins de 1924 para a capital rio-grandense, iniciou-se na atividade política filiando-se ao Partido Federalista, mais tarde Partido Libertador (PL). Elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul em 1926. Diretor do Correio do Povo e secretário do PL na capital do estado, participou ativamente da campanha da Aliança Liberal (1929-1930) ao lado do Partido Republicano Rio-Grandense que, juntamente com o PL, formou a Frente Única Gaúcha (FUG) para apoiar a candidatura de Getúlio Vargas, presidente do estado, à sucessão de Washington Luís na presidência da República. Representando o estado do Rio Grande do Sul, integrou a caravana eleitoral que rumou em janeiro de 1929 para o norte do país, chefiada por João Pessoa, candidato à vice-presidência da República. Com a vitória do candidato situacionista, Júlio Prestes, no pleito de março de 1930, passou a participar das atividades conspiratórias que resultaram na Revolução de Outubro de 1930, que depôs o governo de Washington Luís, levando Getúlio Vargas à chefia do Governo Provisório.

Ainda em 1930 tornou-se secretário de Obras Públicas do Rio Grande do Sul, durante a interventoria de José Antônio Flores da Cunha, sendo designado em 1932 para integrar o Conselho de Estado gaúcho, função que desempenharia até o ano seguinte. Deflagrada a Revolução Constitucionalista de São Paulo em julho desse mesmo ano, rompeu com o governo federal, acompanhando o PL e o líder republicano Antônio Augusto Borges de Medeiros. Após a vitória, em outubro de 1932, das forças legalistas, foram convocadas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte, tendo Edgar Schneider sido eleito, em maio de 1933, suplente de deputado pelo seu estado, na legenda da FUG. Nas eleições de outubro do ano seguinte elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte do Rio Grande do Sul. Assumindo o mandato em maio de 1935, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta, passou a exercer o mandato ordinário. Permaneceu na Assembléia gaúcha até o dia 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu todos os órgãos legislativos existentes no país.

Afastado da política, passou a dedicar-se ao magistério, tornando-se em 1938 professor de economia política e de sociologia da Universidade do Rio Grande do Sul. Durante os dois anos seguintes dirigiu a Faculdade de Direito de Porto Alegre, sendo nomeado em 1940 professor catedrático da mesma. Em março de 1943 foi designado reitor da universidade do estado, renunciando ao cargo em setembro desse mesmo ano, devido a divergências de opinião quanto à autonomia universitária.

Com a desagregação do Estado Novo em outubro de 1945 e a reorganização partidária, voltou a filiar-se ao Partido Libertador, novamente estruturado. Nessa legenda, voltou a eleger-se em janeiro de 1947 deputado à Assembléia Constituinte gaúcha.

Assumindo o mandato em março seguinte, participou dos trabalhos constituintes, tendo integrado a comissão encarregada de redigir a nova Constituição estadual. Nessa condição, influiu no sentido de dar conteúdo parlamentarista — bandeira máxima do programa do PL — ao texto constitucional, esforço que foi neutralizado pela ação do governador do Rio Grande do Sul, Válter Jobim. Após a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário até janeiro de 1951. Nessa legislatura presidiu a Assembléia Legislativa, tendo exercido interinamente o governo gaúcho.

Em outubro de 1950 concorreu, na legenda do PL, ao governo do estado, sendo derrotado pelo candidato do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Ernesto Dornelles. Em outubro de 1954 elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul, ainda na legenda do PL, assumindo uma cadeira na Câmara em fevereiro do ano seguinte. Em agosto de 1956 renunciou ao seu mandato de deputado por sentir-se descontente com a política do país.

Ao longo de sua vida pertenceu ao Conselho Nacional de Educação, ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e à Academia Rio-Grandense de Letras. Foi consultor jurídico da Associação Comercial de Porto Alegre e da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul.

Faleceu em Porto Alegre no dia 30 de abril de 1963.

Foi casado com Carolina Schell Loureiro Lima, com quem teve um filho.

Publicou Substitutivo do orçamento rio-grandense e Afirmação nacional na Guerra dos Farrapos.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; COUTINHO, A. Brasil; SPALDING, V. Construtores; SILVA, R. Notas; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3); VILAS BOAS, P. Notas.

 

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