SEBASTIAO NAVARRO VIEIRA

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Nome: VIEIRA, Navarro
Nome Completo: SEBASTIAO NAVARRO VIEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIEIRA, NAVARRO

VIEIRA, Navarro

*dep. fed. MG 1971-1979.

 

Sebastião Navarro Vieira nasceu em Botelhos (MG) no dia 30 de setembro de 1911, filho de Climério de Paula Vieira e de Francisca Navarro Vieira.

Cursou o secundário no Ginásio São José de Alfenas (MG) e diplomou-se pela Faculdade de Farmácia e Odontologia do município, em 1929. Após sua formatura, trabalhou como dentista em várias cidades do sul de Minas.

Em 1935, ingressou na Ação Integralista Brasileira, tendo chefiado a região sediada por Campo Belo e integrado a Câmara dos 40. Preso por participar do levante integralista de 1938, foi julgado e absolvido pelo Tribunal de Segurança Nacional.

Com o fim do Estado Novo (1937-1945) em outubro de 1945, foi um dos fundadores do Partido de Representação Popular (PRP), do qual foi presidente regional e membro do diretório nacional nesse mesmo ano. Nos pleitos de outubro de 1958 e outubro de 1962 elegeu-se seguidamente deputado estadual em Minas Gerais, na legenda do PRP. Ao longo das duas legislaturas, foi presidente das comissões de Trabalho e Ordem Social e de Assuntos Municipais, membro da mesa da Assembléia, líder da bancada de seu partido e titular da Comissão Especial de Turismo e Hidrotermoclimatismo e da Comissão de Transportes, Comunicações e Obras Públicas.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar. Interrompeu seu mandato de janeiro a agosto de 1966 para assumir a Secretaria de Ação Social do governo de Minas Gerais, durante a gestão do governador Israel Pinheiro (1966-1970). No pleito de novembro de 1966 reelegeu-se deputado estadual em Minas, já na legenda da Arena. Nesta legislatura, foi vice-presidente da Comissão de Saúde Pública. Novamente pela legenda arenista, foi eleito deputado federal por Minas Gerais em novembro de 1970, assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, após deixar a Assembléia mineira. Durante o novo mandato, foi membro da Comissão de Saúde e suplente da Comissão de Economia da Câmara. Reeleito deputado federal em novembro de 1974, tornou-se vice-presidente da Comissão de Saúde e suplente da Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados.

Segundo o Jornal do Brasil de maio e junho de 1977, declarou no plenário da Câmara que, entre um regime fascista e um regime comunista, optaria pelo primeiro, por considerar o segundo nocivo e em franca atuação, enquanto que o fascismo seria uma ideologia totalmente superada, fazendo parte da história. Definiu-se como político de “centro para a direita”, ou “integralista linha dura”. Afirmou ainda acreditar numa lenta caminhada em busca da plena democracia, com o ressurgimento dos partidos políticos de forma a acolher todas as tendências. Defendeu inclusive a legalização do Partido Comunista a fim de que seus membros não se infiltrassem nos outros partidos e fossem mais facilmente identificados. Ainda em junho de 1977 apoiou a denúncia do deputado mineiro Sinval Boaventura, que acusou o deputado Marcos Tito, também de Minas Gerais, mas da bancada do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de ter lido na tribuna da Câmara um manifesto publicado anteriormente no jornal Voz Operária e transcrito por jornais comunistas de Portugal. Tal denúncia levou à cassação do mandato e à suspensão dos direitos políticos do deputado Marcos Tito no dia 14 de junho de 1977, durante o governo do presidente Ernesto Geisel (1974-1979). Apesar de considerar a linha do deputado Sinval Boaventura mais dura do que a sua, Navarro Vieira afirmou que sua denúncia fora vital ao regime.

Decidido a não concorrer à reeleição em novembro de 1978, lançou seu filho, Sebastião Navarro Vieira Filho, como seu substituto, sendo ele eleito deputado federal por Minas Gerais na legenda da Arena. Em janeiro de 1979, com o fim de seu mandato, Navarro Vieira deixou a Câmara.

Foi membro da Academia Sul-Mineira de Letras, sediada em Alfenas.

Faleceu em Poços de Caldas no dia 18 de maio de 1996.

Era casado com Alice Podestá Navarro Vieira, com quem teve seis filhos. Um deles, Sebastião Navarro Vieira Filho, também seguiu a carreira política. Deputado federal por Minas Gerais entre 1979 e 1987, elegeu-se deputado estadual em 1994, reelegendo-se em 1998.

Publicou Mercado de trabalho — desemprego e mão-de-obra especializada (1966), Vitória de luta antiga — contra injustiças fiscais discriminatórias (1971), Política nacional do café, A falência da política cafeeira e Em busca da verdade: sobre a usina atômica de Poços de Caldas.

 

FONTES: ANDRADE, F. Relação; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975 e 1975-1979); IPC. Relação de parlamentares (1/1/92 a 18/8/98); Jornal do Brasil (31/5 e 11/6/77 e 16/9/78); NÉRI, S.16; Perfil (1972); Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 6 e 8).

 

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