SEBASTIAO SANTINHO VITRAL DOS SANTOS FURTADO

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Nome: FURTADO, Santinho
Nome Completo: SEBASTIAO SANTINHO VITRAL DOS SANTOS FURTADO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FURTADO, SANTINHO

FURTADO, Santinho

*dep. fed. PR 1983-1991; const. 1987-1988.

Sebastião Santinho Vitral dos Santos Furtado nasceu em Santo Antônio do Aventureiro (PR), no dia 27 de abril de 1931, filho de João Furtado dos Santos e de Filomena Vitral dos Santos.

Bacharel em direito pela Universidade Federal do Paraná em 1959, fazendeiro e cafeicultor, foi vice-presidente da Sociedade Rural do Paraná (1967-1968), diretor da Associação Paranaense dos Cafeicultores (1967-1969), presidente da Sociedade de Economia Rural de Londrina (PR, 1972-1976), filiando-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979 integrou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB.

Em novembro de 1982, elegeu-se deputado federal pelo Paraná. Coordenador da “bancada ruralista” (1983), titular das comissões de Defesa do Consumidor (1983) e de Agricultura e Política Rural (1983-1985), na sessão de 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição — faltaram 22 votos para que fosse levada à apreciação do Senado — no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Santinho Furtado votou em Paulo Maluf, candidato oficial do regime, derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 15 de março deste ano.

Ainda em 1985, Santinho viajou a Damasco, capital da Síria, para participar do Congresso de Parlamentares Americanos de Origem Árabe. Coordenador da bancada do Paraná e vice-presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural (1985-1986), elegeu-se em novembro de 1986 deputado federal constituinte pela legenda do PMDB.

Na Assembleia Nacional Constituinte, foi titular da subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica e suplente da Subcomissão da Família, do Menor e do Idoso, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação. Votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, da soberania popular, do voto facultativo aos 16 anos, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, do mandado de segurança coletivo, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso-prévio proporcional e da unicidade sindical. Votou contra a pena de morte, o aborto, a limitação do direito de propriedade, a jornada semanal de 40 horas, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação da propriedade produtiva e a legalização do jogo do bicho. Tendo apoiado a maioria das reivindicações trabalhistas no primeiro turno, ausentou-se no segundo, embora comparecendo para votar contra a reforma agrária.

Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 1991, mas continuou atuando politicamente na coordenação de campanhas eleitorais no norte no Paraná, região onde desenvolvia atividades empresariais no setor de agropecuária.

Em junho de 1995, acompanhou o senador Álvaro Dias, filiando-se ao Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB). Presidente do diretório municipal de Santo Antônio da Platina (PR), candidatou-se em 1998 à Câmara dos Deputados, obtendo uma votação de 3.712 votos, insuficiente para sua eleição. Em 1999, retornou ao PMDB.

Em junho de 2004, um grupo de 80 famílias de agricultores sem-terra ocupou a fazenda Santa Maria, de sua propriedade, no município de Ribeirão do Pinhal, a 35 quilômetros de Santo Antônio da Platina. Logo em seguida, o local foi desocupado pela Polícia Militar, por ordem do governador Roberto Requião. Nos anos posteriores, permaneceu em Santo Antonio da Platina, onde se dedicou à administração de suas fazendas, mas continuou a militar no PMDB paranaense, além de comparecer frequentemente a atividades políticas na região.

Casado com Ivanise Cavazotti Santos, teve três filhos.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂm. Dep. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. FAM.; Gazeta do Povo (01/06/2004); Apucarana Notícias (01/08/2009).

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