SERGIO MAURICIO BRITO GAUDENZI

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Nome: GAUDENZI, Sérgio
Nome Completo: SERGIO MAURICIO BRITO GAUDENZI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GAUDENZI, SÉRGIO

GAUDENZI, Sérgio

*dep. fed. BA 1991-1995.

Sérgio Maurício Brito Gaudenzi nasceu em Salvador no dia 22 de outubro de 1941, filho de Tripoli Francisco Gaudenzi e de Ofélia Brito Gaudenzi.

Formado em engenharia civil pela Universidade Federal da Bahia (1967), participou da Juventude Universitária Católica e foi um dos fundadores do Clube de Engenharia da Bahia. Em 1974 fez um estágio técnico de aperfeiçoamento do Ministério do Planejamento e Equipamento da França.

Secretário de Planejamento de Salvador (1975-1977), desempenhou as funções de secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento Urbano (1976-1977). Tesoureiro da executiva regional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (1983-1985), exerceu o cargo de secretário-geral do Ministério da Previdência e Assistência Social (1985-1986), durante a gestão de Valdir Pires. No mesmo período tomou parte no conselho deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Em novembro de 1986 elegeu-se deputado estadual constituinte, mas tão logo se iniciaram os trabalhos pediu licença para assumir a Secretaria da Fazenda do governo de Valdir Pires (1987-1989). Nessa época viajou ao Japão. Integrante do conselho administrativo do Banco de Desenvolvimento do Estado da Bahia e do Conselho de Política Fazendária do Ministério da Fazenda, com sede em Brasília, presidiu o conselho administrativo do Banco do Estado da Bahia (1989).

Seguindo a liderança de Valdir Pires, em fins de 1989 Sérgio Gaudenzi filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). De volta à Assembléia Legislativa tornou-se relator-geral da Constituição estadual. Presidente da Comissão de Fiscalização e Controle do Poder Público (1990), integrou a executiva regional provisória do PDT.

No pleito de outubro de 1990 elegeu-se deputado federal na legenda do PDT. Concluindo seu mandato no Legislativo estadual em janeiro de 1991, no mês seguinte assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados, na qual tornou-se titular da Comissão de Finanças e Tributação, suplente da Comissão de Relações Exteriores, bem como vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou irregularidades na previdência social.

Vice-líder do PDT na Câmara, na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, Gaudenzi votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em outubro de 1994 Gaudenzi disputou o cargo de vice-governador na chapa do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), encabeçada por Jutaí Magalhães Júnior, mas foi derrotada por Paulo Souto, do Partido da Frente Liberal (PFL). Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1995, retomando as atividades profissionais em seu escritório de consultoria, nas áreas de planejamento urbano e macroprojetos imobiliários.

No início de 1997 filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), ocupando o cargo de vice-presidente do diretório estadual. Em abril desse ano tornou-se comentarista político do programa Aratu e você, transmitido diariamente pela TV Aratu, integrante do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) na Bahia. Em setembro de 1999 tornou-se secretário do diretório estadual do PSB.

Assumiu em 2004 a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB) após o desastre ocorrido na Base Aérea de Alcântara (MA), no dia 22 de agosto de 2003, onde 21 técnicos morreram. Durante este período, dirigiu o Programa Espacial Brasileiro tendo como destaque a “Missão Centenário” que na noite do dia 29 de março de 2006 lançou o astronauta Marcos Pontes a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, partindo do Cazaquistão com destino à ISS (Estação Espacial Internacional).

Em setembro de 2006 teve inicio uma crise no setor aéreo brasileiro com a queda de um Boeing da Gol Linhas Aéreas, na qual morreram  154 pessoas, após o choque desta aeronave com um jato de menor porte, modelo Legacy. No decorrer das investigações foram apontadas, entre as causas do acidente, falhas na cobertura do espaço aéreo brasileiro, por parte dos controladores de vôo, e problemas nos equipamentos de controle, além de falhas humanas e técnicas na operação das aeronaves, em particular o jato Legacy. Às repercussões do acidente, envolvendo críticas aos controladores de vôo, e sua defesa, com denúncias às políticas aéreas vigentes e à falta de investimentos no setor, se seguiu, a partir de outubro do mesmo ano, uma seqüência de atrasos em pousos e decolagens, em diversos aeroportos do país. Com o prosseguimento da crise os meios de comunicação passaram a se referir sistematicamente ao caso como “apagão aéreo”, em clara referência à crise de energia elétrica – “apagão” – ocorrida em 2002, ao final do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2003),

Como uma das soluções para a crise aérea que já se estendia há quase um ano, em agosto de 2007, Sergio Gaudenzi foi nomeado pelo então Ministro da Defesa Nélson Jobim para o cargo de presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) substituindo o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-dirigente da estatal. Em dezembro de 2008, Sergio Gaudenzi deixou o cargo em função de desavenças com o programa de privatização de aeroportos defendido pelo governo. Assumiu em seu lugar o tenente brigadeiro-do-ar Cleonílson Nicácio Silva.

Casou-se com Ana Teresa Pontes Gaudenzi, com quem teve dois filhos.

Publicou Análise global da economia baiana (1975) e Desenvolvimento urbano, uma questão política (1977).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Globo (30/9/92); INF. BIOG; Portal Correio 24horas. Disponível em : <http://correio24horas.globo.com/ noticias/noticia.asp?codigo=11842&mdl=27>. Acesso em : 20 jul. 2009; Portal da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia. Disponível em : <http://www.al.ba. gov.br/v2/biografia.cfm?varCodigo=230>. Acesso em : 20 jul. 2009.

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