Severino Sérgio Estelita Guerra

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Nome: GUERRA, Sérgio
Nome Completo: Severino Sérgio Estelita Guerra

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

GUERRA, Sérgio

*dep. fed. PE 1991-2003 e 2011-2014, senador PE 2003-2011

 

 

Severino Sérgio Estelita Guerra nasceu em Recife no dia 9 de novembro de 1947, filho de Pio Genésio Guerra e de Jaci Estelita Guerra. Seu pai foi deputado federal por Pernambuco de 1955 a 1959 e o irmão José Carlos Guerra de 1963 a 1968.

Sérgio Guerra ingressou na Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe) em 1966. Formou-se em 1969 e, no mesmo ano, assumiu o cargo de diretor do departamento de economia do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, em Recife, até 1971. Em 1970 fez o curso de economia internacional na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. De 1972 a 1975 foi diretor da empresa Engenharia de Sistemas e Processamento de Dados S.A. (Datamec). Entre 1978 e 1982 foi membro da coordenadoria do grupo empresarial Lundgren.

Em 1981 filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que sucedeu o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na oposição ao regime militar após a extinção do último devida ao fim do bipartidarismo e à conseqüente reorganização partidária, em novembro de 1979. Em 1982 elegeu-se deputado estadual. Na Assembléia Legislativa de Pernambuco foi líder do PMDB até 1985, ano em que se filiou ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), e presidiu a Comissão de Defesa do Meio Ambiente.

Foi eleito deputado estadual constituinte em 1986. Afastou-se da Assembléia pernambucana de 1988 a 1989 para assumir a Secretaria de Indústria e Comércio na gestão do governador Miguel Arrais (1987-1990). Em 1989 acumulou o cargo com o de secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e representante do governo do Estado junto à Comissão Internacional do Açúcar, em Londres. Nesse ano transferiu-se para o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ao retornar à Assembléia, foi presidente da Comissão de Área das Secas e Negócios Municipais.

No pleito de outubro de 1990 foi eleito deputado federal em sua nova legenda. Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, tornou-se vice-líder do seu partido na Casa e tornou-se titular da Comissão de Finanças e Tributação e da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992 votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente da República Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Fernando Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já exercia o cargo interinamente desde a decisão da Câmara.

Ainda nesta legislatura Guerra votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) — taxação de 0,25% sobre transações bancárias que serviria como fonte complementar de recursos para a área da saúde —, da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiria ao governo realocar 20% dos impostos das verbas de áreas como saúde e educação, e do fim do voto obrigatório.

Reelegeu-se deputado federal em 1994, com o apoio da base eleitoral da região norte da Zona da Mata. Iniciando novo período legislativo em fevereiro do ano seguinte, nessa legislatura participou da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, seguiu a orientação partidária e manteve-se alinhado com o bloco oposicionista. Votou contra a quebra do monopólio estatal nas telecomunicações, o fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado, a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras e a mudança no conceito de empresa nacional, que eliminaria seus privilégios, colocando-a em igualdade de condições com as empresas estrangeiras. Em maio de 1996 pronunciou-se contra o decreto presidencial que fez cortes no Orçamento, incentivando, inclusive, o pedido de afastamento do ministro Odacir Klein do Ministério dos Transportes, um dos mais afetados pelos cortes de verbas.

Esteve ausente nas sessões da Câmara que decidiram, em janeiro e fevereiro de 1997, pela aprovação da emenda constitucional que permitiu a reeleição para os cargos de presidente da República, governadores e prefeitos. No mesmo ano assumiu a liderança do PSB na Câmara. Licenciou-se de suas atividades parlamentares em 5 de setembro de 1997 para exercer o cargo de secretário de Indústria, Comércio e Turismo, na administração do governador Miguel Arrais. Seu substituto na Câmara foi Álvaro Ribeiro, também do PSB.

De volta ao Congresso Nacional em 2 de abril de 1998, participou de parte das votações acerca da reforma da previdência, sendo contrário ao projeto de emenda constitucional encaminhado pelo Executivo federal, que estabelecia a exigência de idade mínima e tempo de contribuição para aposentadoria no setor privado.

Reelegeu-se deputado federal no pleito de novembro de 1998 na legenda do PSB e iniciou novo período legislativo em fevereiro de 1999.

Na nova legislatura, reassumiu suas funções de titular da Comissão Permanente de Finanças e Tributação, e integrou, também como titular, a Comissão Especial destinada a analisar a alteração do artigo 100 da Constituição Federal e a Comissão Permanente de Minas e Energia. Participou ainda da Comissão Externa referente às Enchentes em Recife e passou a fazer parte, como titular, do Grupo de Trabalho de Transposição do Rio São Francisco.

Em abril de 1999, afirmando estar descontente com a oposição do PSB ao governo de Jarbas Vasconcelos (1999-2003), em Pernambuco, Sérgio Guerra deixou o partido. No mesmo ano, ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Foi relator da lei de Diretrizes Orçamentárias da União em 2000. Em seguida, integrou a CPI da FINOR, formada para investigar denúncias de irregularidades na aplicação de recursos do Fundo de Investimento do Nordeste (FINOR), ligado à Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Segundo denúncias, mais de dois bilhões de reais haviam sido desviados dos projetos aprovados pela Sudene e o FINOR já havia sido alvo de uma auditoria pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que havia concluído ter ocorrido desvio de finalidade no uso dos recursos em centenas de projetos. Com as denúncias, políticos ligados ao governo passaram a defender a extinção da Sudene, o que de fato terminou por ocorrer no ano seguinte.

De fevereiro de 2001 a abril de 2002, Sérgio Guerra licenciou-se da Câmara para assumir a pasta de Secretário de Estado Extraordinário de Pernambuco, durante o governo de Jarbas Vasconcelos (1999-2003), do PMDB. De fevereiro a abril de 2002 assumiu também a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Projetos Especiais.

Em 2002, voltou a integrar, como membro titular, a Comissão Permanente de Finanças e Tributação.

Em outubro de 2002, foi eleito senador por Pernambuco, pela legenda do PSDB, passando a integrar, a partir de 2003, o grupo de oposição parlamentar ao governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011), do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em junho de 2003, passou a integrar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), formada para averiguar as denúncias de remessa ilegal de dinheiro para o exterior através de contas abertas no Banco do Estado do Paraná (Banestado) em nome de laranjas e de empresas “offshore” e operadas por doleiros para encobrir a formação de caixa dois de empresários e recursos oriundos de corrupção política. A partir de novembro de 2003, Sérgio Guerra passou a integrar também a CPMI do Desmanche, que investigava irregularidades cometidas por companhias de seguro e revendedores de automóveis.

Liderou o Bloco Liderança Parlamentar da Minoria, no Senado Federal, entre maio de 2004 e maio de 2005.

Em março de 2005, passou a presidir a nova Comissão de Agricultura e Reforma Agrária. Ainda no mesmo mês, passou a integrar a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO). Em junho de 2005, assumiu cargo de titular na CPMI dos Correios, uma das CPIs formadas em seguimento às denúncias do então deputado Roberto Jefferson, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), acerca de pagamento de mesada aos parlamentares pelo governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), em troca de votos favoráveis aos projetos governistas, no episódio que ficou conhecido por “Mensalão”. Em junho, passou a integrar a CPMI das Ambulâncias, ou dos Sanguessugas, que investigava a compra de ambulâncias superfaturadas com o dinheiro do Orçamento.

Coordenou a campanha de Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à presidência da República, em aliança com o PFL, nas eleições de 2006. Ao longo da campanha eleitoral, criticou veementemente o presidente Luís Inácio Lula da Silva – então candidato à reeleição -, apoiando a investigação rigorosa, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), da suspeita de confecção irregular de cartilhas para o PT pela Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República. Voltou a criticar o governo e o PT no episódio de compra de um dossiê contra membros do PSDB, por pessoas próximas ao presidente. Apreendido pela Polícia Federal, o dossiê havia sido produzido pelo empresário Luiz Antônio Vedoim - acusado de ser o operador do esquema das ambulâncias – e procurava vincular ao esquema da compra das ambulâncias superfaturadas o nome de José Serra (PSDB-SP) e o de Geraldo Alckmin, devendo depois, de acordo com as denúncias, ser vendido a um petista. Vedoim e dois petistas – Gedimar Pereira Passos e Valdebram Carlos Padilha - foram presos pela polícia em setembro, mas foram libertados logo em seguida. O presidente Lula condenou o dossiê e o PT alegou que o caso poderia ser uma “armação” para destruir o partido. Apesar da repercussão do caso, pesquisas de opinião feitas na época mostraram que a maioria da população não responsabilizava o presidente da República, que continuou liderando nas pesquisas de intenção de voto.

Diante das acusações levantadas pela campanha do presidente da República, de que um eventual governo Alckmin iria extinguir programas sociais, como o Bolsa-Família, Sérgio Guerra retrucou e afirmou que os programas de transferência de renda haviam sido criados sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), dizendo também que caso eleito, seu candidato iria “ampliar e melhorar” o Bolsa-Família. Segundo colocado no primeiro turno em 1º de outubro de 2006, Alckmin seria derrotado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, que obteve assim a reeleição, no segundo turno, em 29 de outubro.

Em maio de 2007, Sérgio Guerra passou a integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, instalada em meio à forte crise ocorrida naquele ano no setor aéreo brasileiro. No mesmo mês, o TCU decidiu multar o ex-ministro Luís Gushiken pelas irregularidades apontadas durante sua gestão durante o governo Lula, inclusive aquelas relacionadas à confecção irregular de cartilhas.

Em junho, defendeu o comparecimento do então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao Conselho de Ética do Senado, para esclarecer denúncias de que este teria utilizado recursos de uma empreiteira para o pagamento de despesas pessoais. Com o agravamento da crise, passou a defender o afastamento de Renan Calheiros da presidência da instituição.

Em novembro de 2007, durante a 9ª Convenção Nacional do PSDB, Sérgio Guerra foi eleito presidente nacional do partido. Em 4 de dezembro, Renan Calheiros, alvo de diversas denúncias de quebra de decoro parlamentar, renunciou à presidência do Senado. Poucos dias depois, Sérgio Guerra, junto com os outros membros de seu partido, votou contra a prorrogação da CPMF, infligindo importante derrota política ao governo de Luís Inácio Lula da Silva.

Em fevereiro de 2008, assim como os outros membros de seu partido integrantes da CMO, retirou-se da comissão, devido a atritos com o governo. Na ocasião, chegou a defender o fim da própria CMO.

Ainda em fevereiro, diante das denúncias de uso irregular de cartões corporativos pelo governo federal, apoiou a instalação de uma CPI para investigar o caso, o que ocorreu naquele mês. Refutou, porém, a criação de uma CPI para averiguar as denúncias de uso irregular de cartões de pagamento pelo governo de São Paulo, então comandado por José Serra. Em março de 2008, Sérgio Guerra, diante de uma denúncia da revista Veja afirmando que a Casa Civil do governo teria montado um dossiê detalhando os gastos da família de Fernando Henrique Cardoso durante sua gestão, defendeu que se investigasse a então Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Esta, em sua defesa, afirmou que o governo não havia produzido nenhum dossiê, mas que estava elaborando um banco de dados com gastos da gestão de Lula e das presidências anteriores. Em maio, porém, a ministra foi indiciada, junto com outras quinze pessoas, na representação protocolada pelo sub-relator de sistematização da CPI dos cartões, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), devido ao suposto dossiê. Em junho, no entanto, a CPI aprovou o relatório do deputado Luís Sérgio, do PT, que inocentou os ministros do governo de qualquer irregularidade no uso de cartões corporativos ou na produção do dossiê. Ainda neste mês, Sérgio Guerra afirmou ter sido procurado pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, para fazer denúncias contra a ministra da Casa Civil Dilma Roussef, afirmando que esta a teria pressionado para facilitar a venda da Varig e da Variglog ao fundo americano Matlin Peterson e aos três sócios brasileiros. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República passou a analisar o caso.

Em março de 2009, Sérgio Guerra passou a integrar a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e, dois meses depois, a CPI da Petrobrás, instalada para averiguar denúncias de corrupção envolvendo a estatal e políticos governistas. Em julho do mesmo ano Sérgio Guerra foi escolhido para integrar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e, no mesmo mês, protocolou três representações contra o então presidente do Senado José Sarney (PMDB): a primeira denúncia acusava o presidente de envolvimento no desvio de recursos de patrocínio da Petrobrás; a segunda pedia a investigação por suposta responsabilidade de José Sarney na edição de atos secretos do Senado, que teriam sido utilizados para nomear e beneficiar parentes de senadores, Sarney inclusive; a terceira tratava de denúncia de favorecimento ilegal da empresa do neto do presidente do Senado para a operação de empréstimos consignados a servidores do Senado. Essas e outras representações contra Sarney, e também contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, impetradas em retaliação, por parte dos aliados de Sarney, foram, contudo, arquivadas pelo então presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ). Sérgio Guerra e demais líderes da oposição recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo desarquivamento de tais representações, mas não tiveram seu pleito atendido nesta corte.

Em 2010, foi cotado para ser vice de José Serra, candidato tucano às eleições presidenciais daquele ano, mas o nome indicado acabaria sendo o de Índio da Costa, deputado federal pelo Democratas (DEM), ex-PFL, do Rio de Janeiro. Guerra afirmou, ao confirmar a indicação de Costa, em 30 de junho, que o mesmo havia sido indicado por ser um parlamentar jovem, com boa circulação na militância do DEM e por ser do Rio de Janeiro, região onde ao PSDB não estava em boa situação. Ainda em junho daquele ano, reportagens da imprensa denunciaram o que seria um caso de nepotismo envolvendo Guerra, acusado de contratar uma família de funcionários “fantasmas” no Senado, através da nomeação de nove membros da família de seu assessor parlamentar Caio Mário Mello Costa Oliveira, para seu escritório político em Recife, onde, segundo a imprensa, haveria apenas uma funcionária trabalhando. Guerra defendeu-se, afirmando que todos os funcionários comissionados lotados no escritório davam suporte às suas atividades de senador em todo o estado de Pernambuco.

Em outubro de 2010, elegeu-se deputado federal por Pernambuco, na legenda do PSDB, passando a integrar na Câmara dos Deputados a bancada de oposição ao governo de Dilma Roussef, candidata petista vencedora nas eleições presidenciais realizadas naquele mês, e empossada na presidência da República em 1º de janeiro de 2011.

Em março de 2011, Guerra passou a integrar, como membro titular, a Comissão Permanente de Minas e Energia (CME), que deixaria em janeiro de 2012. Em março de 2012, passou a integrar como titular a Comissão Permanente de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN).

Em abril de 2012, votou contra o projeto de reforma do Código Florestal Brasileiro de 1965, apresentado pelo Senado, que modificara um texto do deputado Aldo Rebelo (do Partido Comunista do Brasil, PCdoB, por São Paulo), acusado pelos ambientalistas de restringir a legislação ambiental do país. O texto aprovado pelo Senado, com apoio do governo de Dilma Roussef, procurava fazer concessões tanto aos ambientalistas como aos ruralistas. Em seu lugar, porém, os deputados, apesar da orientação do governo federal, aprovaram a versão apresentada pelo deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que na prática anulava as concessões aos ambientalistas. Em outubro do mesmo ano, alguns pontos mais polêmicos do texto de Piau foram vetados pela presidente Dilma Roussef.

Em 22 de maio daquele mesmo ano, Sérgio Guerra votou a favor do Projeto de Emenda Constitucional (PEC 438/2011), referente ao Trabalho Escravo, que determinava o confisco de propriedades em que fosse verificada a prática de trabalho escravo e seu encaminhamento para reforma agrária ou uso social. O projeto foi aprovado por ampla maioria parlamentar, sendo encaminhando ao Senado para apreciação e debate sobre sua regulamentação.

Em outubro de 2012 Guerra considerou “vitoriosa” a participação do PSDB nas eleições municipais realizadas naquele mês em todo o país, uma vez que, segundo ele, o partido teria obtido vitórias em regiões consideradas estratégicas, especialmente no Norte e no Nordeste.

Em fevereiro de 2013 deixou a CREDN e, em março seguinte, passou a integrar, como membro titular, a Comissão Permanente de Finanças e Tributação (CFT).

Em abril, Sérgio Guerra foi eleito presidente do PSDB de Pernambuco, assumindo em 28 daquele mês. Em 18 de maio, o senador mineiro Aécio Neves foi eleito o novo presidente nacional do PSDB, com cerca de 90% de votos obtidos na convenção do partido. Guerra apoiou a eleição de Neves, que obteve ainda o apoio de outras personalidades do partido, como o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

Em 25 de junho de 2013, Guerra votou a favor do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 37, que reduzia consideravelmente o poder de investigação do Ministério Público, e que foi derrubada nesse dia por grande maioria parlamentar, diante de forte pressão popular, no contexto das grandes manifestações de rua que tomaram conta do país naquele mês. O deputado afirmou que uma confusão o fizera errar o voto, votando em favor da proposta, rejeitada por ampla maioria da sociedade.

Em agosto de 2013, ausentou-se na votação que decidiria sobre a cassação ou não do mandato do deputado Natan Donadon (ex-PMDB-RO), preso por ordem judicial, condenado por peculato e formação de quadrilha. Guerra justificou sua ausência alegando motivos de saúde. Donadon teve seu mandato preservado, por não ter sido atingido o número suficiente de votos necessário à sua cassação.

Ainda em agosto, criticou duramente o correligionário e ex-governador José Serra e sua intenção de levar adiante sua proposta de candidatura à presidência da República nas eleições de 2014, apoiando para a disputa, em seu lugar, o nome de Aécio Neves.  O deputado defendeu o consenso do partido em torno de um único nome para as eleições, afirmando, porém, que não recusaria a realização de prévias, em caso de insistência do ex-governador Serra.

Em setembro de 2013, votou a favor do PEC do Voto Aberto, que instaurava o voto aberto nas votações do Congresso Nacional, e que foi aprovado por grande maioria parlamentar, diante da forte repercussão negativa da não cassação do deputado Donadon junto à opinião pública.

Sérgio   Guerra faleceu em 6 de março de 2014, em virtude de complicações provocadas por um câncer de pulmão.

Foi casado com Neném Brennand, de quem se separou posteriormente, e com quem teve duas filhas.

Publicou Levantamento sócio-econômico em áreas do baixo e médio São Francisco (1970).

 

Juliana Sousa/Cláudia Montalvão/ Inoã Pierre Carvalho Urbinati


FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); DIAP.; O Globo (30/09/1992, 15/06/1996, 29/01/1997 e 10/10/98); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/01/1995 e 14/01/1996); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/09/1994 e 29/09/1998); Perfil parlamentar/Isto É; TRIB REG. ELEIT. PE. Relação (1998); Portal da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Disponível em: <http://www.alepe.pe.gov.br>. Acesso em 01/8/2009; Portal Blog da Folha. Disponível em: <http://www.folhape.com.br/blogdafolha>. Acesso em 18/11/2013; Portal Blog de Jamildo. Disponível em: <http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo>.  Acesso em 18/11/2013; Portal Blog Leituras Favre. Disponível em: <http://blogdofavre.ig.com.br/tag/sergio-guerra>. Acesso em 04/08/2009; Portal Brasil 247. Disponível em: <http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/110597>. Acesso em 18/11/2013; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <www.camara.gov.br>. Acesso em 01/08/2009, 02/08/2009, 03/08/2009, 08/08/2009 e 16/11/2013; Portal Congresso em Foco. Disponível em: <http://congressoemfoco.uol.com.br>.  Acesso em 18/11/2013; Portal do Correio Braziliense. Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br>. Acesso em 18/11/2013; Portal Diário Catarinense. Disponível em: <http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc>. Acesso em 19/11/2013; Portal Diário do Grande ABC. Disponível em: <http://www.dgabc.com.br>. Acesso em 08/08/2009; Portal Diário de Pernambuco. Disponível em: <http://www.diariodepernambuco.com.br> Acesso em 18/11/2013; Portal Direito2. Disponível em: <http://www.direito2.com.br>.  Acesso em 07/08/2009 e 08/08/2009; Portal O Eco. Disponível em: <http://www.oeco.org.br>. Acesso em 18/11/2013; Portal da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Disponível em: <http://www4.ensp.fiocruz.br/radis/rede/107.html>.  Acesso em 07/08/2009; Portal Estado de S. Paulo. Disponível em: <www.estadao.com.br>. Acesso em 08/08/2009; Portal Folha de S. Paulo. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 24/08/2009, 10/08/2009, 25/08/2009, 25/04/2001 e 13/03/2006 e 14/9/2009; Portal da Fundação Joaquim Nabuco. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acessado em 08/08/2009; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em 24/08/2009, 01/09/2013, 18/11/2013 e 10/06/2014; Portal O Globo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com>. Acesso em 07/08/2009; Portal Investimentos e Notícias. Disponível em: <http://indexet.investimentosenoticias.com.br/arquivo>. Acesso em 24/8/2009 e 12/9/2009; Portal Jornal do Comércio. Disponível em: <http://jc.uol.com.br>. Acesso em 07/08/2009 e 19/11/2013; Portal JusBrasil. Disponível em: <http://www.jusbrasil.com.br/bem-vindo?ref=logo>. Acesso em 18/11/2013; Portal Memorial Pernambuco. Disponível em: <http://www.memorialpernambuco.com.br>.  Acesso em 03/08/2009; Portal do Ministério do Orçamento, Planejamento e Gestão. Disponível em: <http://www.planejamento.gov.br>. Acesso em 24/08/2009; Portal Pb Agora. Disponível em: <http://www.pbagora.com.br>. Acesso em 19/11/2013; Portal do PSDB. Disponível em: <https://www2.psdb.org.br>.  Acesso em 07/08/2009; Portal do PSDB-RJ. Disponível em: <http://www.psdb-rj.org.br/site/index.php>.  Acesso em 18/11/2013; Portal do PSDB-RN. Disponível em: <http://www.psdbrn.org.br>. Acesso em 25/8/2009; Portal do Senado Federal. Disponível em: <www.senado.gov.br acessado>. Acesso em 01/08/2009, 02/8/2009 e 16/11/2013; Portal Sua Pesquisa. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com>.   Acesso em 25/08/2009; Portal O Tempo. Disponível em: <http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica>. Acesso em 19/11/2013; Portal Terra. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br>. Acesso em 17/11/2013; Portal Trabalho Escravo. <http://www.trabalhoescravo.org.br>.  Acesso em 18/11/2013; Portal Tribuna Popular. Disponível em: <https://tribunapopular.wordpress.com>.  Acesso em 03/08/2009; Portal do Unisite. Disponível em: <http://www.unisite.com.br/>. Acesso em 07/08/2009 e 25/08/2009; Portal UOL de Notícias. Disponível em: http://noticias.uol.com.br>.  Acesso em 12/09/2009; Portal Veja. Disponível em: <http://veja.abril.com.br>. Acesso em 19/11/2013 e 02/08/2009.


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