SILIPRANDI, EDI

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: SILIPRANDI, Edi
Nome Completo: SILIPRANDI, EDI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILIPRANDI, EDI

SILIPRANDI, Edi

*dep. fed. PR 1991-1995.

 

Edi Siliprandi nasceu em Constantina (RS) em 17 de novembro de 1933, filho de Antônio Pascoal Siliprandi e de Ida Siliprandi.

Formado em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1961, mudou-se, em seguida, para Cascavel (PR), tornando-se, a partir de 1962, líder da campanha pela criação do estado de Iguaçu. Economista e empresário rural, entre 1979 e 1983 foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, subsecional de Cascavel, cargo que voltou a ocupar entre 1986 e 1988.

Eleito deputado federal pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) do Paraná em outubro de 1990, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte. Membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e suplente da Comissão de Finanças e Tributação ao longo de 1991, dois anos depois procurou organizar, sem sucesso, o Partido Confederado Nacional para lutar pela implantação do estado de Iguaçu.

Esteve ausente da sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992 que aprovou, por 441 votos, a abertura de processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da chefia do Executivo após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo da conclusão de seu julgamento pelo Senado Federal. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que vinha ocupando o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Edi Siliprandi transferiu-se, em setembro de 1993, para o Partido Social Democrático (PSD). Em outubro desse mesmo ano, o jornal O Globo revelou que Edi Siliprandi estava sendo investigado pela Corregedoria da Câmara, acusado de ter recebido 50 mil dólares para se filiar ao PSD, tendo utilizado parte do dinheiro para comprar um imóvel em Curitiba.

Prevista para essa legislatura, a revisão da Constituição de 1988 acabou não acontecendo e poucas alterações na Carta foram aprovadas. Ausente da sessão que rejeitou o fim do voto obrigatório, manifestou-se contrariamente à criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e absteve-se de votar a proposta de revisão do conceito de empresa nacional. Por fim, também faltou à votação que aprovou a instituição do Fundo Social de Emergência (FSE), que, ao lado do IPMF, serviu para financiar o plano de estabilização econômica do governo, batizado de Plano Real. Durante esta legislatura, apresentou ainda um projeto de lei prevendo a realização de um plebiscito para deliberar sobre criação do estado do Iguaçu, a ser formado através do desmembramento das regiões oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul para a criação de uma nova unidade da federação.  Mas a proposição não passou pela Comissão de Constituição e Justiça e foi arquivada

Deixou a Câmara em janeiro de 1995, no fim da legislatura, não tendo concorrido à reeleição em outubro do ano anterior. Foi presidente da Sociedade para o Desenvolvimento e Emancipação de Iguaçu e presidente da Associação dos Advogados do Oeste do Paraná.

Após o término do mandato radicou-se em Cascavel onde se dedicou às atividades empresariais, tendo sido proprietário da Rádio Cidade, repetidora da Rádio Globo em Cascavel, e atuou na seção municipal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da qual chegou a ser presidente na cidade.

Edi Siliprandi faleceu no dia 29 de março de 2009, aos 75 anos de idade, vítima de um câncer no estômago. A morte ocorreu em São Paulo, onde Siliprandi estava internado para tratamento no Hospital Sírio Libanês, e seu corpo foi posteriormente sepultado em Cascavel. Nos últimos anos de sua vida aposentou-se e passou a residir em Laguna, no litoral catarinense.

Casou-se com Olinda Siliprandi, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Globo (21/10/93); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); Caros colegas; jornal da OAB, seção Cascavel (abril de 2009).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados