SILVA, FRANCISCO PEREIRA DA

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Nome: SILVA, Francisco Pereira da
Nome Completo: SILVA, FRANCISCO PEREIRA DA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVA, FRANCISCO PEREIRA DA

SILVA, Francisco Pereira da

*rev. 1924; rev. 1930; junta gov. AM 1930; const. 1946; dep. fed. AM 1946-1963.

 

Francisco Pereira da Silva nasceu em Água Maré, no município de Macau (RN), no dia 7 de setembro de 1890, filho de Manuel Pereira e de Josina Ribeiro Pereira da Silva.

Iniciou os estudos no curso de humanidades do Colégio Diocesano Santo Antônio. Formou-se em direito pela Faculdade do Amazonas.

Trabalhou inicialmente como tipógrafo, revisor de provas e repórter. Em 1909 tornou-se auxiliar de gabinete do governador de seu estado, Alberto Maranhão (1908-1913). No ano seguinte viajou ao Rio de Janeiro, então Distrito Federal, para realizar uma reportagem para o Correio da Noite. Em 1911 voltou à Amazônia. Residiu algum tempo em Cruzeiro do Sul (AC), cuja Imprensa Oficial dirigiu. Ainda nessa cidade, foi promotor público, suplente de juiz de direito e secretário da prefeitura. Reorganizou o Centro Operário de Cruzeiro do Sul, a Sociedade Protetora dos Homens do Povo e a União dos Pequenos Lavradores e Seringueiros, todas ligadas ao Centro Operário.

Prefeito de Tarauacá (AC) em 1920, tornou-se, no ano seguinte, oficial da secretaria do governo e oficial-de-gabinete do governador do território do Acre, Epaminondas Jácome, fixando residência em Rio Branco.

Após o movimento modernista de 1922, tentou lançar a nova escola no Amazonas, onde passou a residir a partir de 1923. Em Manaus, participou da Revolta de Julho de 1924, irrompida também em Sergipe e em São Paulo. Os revoltosos, liderados pelos tenentes Joaquim Cardoso de Magalhães Barata e Alfredo Augusto Ribeiro Júnior, depuseram o governador do Amazonas, Turiano Meira, formando uma junta governativa. Francisco Pereira da Silva foi designado secretário da Polícia Civil do estado. Embora apoiados grandemente pela população, os rebeldes foram dominados em agosto por tropas federais comandadas pelo general João de Deus Mena Barreto, que designou o coronel Raimundo Barbosa governador militar do estado. Restabelecida a ordem legal, com a instalação do governo do interventor Alfredo Sá, Francisco Pereira da Silva foi afastado da Secretaria da Polícia Civil e, nos meses seguintes, manteve-se na oposição ao governo do estado, através do jornal A Liberdade, motivo pelo qual foi preso durante seis meses. Absolvido, fez oposição ao presidente da República Artur Bernardes.

Participou da Aliança Liberal (1929-1930) e da Revolução de 1930. Juntamente com o coronel Cordeiro Júnior e com José Alves de Sousa Brasil, integrou a junta revolucionária que assumiu o governo do Amazonas em outubro, após a vitória do movimento revolucionário, e que foi substituída em novembro seguinte pelo tenente Floriano da Silva Machado, designado governador militar. Posteriormente, Francisco Pereira da Silva tornou-se secretário de Estado do Amazonas.

Em 1935 defendeu a causa dos parlamentares processados por envolvimento no movimento da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Após a implantação do Estado Novo em novembro de 1937, tornou-se, em 1938, procurador do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (IAPM), a cujo âmbito de ação subordinou as atividades derivadas da pesca. Criou a carteira de fiança nos institutos e caixas de aposentadoria e pensões.

Em dezembro de 1945, após o fim do Estado Novo, elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Amazonas, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo sua cadeira em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. No pleito de outubro de 1950 reelegeu-se deputado federal pelo Amazonas, na legenda da Aliança Frente Libertadora, constituída pelo PSD e o Partido Democrata Cristão (PDC). Nessa legislatura presidiu a Comissão do Plano de Valorização Econômica da Amazônia, de cujo projeto de execução foi autor. Reelegeu-se em outubro de 1954, na legenda da coligação Frente Democrática Popular, constituída pelo PSD, o PDC, a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Novamente eleito em outubro de 1958, dessa vez na legenda da coligação PSD-PDC-UDN-Partido Social Progressista (PSP)-Partido de Representação Popular (PRP), tornou-se vice-líder do PSD a partir de junho de 1959 e, novamente, a partir de maio de 1961. Tentou a reeleição em outubro de 1962, obtendo apenas uma suplência. Concluiu o mandato em janeiro de 1963. Após o movimento político-militar de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena) e nessa legenda obteve nova suplência de deputado federal no pleito de novembro de 1966.

Membro do conselho municipal de Juruá (AC), teve destacada atuação na criação da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), atual Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), e na elaboração do projeto que posteriormente deu origem à criação da Zona Franca de Manaus.

Jornalista, fundou, no Acre, o jornal Juruaense; foi redator e colaborador de diversos jornais na cidade de Natal, além de desenvolver polêmicas literárias sob o pseudônimo de Djalma Fontes. Pertenceu à Academia Amazonense de Letras.

Faleceu no dia 11 de setembro de 1973.

Publicou Poemas amazônicos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CISNEIROS, A. Parlamentares; Diário do Congresso Nacional; Grande encic. Delta; MENESES, R. Dic.; ROQUE, C. Grande; SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4 e 6); Veja (19/9/73).

 

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