SILVA, LAFAIETE DE CARVALHO E

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Nome: SILVA, Lafaiete de Carvalho e
Nome Completo: SILVA, LAFAIETE DE CARVALHO E

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVA, LAFAIETE DE CARVALHO E

SILVA, Lafaiete de Carvalho e

*diplomata; emb. Bras. Argentina 1932-1933; emb. Bras. Paraguai 1935-1940; emb. Bras. Bolívia 1941-1945.

 

Lafaiete de Carvalho e Silva nasceu em Uruguaiana (RS) no dia 24 de junho de 1881.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

Iniciou a carreira diplomática em fevereiro de 1908, como adido à Secretaria de Relações Exteriores. Foi promovido a terceiro-secretário em novembro de 1909 e a segundo-secretário em julho de 1912. A partir de fevereiro do ano seguinte passou a servir no gabinete do ministro das Relações Exteriores, Lauro Müller (1912-1917), tendo viajado a serviço para Buenos Aires em dezembro. Promovido a primeiro-secretário em junho de 1914, foi designado para servir em Washington, mas não chegou a deixar o Brasil, tornando-se oficial-de-gabinete do ministro Lauro Müller em novembro. Secretário interino da Presidência da República de fevereiro a agosto de 1915, durante o governo do presidente Venceslau Brás (1914-1918), retornou ao posto de oficial-de-gabinete, no qual ficou até dezembro seguinte.

Exonerado em janeiro de 1916, foi reintegrado na carreira diplomática em fevereiro de 1919, sendo designado, em setembro de 1921, para servir como primeiro-secretário e encarregado de negócios na embaixada brasileira em Varsóvia, na Polônia. Em setembro de 1922 foi removido para a embaixada em Lisboa. Aí foi encarregado de negócios de maio a junho de 1923, de junho a julho de 1926, de abril de 1927 a janeiro de 1928, de junho a outubro de 1929 e de junho a setembro de 1930. Em abril de 1931 foi removido para o Rio de Janeiro.

Designado chefe de contabilidade em maio de 1931 e promovido a conselheiro em agosto, foi transferido para Buenos Aires, onde atuou como encarregado de negócios da embaixada brasileira de setembro a dezembro desse mesmo ano e de março a junho de 1932. Em agosto seguinte foi nomeado embaixador extraordinário e ministro plenipotenciário de segunda classe na capital argentina, sucedendo a João Carvalho de Morais. Nesse mesmo mês representou o Brasil no VI Congresso Internacional do Frio, realizado em Buenos Aires. Permaneceu na Argentina até julho de 1933, quando foi substituído por Protásio Batista Gonçalves.

Em julho de 1935 foi removido para Oslo, na Noruega, onde serviu como ministro e fundou o Instituto Cultural Brasil-Noruega, do qual foi presidente. Ainda em 1935 foi transferido para Assunção, no Paraguai, como ministro plenipotenciário e embaixador extraordinário, substituindo Gustavo de Viana Kelsch. Em novembro de 1936 foi assessor técnico da delegação brasileira à Conferência Interamericana de Consolidação da Paz, sendo designado embaixador extraordinário e ministro plenipotenciário de primeira classe em fevereiro de 1938. Permaneceu no Paraguai até maio de 1940, quando foi substituído por Antônio de Vilhena Ferreira Braga.

De maio de 1940 a julho do ano seguinte serviu na Secretaria do Ministério das Relações Exteriores, tendo sido membro da comissão de eficiência a partir de agosto de 1940. Em julho de 1941 foi designado embaixador brasileiro em La Paz, na Bolívia, substituindo Carlos Maximiliano de Figueiredo. Aí permaneceu até fevereiro de 1945, quando deu lugar a Manuel Bento Casado. Em setembro de 1945 foi transferido para Bruxelas, na Bélgica, onde serviu como embaixador até junho do ano seguinte, sendo, então, aposentado por decreto do presidente da República, Eurico Gaspar Dutra (1946-1951). Em 1947 tornou-se diretor do Instituto Rio Branco, onde permaneceu até 1955.

Faleceu no dia 15 de dezembro de 1969.

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; ARQ. OSVALDO ARANHA; CONSULT. MAGALHÃES, B.; COUTINHO, A. Brasil; GUIMARÃES, A. Dic.; MIN. REL. EXT. Almanaque (1947); MIN. REL. EXT. Anuário.

 

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