SILVA, OSVALDO VILA BELO E

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Nome: SILVA, Osvaldo Vila Belo e
Nome Completo: SILVA, OSVALDO VILA BELO E

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVA, OSVALDO VILA BELO E

SILVA, Osvaldo Vila Belo e

*militar; rev. 1932.

Osvaldo Vila Belo e Silva nasceu em São Paulo no dia 23 de setembro de 1879, filho de José Rodrigues Vila Belo e Silva.

Sentou praça na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em maio de 1895. Desligando-se da escola em junho de 1897, apresentou-se ao 39º Batalhão de Artilharia, em Curitiba, com o qual seguiu em agosto desse ano para Paranaguá (PR) e de lá para o Rio de Janeiro. Ainda em agosto foi para a Bahia, onde participou da repressão à Guerra de Canudos, rebelião popular de cunho messiânico iniciada no sertão baiano sob a liderança de Antônio Conselheiro a partir de novembro de 1896. O governo enviou sucessivas expedições militares para debelar o movimento, até esmagá-lo em outubro de 1897. Regressando a Curitiba em dezembro, enquadrou-se de novo no 39º Batalhão de Artilharia, de onde foi transferido em maio de 1898, inicialmente para o 37º Batalhão de Infantaria e, em seguida, para o 6º Batalhão de Artilharia de Campanha.

Em março de 1899 matriculou-se na Escola Preparatória do Realengo, no Rio de Janeiro, mas desligou-se novamente em junho desse mesmo ano. Ligado à 2ª Bateria do Regimento de Artilharia de Campanha, dedicou-se no mês seguinte a auxiliar a instrução de recrutas. Em agosto tornou-se ajudante da escola Regimental, da qual se afastou em abril de 1901. Matriculou-se então mais uma vez na Escola Preparatória do Realengo, cujo curso concluiu em novembro de 1902. Em março de 1903 ingressou novamente na Escola Militar da Praia Vermelha e passou a servir no 2º Batalhão de Infantaria, de onde foi transferido em outubro para o 3º Regimento de Artilharia de Campanha.

Em novembro de 1904 participou da Revolta da Vacina, irrompida na Escola Militar da Praia Vermelha em protesto contra a vacinação obrigatória, sob a inspiração de políticos de oposição ao presidente Rodrigues Alves. Derrotado o movimento, Osvaldo Silva foi excluído da escola, que foi fechada ainda nesse mês, e desligado do Exército em novembro seguinte.

Anistiado em setembro de 1905, passou a servir no 2º Batalhão de Infantaria. Em março de 1906 foi incluído na 5ª Companhia e ingressou na Escola de Guerra de Porto Alegre, sendo declarado aspirante-a-oficial em fevereiro de 1907. Serviu no 10º Batalhão de Infantaria, no Rio de Janeiro, de fevereiro de 1907 a março de 1908, quando ingressou na Escola de Artilharia e Engenharia. Em junho desse ano foi promovido a segundo-tenente e, terminando o seu curso em fevereiro de 1909, foi de imediato designado para o 1º Regimento de Cavalaria. Aí serviu até abril de 1909, quando foi transferido para o 21º Regimento de Cavalaria, em Curitiba, lá permanecendo de maio desse ano a julho de 1910. Serviu até janeiro de 1912 no Rio de Janeiro e em junho seguinte foi designado ajudante-de-ordens no quartel da 2ª Região Militar, sediada em São Paulo, onde permaneceu até janeiro de 1913. Em fevereiro tornou-se ajudante-de-ordens no quartel-general da 1ª Brigada de Engenharia e em setembro foi promovido a primeiro-tenente. Em novembro de 1914 passou a servir no estado-maior da 1ª Brigada de Engenharia como assistente interino.

Em março de 1915 foi transferido para o quartel-general da 5ª Brigada de Cavalaria, no Rio de Janeiro, onde serviu como ajudante-de-ordens até dezembro de 1916. Em seguida foi designado para o quartel-general da 5ª Região Militar, sediada em Curitiba, onde permaneceu até julho de 1919. Em agosto foi promovido a capitão e transferido para o 1º Regimento de Cavalaria Divisionária, no Rio de Janeiro, como comandante de esquadrão, lá servindo até março de 1921. Nesse mês matriculou-se na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, terminando o curso em janeiro de 1922. De junho desse ano a março de 1923 foi comandante de esquadrão no 5º Regimento de Cavalaria Divisionária, sediado em Castro (PR). Retornou então ao 1º Regimento de Cavalaria Divisionária, aí permanecendo até fevereiro de 1924.

Cursou a Escola de Estado-Maior, no Rio de Janeiro, de março a julho de 1924, quando se desligou para participar de operações de guerra na repressão ao movimento tenentista deflagrado em São Paulo. Regressou à Escola de Estado-Maior em setembro de 1924, terminando o curso em janeiro de 1927. Serviu como estagiário no estado-maior da 4ª Região Militar, em Juiz de Fora (MG), a partir de março de 1927, e, promovido a major em janeiro de 1928, foi nomeado comandante da Diretoria de Material Bélico em Monte Belo (MG), onde permaneceu até novembro de 1930. Em dezembro tornou-se subcomandante do 11º Regimento de Cavalaria Independente, em Ponta Porã (MS), então no estado de Mato Grosso, e em agosto de 1931 foi promovido a tenente-coronel. No mês seguinte deixou o subcomando que exercia e em fevereiro de 1932 assumiu a chefia do estado-maior do Colégio Militar em Campo Grande, então em Mato Grosso e hoje capital de Mato Grosso do Sul.

Em julho de 1932 participou da Revolução Constitucionalista de São Paulo como chefe do estado-maior das forças revolucionárias.

Autorizado pelo general Bertoldo Klinger, reuniu-se em 30 de setembro de 1932 com Pantaleão da Silva Pessoa, chefe do estado-maior do Destacamento do Exército do Leste, para estudarem as condições de paz e tratarem da suspensão das hostilidades entre as forças constitucionalistas e federais, mas não foi possível chegarem a um acordo. Em nova reunião realizada em 1º de outubro, em Cruzeiro (SP), os mesmos oficiais assinaram a convenção militar que suspendeu as hostilidades nos territórios paulista e mato-grossense.

Exilado em Lisboa, Vila Belo e Silva foi um dos fundadores do Movimento Constitucionalista Brasileiro, lançado em 27 de novembro de 1932 pelo general Bertoldo Klinger, Firmino Antônio Borba, João Batista Luzardo, Euclides Figueiredo, Basílio Taborda e Palimércio de Resende. Essa organização propunha uma retomada do movimento constitucionalista com uma nova base no Rio Grande do Sul, cujo comitê organizador teria sede em Buenos Aires. Anistiado em maio de 1934, passou a servir em setembro desse ano no 1º Regimento de Cavalaria Independente, em Santiago do Boqueirão (RS), onde permaneceu até maio de 1935. Nesse período, exerceu, entre os meses de janeiro e abril, o comando do regimento. Em julho passou a servir no quartel-general da 2ª Divisão de Cavalaria, onde foi chefe do estado-maior até outubro seguinte.

Em outubro de 1936 foi transferido para a 3ª Divisão de Infantaria, também sediada em Santiago do Boqueirão, onde permaneceu até janeiro de 1937. Durante esse período, em dezembro de 1936, foi promovido a coronel. Em abril de 1937, reformou-se como general-de-brigada.

FONTES: ARQ. BERTOLDO KLINGER; ARQ. MIN. EXÉRC.; SILVA, H. 1932.

 

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