SILVESTRE FERRAZ EGREJA

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Nome: EGREJA, Ferraz
Nome Completo: SILVESTRE FERRAZ EGREJA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
EGREJA, FERRAZ

EGREJA, Ferraz

*dep. fed. SP 1951-1959, 1963, 1964-1971 e 1975-1979.

 

Silvestre Ferraz Egreja nasceu em Cristina (MG) no dia 1º de setembro de 1901, filho de José Maria Egreja e de Marieta Ferraz Egreja.

Cursou o primário em Brasópolis (MG) e não prosseguiu os estudos regulares, indo trabalhar numa firma atacadista e de varejo na função de “viajante cometa”, percorrendo o sul do estado. Em 1922 transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde residiu por um ano. De volta a Brasópolis, estabeleceu-se com uma loja de secos e molhados. Em 1926 mudou-se para Timburi (SP), tornando-se cafeicultor. Em 1933 transferiu-se para Ipauçu (SP), onde iniciou sua vida política, em 1934, sendo nomeado prefeito desta cidade pelo governador Armando Sales de Oliveira (1933-1935), na legenda do Partido Constitucionalista (PC). No pleito de outubro de 1936 Ferraz Egreja foi eleito para o mesmo cargo, ainda no PC, assumindo no início do ano seguinte. Contudo, em solidariedade ao ex-governador Armando Sales de Oliveira, que havia sido exilado pelo Estado Novo (1937-1945), renunciou à prefeitura de Ipauçu. Durante seu mandato no Executivo municipal, construiu o Grupo Escolar Amador Bueno, a Escola Artesenal de Ipauçu, a Usina de Despolpamento e Benefício de Café, calçou a cidade e colocou água e esgoto, além de outras benfeitorias.

Após o período de exceção do Estado Novo, em janeiro de 1947 candidatou-se à Assembléia Constituinte de São Paulo na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Eleito, participou dos trabalhos constituintes iniciados em março seguinte e, com a promulgação da nova Carta estadual em junho, passou a exercer mandato legislativo ordinário na Assembléia paulista. No exercício deste mandato, denunciou a indevida intervenção do governo federal no mercado de café, o que acabou provocando a renúncia do ministro da Fazenda.

No pleito de outubro de 1950 elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda da UDN. Concluindo o mandato de deputado estadual em janeiro de 1951, no mês seguinte ocupou uma cadeira na Câmara, participando dos trabalhos legislativos como membro das comissões de Agricultura e de Tomada de Contas. Como relator desta última comissão, propôs a rejeição das contas apresentadas pelo presidente da República, Getúlio Vargas (1951-1954), em 1952, em atitude inédita até então. Permaneceu na Câmara por duas legislaturas consecutivas, após ter sido reeleito em outubro de 1954. Em outubro de 1958 tentou nova reeleição, mas obteve apenas uma suplência e deixou a Câmara em janeiro de 1959.

No pleito de outubro de 1962 conseguiu outra vez uma suplência, agora apoiado pela coligação que reuniu a UDN, o Partido Democrata Cristão (PDC) e o Partido Rural Trabalhista (PRT). No ano seguinte fundou a Companhia Açucareira Ferraz Egreja, em Ipauçu, tornando-se seu presidente, cargo que ocuparia até 1972. Chegou a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados de maio a novembro de 1963 e a partir de abril de 1964. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Nessa legenda foi mais uma vez eleito deputado federal por São Paulo em novembro de 1966. Entretanto, no pleito de novembro de 1970, obteve apenas uma suplência, concluindo seu mandato em janeiro de 1971, ao final da legislatura. Em 1973 foi fundador da Escola Técnica de Eletrônica (Etel) em Ipauçu (SP).

Mais uma vez eleito em novembro de 1974, retornou à Câmara no início da legislatura, em fevereiro de 1975, integrando, como membro efetivo, a Comissão de Agricultura e Política Rural e, como suplente, a Comissão de Minas e Energia. Deixou a Câmara em janeiro de 1979, ao final da legislatura, não concorrendo a nenhum outro cargo eletivo. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em 1982 montou uma pequena destilaria de álcool em Ipauçu. A partir desta data aposentou-se, afastando-se de todas as atividades profissionais.

Foi vice-presidente do diretório regional de São Paulo e membro do diretório nacional da UDN.

Faleceu em São Paulo no dia 12 de maio de 2002.

Casou-se com Almei Viana Egreja, com quem teve oito filhos. Entre seus filhos, José Silvestre Viana Egreja foi deputado federal constituinte por São Paulo (1987-1991), Carlos Alberto Viana Egreja foi vereador (1959-1963) e prefeito (1969-1973 e 1977-1983) de Ipauçu e Maria Luísa Viana Egreja Alves Lima foi vereadora entre 1989 e 1993, na mesma cidade.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1967-1971,1975-1979); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS. A. Parlamentares; Eleitos; INF. FAM.; NÉRI, S. 16; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, 6, 8 e 9). DISCURSO DO SENADOR FRANCELINO PEREIRA 16/05/02

 

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