SIMOES, LEO

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Nome: SIMÕES, Léo
Nome Completo: SIMOES, LEO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

SIMÕES, Léo

*dep. fed.  GB 1971-1975; dep. fed.  RJ 1975-1987.

 

Léo de Melo Simões nasceu em Santos Dumont (MG) no dia 30 de janeiro de 1929, filho de Manuel da Costa Simões e de Cecília de Melo Simões.  Seu irmão Valdir Simões foi deputado federal pelo Distrito Federal de 1959 a 1960, e pelo estado da Guanabara de 1960 a 1969.

Concluiu o curso secundário no colégio Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em 1943 tornou-se funcionário público federal, no Ministério da Viação e Obras Públicas.  Em 1956, quando Valdir Simões assumiu o cargo de presidente do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (IAPM), Léo Simões tornou-se assessor técnico e secretário-geral da presidência desse órgão.  Permaneceu no IAPM até 1960, três anos depois da saída do irmão. No pleito de outubro de 1960, concorreu ao cargo de deputado estadual pela Guanabara na legenda do Partido Social Progressista (PSP), cujo principal líder era o então governador de São Paulo Ademar de Barros. Obteve a segunda suplência do partido. Assessor sindical da Companhia Nacional de Navegação Costeira entre 1962 e 1963, desse último ano a 1964 foi oficial de gabinete do ministro titular do ministro da Viação Expedito Machado (1963-1964). Em fevereiro de 1969, Valdir Simões teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos em fevereiro de 1969, com base no Ato Institucional nº 5, editado em dezembro do ano anterior. Léo  Simões recebeu a herança política do irmão e, no pleito de novembro de 1970, elegeu-se deputado federal pelo estado da Guanabara, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) - partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964 -, integrando o grupo liderado pelo deputado Antônio de Pádua Chagas Freitas. Assumindo sua cadeira em fevereiro de 1971, foi vice-presidente da Comissão de Transportes, Comunicações e Obras Públicas e membro da Comissão Especial de Segurança de Veículos Automotores. Vice-líder da bancada do MDB em 1974, no pleito de novembro desse ano reelegeu-se deputado federal, agora pelo novo estado, resultado da fusão da Guanabara com o estado do Rio de Janeiro. Nessa eleição obteve maior vota-ção na zona norte do município do Rio de Janeiro. Entre seus principais projetos estavam a dublagem em língua portuguesa de filmes estrangeiros, a criação do Ministério dos Esportes e a aposentadoria para mulheres com 25 anos de trabalho. 

Ainda em 1974 iniciou o curso de direito pela Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Motta (Suam), no Rio de Janeiro, que só viria a concluir dez anos mais tarde. Em abril de 1976, coordenada por Léo Simões, a ala moderada do MDB articulou um movimento em prol do reposicionamento do partido com relação à visita do presidente Ernesto Geisel (1974-1979) à França e Inglaterra. Segundo esse movimento, era necessário legitimar o presidente para manter uma coesão em questões de política externa brasileira. Em outubro de 1978 defendeu dos ataques de outros oposicionistas a construção de um cine drive-in no Autódromo de Brasília, empreendimento no qual tomaram parte os dois filhos do futuro presidente da República, João Batista Figueiredo. Durante essa legislatura foi membro do diretório regional do MDB no Rio de Janeiro e do diretório nacional do partido. Foi ainda quarto-secretário da mesa da Câmara, vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a aviação comercial e relator do Plano Nacional de Viação do Sistema Portuário. Em 1978 aposentou-se, no cargo de tesoureiro do Ministério dos Transportes, antigo Ministério da Viação.  No pleito de novembro do mesmo ano reelegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro, ainda na legenda do MDB. Em maio do ano seguinte, numa audiência com o presidente João Figueiredo, mostrou-se favorável à manutenção do MDB como partido político. Em julho participou da reunião entre o grupo moderado do seu partido e o presidente da República na granja do Torto, sobre o encaminhamento da reformulação partidária. Pouco depois, em setembro de 1979, manifestou-se a favor de uma reforma partidária baseada no pluripartidarismo, advertindo porém sobre a artificialidade da formação de “partidões”. Nessa ocasião ressaltou também que a emergência das antigas siglas partidárias mostrava que essas tendências não haviam sido assimiladas pelo bipartidarismo político imposto. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação governista, em nome de uma antiga amizade com o presidente da República. Apesar disso, foi um dos principais articuladores do Partido Popular (PP) no Rio de Janeiro. 

Em fevereiro de 1981, já como vice-presidente do PDS no Rio, afirmou que o presidente da República não admitia comandos paralelos no PDS fluminense, que deveria permanecer unificado em torno do senador Ernâni do Amaral Peixoto. Essa advertência referia-se à crescente divisão do partido no estado, provocada pelo médico Guilherme Romano, ligado ao chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, Golberi do Couto e Silva (1974-1981). Léo Simões substituiu Ernani Amaral Peixoto na presidência do diretório regional do PDS em várias ocasiões. Na legislatura 1979-1983 integrou as comissões de Economia, Indústria e Comércio e de Minas e Energia.

Nas eleições de novembro de 1982 reelegeu-se mais uma vez à Câmara dos Deputados na legenda do PDS.  Entre 1983 e 1984 presidiu a CPI que investigou a falência fraudulenta da Capemi Agropecuária, envolvendo Paulo Renato Figueiredo, filho do então presidente da República. 

No dia 25 de abril de 1984 esteve ausente da sessão em que foi rejeitada por falta de quorum a emenda Dante de Oliveira, que previa o restabelecimento de eleições diretas para presidente da República já em novembro seguinte. No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Léo Simões apoiou o candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente, desde 15 de março deste ano.

Ainda no início de 1985 Léo Simões participou da fundação do Partido da Frente Liberal (PFL). Deixou a Câmara ao término do mandato, em janeiro de 1987, sendo imediatamente convidado pelo governador eleito do Rio de Janeiro, Wellington Moreira Franco, para ocupar a Secretaria de Esporte e Lazer, cargo no qual permaneceu até o ano seguinte. Assessor especial do Palácio da Guanabara de 1989 a 1991, nesse período fundou a TC Comércio, Importação e Exportação Ltda., cuja presidência ficou a cargo da esposa, Devanisa Costa Velho Simões, e a partir de fevereiro de 1992 dele próprio.

Léo e Devanisa Simões tiveram três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP.  Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); CÂM. DEP. Relação nominal; ENTREV. BIOG. (19/11/96); Folha de S. Paulo (23/9/79); Globo (17/2/81, 26/4/84 e 16/1/85); Jornal do Brasil (22/11/74; 13 e 19/4/76; 2/7/77; 18/10 e 10/11/78; 31/5, 13 e 14/7/79; 2/5 e 10/12/81); Néri, S. 16; Perfil (1972 e 1980); Veja (21 e 28/4/76; 15/2, 14 e 21/3/84); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (9).

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