SIQUEIRA, JAIR

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Nome: SIQUEIRA, Jair
Nome Completo: SIQUEIRA, JAIR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SIQUEIRA, JAIR

SIQUEIRA, Jair

*dep. fed. MG 1995-1996.

Jair Siqueira nasceu em Paulistas (MG) no dia 30 de junho de 1936, filho de José Cândido Siqueira e de Emília Soares Ferreira.

Depois de fazer os primeiros estudos em sua cidade natal, transferiu-se para São Paulo, onde, em 1960, tornou-se funcionário da Gessy Lever e, a partir de 1967, gerente do Laboratório Andrômaco. Em 1971, iniciou o curso de direito na Universidade de São Paulo (USP), que concluiria em 1975. Em 1973, tornou-se diretor da Indústria de Fitas Jomak. Em 1976 fundou e assumiu a presidência da empresa Sigra, também em São Paulo. Em 1984, fundou o jornal Sul Gerais em Pouso Alegre (MG), para onde se transferiu, quando abriu uma filial da companhia.

Em 1985, foi fundador e presidente do Centro das Indústrias do Médio Sapucaí e, no ano seguinte, tornou-se professor de teoria geral do estado na Faculdade de Direito do Sul de Minas, em Pouso Alegre. Em 1987, participou do seminário Brasil-França sobre privatização de empresas públicas, realizado em Paris, e, no ano seguinte, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) na cidade mineira.

Eleito prefeito de Pouso Alegre em outubro de 1988, não deixou suas atividades empresariais. Em 1989 tornou-se secretário da Fundação Sul Mineira de Ensino, administradora da Faculdade de Direito do Sul de Minas e, em 1991, foi fundador e diretor da empresa J. S. Têxtil Aviamentos e Tecidos. Deixou a prefeitura no final de seu mandato, no início de 1993.

Em outubro de 1994, obteve uma cadeira na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, com a maioria dos votos provenientes de sua base eleitoral no sul do estado. Participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Constituição e Justiça. Em 1995, trocou o PFL pelo Partido Progressista Brasileiro (PPB).

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, pronunciou-se a favor da mudança no conceito de empresa nacional e da quebra dos monopólios estatal das telecomunicações, dos estados na distribuição de gás canalizado, das embarcações nacionais na navegação de cabotagem e da Petrobras na exploração de petróleo. Votou, apenas no primeiro turno, a favor da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), cujo nome foi modificado para Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). Jair Siqueira não compareceu à votação em segundo turno.

No ano legislativo de 1996, esteve ausente na votação do projeto, afinal aprovado, de emenda constitucional do senador Antônio Carlos Valadares, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), que instituiu a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), criada para dotar o Ministério da Saúde de uma fonte suplementar de recursos.

Em outubro de 1996, elegeu-se pela segunda vez prefeito de Pouso Alegre, desta vez na legenda do PPB. Foi substituído na Câmara por Vagner do Nascimento. Assumiu a Prefeitura em janeiro de 1997. No pleito de 2000 candidatou-se à reeleição desta vez no Partido Progressista (PP), mas não foi bem sucedido. Em 2004 disputou novamente a prefeitura de Pouso Alegre, agora na legenda do Partido Liberal (PL) e mais uma vez foi eleito. Foi empossado em janeiro de 2005 e em 2007 foi investigado e teve o mandato cassado por uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) que funcionou na Câmara de Vereadores de Pouso Alegre. Foi acusado por seu ex-assessor Aerson Medeiros de fraude no decreto de estado de emergência e favoritismo a empresa Viasolo Engenharia Ambiental S/A, responsável pela coleta de lixo no ano de 2005. Em abril de 2008 o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou a cassação considerando que houvera irregularidades nos trabalhos da CPI, entre as quais falta de quorum por ocasião do recebimento da denúncia. Em outubro, candidatou-se mais uma vez a prefeitura de Pouso Alegre, mas não foi reeleito.

Membro do conselho fiscal da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí e diretor do Movimento Social de Promoção Humana, casou-se com Lilian Narbot Siqueira, com quem teve três filhas.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Globominas (16/4/08); Portal G1 (Eleições 2008); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95 e 14/1/96); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); TSE (Eleições 2000, 2004).

 

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