SOARES, ASDRUBAL MARTINS

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Nome: SOARES, Asdrubal Martins
Nome Completo: SOARES, ASDRUBAL MARTINS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOARES, ASDRÚBAL MARTINS

SOARES, Asdrúbal Martins

*dep. fed. ES 1935-1937; const. 1946; dep. fed. ES 1946-1951; gov. ES 1962-1963.

 

Asdrúbal Martins Soares nasceu em Piúma (ES) no dia 18 de julho de 1900, filho de Josias Batista Martins Soares e de Arlinda Guitiba Martins Soares.

Cursou o primário e o secundário no Ginásio São Vicente de Paula em seu estado e formou-se em engenharia pela Escola Politécnica de Engenharia do Rio de Janeiro em 1924.

Trabalhou como engenheiro até 1930, quando assumiu a Prefeitura Municipal de Vitória. Durante sua administração realizou várias obras e criou o Cadastro Territorial, que reuniu vários engenheiros. Deixou a prefeitura em março de 1933 e em maio desse mesmo ano elegeu-se primeiro suplente de deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Espírito Santo na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Ainda em 1933 foi secretário de Agricultura, Viação e Obras Públicas de seu estado, na gestão do interventor João Punaro Bley (1930-1935).

Em outubro de 1934, já após a promulgação da Constituição, foi eleito deputado federal pelo Espírito Santo, sempre na legenda do PSD. Ainda em 1934 foi lançado candidato ao governo capixaba na legenda das Oposições Coligadas, formadas pelo Partido da Lavoura e o Partido Proletário. Sua candidatura tinha o propósito de dividir a força do PSD, que constituía a maioria na Assembléia, mas a manobra foi contornada e o candidato pessedista Punaro Bley foi eleito. Assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em julho de 1935 e exerceu o mandato até 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu os órgãos legislativos do país. Em seguida passou a dedicar-se à sua carreira profissional, tornando-se diretor-proprietário de uma companhia de serviços de engenharia, a Empresa Brasileira de Engenharia e Comércio (EBEC).

Com o fim do Estado Novo e a redemocratização do país, em dezembro de 1945 elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte por seu estado, na legenda do novo PSD. Assumindo sua cadeira em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário.         

Em janeiro de 1948 votou contra a cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas. Deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1951.

Em agosto de 1962 foi eleito governador interino pela Assembléia Legislativa do Espírito Santo, substituindo Hélsio Pinheiro Cordeiro, também governador interino. Assumiu as funções logo em seguida e em janeiro de 1963 entregou o cargo a Francisco Lacerda de Aguiar, eleito em outubro de 1962.

Dirigiu os jornais O Estado e A Tribuna, de Vitória, foi membro do Clube de Engenharia e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e presidente da Espírito Santo Centrais Elétricas S.A. (Escelsa).

Faleceu no Rio de Janeiro, em 16 de dezembro de 1978.

Era casado com Ivone Trinxet Soares, com quem teve três filhos. Sua sobrinha Maria Helena Espíndola Alves foi casada com Cícero Alves, governador do Espírito Santo entre 1950 e 1951 e deputado federal por esse estado na legislatura 1955-1959.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; DERENZI, L. Biografia; Diário do Congresso Nacional; GALVÃO, F. Fechamento; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; INF. Dulcino Monteiro e Maria Helena Espíndola Alves; NOVAIS, M. História; OLIVEIRA, J. História; SILVA, G. Constituinte; SILVA, H. 1935.

 

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