SOARES, LUIS MARTINS

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Nome: SOARES, Luís Martins
Nome Completo: SOARES, LUIS MARTINS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOARES, LUÍS MARTINS

SOARES, Luís Martins

*const. 1934; dep. fed. MG 1935-1937.

 

Luís Martins Soares nasceu em Ponte Nova (MG) no dia 22 de novembro de 1888, filho de Manuel Olímpio Soares, presidente da Câmara Municipal de Ponte Nova durante 25 anos, e de Francisca Inácia Martins Soares. Seu tio, Antônio Martins Ferreira da Silva, foi vice-presidente de Minas Gerais entre 1910 e 1914 e deputado federal de 1915 a 1917 e seu sobrinho, Mílton Soares Campos, foi constituinte de 1946, deputado federal por Minas de 1946 a 1947 e de 1955 a 1959, governador do estado de 1947 a 1951, senador de 1959 a 1964 e de 1965 a 1972 e ministro da Justiça de 1964 a 1965, além de duas vezes candidato à vice-presidente da República, a primeira na chapa de Juarez Távora em 1955 e a segunda na de Jânio Quadros, em 1960.

Luís Martins Soares bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 1914.

Chefe político de Ponte Nova ao longo da década de 1920, foi deputado estadual em Minas Gerais de 1927 até a Revolução de Outubro de 1930, quando foram suprimidos os órgãos legislativos do país.

Em fevereiro de 1933 integrou a primeira comissão executiva do Partido Progressista (PP) de Minas Gerais, fundado no mês anterior sob a liderança de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. Nessa legenda foi eleito em maio de 1933 deputado por seu estado à Assembléia Nacional Constituinte, assumindo sua cadeira em novembro do mesmo ano. No mês seguinte foi um dos signatários de uma lista apresentada pelo PP ao presidente Getúlio Vargas com sugestões de nomes para ocupar a interventoria em Minas em substituição a Olegário Maciel, falecido em setembro. Nenhuma das sugestões de seu partido foi, porém, acatada por Vargas, que ainda em dezembro nomeou interventor Benedito Valadares.

Após participar dos trabalhos constituintes, encerrados com a promulgação da nova Carta em 16 de julho de 1934, teve seu mandato estendido até maio do ano seguinte. Reeleito em outubro de 1934 deputado federal por seu estado, sempre na legenda do PP, permaneceu na Câmara até 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu os órgãos legislativos do país.

Chefe de polícia do interventor Benedito Valadares em 1945, em dezembro desse mesmo ano, após a queda do Estado Novo e a redemocratização do país, foi eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Não chegou contudo a assumir o mandato por ter sido nomeado, em fevereiro de 1946, secretário do Interior do interventor João Tavares Correia Beraldo (1946), cargo que desempenhou até agosto do mesmo ano.

Pertencendo à ala independente do PSD, apoiou a candidatura de seu sobrinho Mílton Campos, eleito governador de Minas no pleito de janeiro de 1947 na legenda da União Democrática Nacional (UDN).

Faleceu em Belo Horizonte no dia 27 de julho de 1948.

 

 

FONTES: ANDRADE, F. Relação; ARQ. GETÚLIO VARGAS; Boletim Min. Trab. (5/36); BOMENY, H. Estratégia; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação nominal; CISNEIROS, A. Parlamentares; CONSULT. RAMOS, P.; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; HEILBORN, M. Oligarquia; NABUCO, C. Vida; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1); VALADARES, B. Tempos.

 

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