SOUSA, JOSE COLOMBO DE

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Nome: SOUSA, José Colombo de
Nome Completo: SOUSA, JOSE COLOMBO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOUSA, JOSÉ COLOMBO DE

SOUSA, José Colombo de

*magistrado; dep. fed. CE 1955-1960.

 

José Colombo de Sousa nasceu em Itapipoca (CE) no dia 2 de março de 1913, filho de Joaquim Jerônimo de Sousa e de Maria Lia Madeira de Sousa.

Estudou no Grupo Escolar de Itapipoca, no Colégio Cearense e no Colégio dos Irmãos Maristas, cursando depois a Faculdade de Direito do Ceará. Ainda estudante, passou, em 1931, a lecionar matemática, português e instrução moral e cívica na Escola da Guarda Civil e história e geografia na Escola Técnica de Comércio da Fênix Caxeiral e na Escola Regimental do 23º Batalhão de Caçadores, sediados em Fortaleza. Em 1933 foi nomeado interventor no município de Crato (CE) e, em 1935, exerceria idêntica função no município de Quixadá (CE).

Em 1937 concluiu o curso universitário. Tornando-se, no ano seguinte, professor de filosofia, instrução moral e cívica, literatura e português no Colégio Militar do Ceará, de história e português no Colégio Floriano e de direito industrial e legislação trabalhista na Faculdade de Ciências Econômicas do Ceará.

Em outubro de 1954 foi eleito deputado federal pelo Ceará na legenda do Partido Social Progressista (PSP), sendo empossado em fevereiro do ano seguinte. Nessa legislatura integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Energia Atômica, e tornou-se, em março de 1956, vice-líder do bloco parlamentar de oposição.

Em 1957 cursou a Escola Superior de Guerra (ESG).

Vice-líder do PSP na Câmara em maio de 1958, reelegeu-se em outubro de 1958, agora na legenda das Oposições Coligadas — constituídas pelo Partido Social Democrático (PSD), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido de Representação Popular (PRP) —, nessa segunda legislatura presidiu a Comissão de Turismo, foi vice-presidente da Comissão de Orçamento e integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Reforma Eleitoral. Favorável à transferência da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília, foi um dos líderes do “bloco mudancista”. Liderou, também, a Liga Parlamentar Norte-Nordeste.

Interrompeu seu mandato na Câmara dos Deputados em novembro de 1960, em virtude de sua nomeação, pelo então presidente Juscelino Kubitschek, para o cargo, destinado à OAB, de desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que estava sendo criado naquele ano de 1960. Neste Tribunal, exerceu em duas ocasiões as funções de Corregedor da Justiça do Distrito Federal e Territórios e de vice-presidente. Em 1967, também na condição de membro do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, ocupou o cargo de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como ministro do TSE, integrou a Comissão de Reforma Eleitoral, responsável pela elaboração da lei da reforma eleitoral, que implantou, em definitivo, a cédula única para todos os cargos eletivos. Foi membro também do Tribunal Regional de Brasília, até 1972. Deixou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal em 27 de abril de 1973.

Dessa data em diante, passou a dedicar-se à pecuária, sem contudo renunciar às atividades de jornalista.

Foi também presidente da Comissão de Abastecimento do Nordeste e do Instituto do Nordeste. Durante sua carreira no magistério, foi professor de geografia humana na Faculdade Católica de Filosofia do Ceará — da qual foi organizador e secretário — e professor catedrático de geografia na Escola Preparatória de Fortaleza, aposentando-se como professor catedrático de evolução e conjuntura econômica na Faculdade de Ciências Econômicas do Ceará. Exerceu a presidência do centro de cultura católica Dom Vital e foi mordomo e procurador judicial da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza.

Pertenceu à Sociedade Brasileira de Geografia, à Sociedade Cearense de Geografia e História, ao Instituto Cultural do Cariri (CE), ao Instituto Cearense de Contabilidade, à National Geographic Society, à Associação Cearense de Imprensa, à Comissão Técnica de Estudos Financeiros do Ceará, ao Diretório Regional de Geografia, à Comissão Nacional de Estudos para a Criação da Fundação dos Municípios, à Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e à Associação dos Magistrados Brasileiros.

Representou o Brasil no General Agreement on Trade and Tariff (GATT), em Genebra, Suíça, e nos congressos interamericanos de turismo no Peru e na Argentina.

Faleceu em Brasília no dia 30 de agosto de 1987.

Era casado com Iolanda Gurgel de Sousa, com quem teve oito filhos.

Publicou Unidade nacional (1941), Uma consciência contra a prepotência do dinheiro (1941), Atlanticidade do Brasil (1942), Afirmações brasileiras (1946), Incapacidade do corretor oficial e objeto ilícito (1946), Reabilitação e prosperidade dos municípios (1947), Do julgamento inconstitucional e da revelia (1947), A crise econômica e a situação jurídica dos pecuaristas (1949), Organização e expansão da economia cearense (1950), Eletrificação do Cariri (1951), Recuperação do Nordeste (1951), Industrialização das regiões tropicais (1951), Mauá e as estradas de ferro (1954), Economia de base (1956), Caderno azul da eletrificação (1957), A justiça e a atualidade (1970), A tecnocracia e prevalência do direito (1971), O Nordeste e a tecnocracia da revolução, A Amazônia — a Igreja e o Estado: uma análise da ocupação e distribuição da terra no Centro-Oeste e região Amazônica.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CORTÉS, C. Homens; COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. Delta; INF. José Colombo de Sousa Filho; SALES, D. Razões; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3 e 4); Who’s who in Brazil.

 

 

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