SOUSA, NAFTALI ALVES DE

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: SOUSA, Naftali Alves de
Nome Completo: SOUSA, NAFTALI ALVES DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOUSA, NAFTALI ALVES DE

SOUSA, Naftali Alves de

*const. 1987-1988; dep. fed. GO 1987-1991, 1994-1995; gov. GO 1998.

 

Naftali Alves de Sousa nasceu em Morrinhos (GO) no dia 3 de novembro de 1940, filho de Sebastião Alves de Sousa e de Genoveva Alves de Sousa.

Estudou engenharia civil na Universidade Federal de Goiás (UFG) de 1965 a 1970. Nesse período presidiu a Frente Legalista dos Estudantes Goianos.

Ingressou na vida política em 1977, elegendo-se prefeito de Morrinhos pela legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, e a posterior reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena.

Deixando a prefeitura em março de 1983, aliou-se ao primo, o então governador Íris Resende, que o conduziu ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Diretor do Consórcio Rodoviário Intermunicipal, cargo que lhe permitiu granjear a simpatia de diversos prefeitos do interior e de empreiteiras e construtoras de estradas vicinais, e contando ainda com o apoio de um irmão, diretor do Agrobanco, em novembro de 1986 elegeu-se deputado federal constituinte pela legenda do PMDB.

Titular da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, e suplente da Subcomissão dos Estados, da Comissão da Organização do Estado, votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação da propriedade produtiva, a pluralidade sindical, o turno ininterrupto de seis horas, a jornada semanal de 40 horas, a demissão sem justa causa, a legalização do jogo do bicho, a anistia aos micro e pequenos empresários. E a favor da soberania popular, do mandado de segurança coletivo, do voto facultativo aos 16 anos, do presidencialismo e do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney.

Com a promulgação da nova Carta Constitucional em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara dos Deputados como titular das comissões de Serviço Público e de Relações Exteriores, e como suplente da Comissão de Transportes.

Em outubro de 1990, reeleito pela legenda do PMDB, pediu licença para assumir a Secretaria de Transportes de Goiás, na gestão de Íris Resende, sendo substituído de março de 1991 a março de 1994 pelo suplente Antônio de Jesus.

No pleito de outubro de 1994 elegeu-se vice-governador de Goiás na chapa encabeçada por Maguito Vilela, tomando posse em janeiro de 1995. Sua vaga foi ocupada por Luís Soyer.

Três anos depois, Maguito Vilela licenciou-se para concorrer a uma vaga no Senado. Na qualidade de vice, Naftali Alves de Sousa assumiu o governo em 4 de maio, permanecendo no cargo até 3 de novembro de 1998. Durante sua curta gestão, foi acusado de abuso de poder em uma ação de investigação judicial eleitoral, juntamente com Humberto de Freitas Machado, então prefeito de Jataí, José Luiz Vieira, secretário de estado, o governador licenciado Maguito Vilela e a candidata à deputada estadual Cilene Maria de Moraes Guimarães. A investigação, promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás, apurou que houve distribuição de bens e oferta de serviços sociais por intermédio da Secretaria de Estado da Solidariedade Humana em benefício da coligação “Goiás Rumo ao Futuro” e do PMDB, e a entrega de kits para a construção de casas em comício realizado em Jataí.

Ao deixar o governo, foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em 2001, após recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os acusados conseguiram evitar a sanção decretada pelo TRE de Goiás que os tornava inelegíveis nos três anos subsequentes às eleições de 1998.

Presidente do TCE entre 2001 e 2004, passou neste último ano a responder pela corregedoria-geral do órgão.

Fez parte da Congregação das Escolas de Engenharia da UFG.

Casado com Adélia Alves de Sousa, teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1991-1995); DIAP. Como falar; Correio Brasiliense (18/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); TCE – GO (www.tce.go.gov.br); TRIB. SUP. ELEIT. (Sessões Ordinárias de 13 e 18/12/01); Jornal Opção On-line (18 a 24/1/04).

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados