SPADA, SERGIO

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Nome: SPADA, Sérgio
Nome Completo: SPADA, SERGIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SPADA, SÉRGIO

SPADA, Sérgio

*const. 1987-1988; dep. fed. PR 1987-1991.

 

Sérgio Spada nasceu em Planalto (RS) no dia 14 de dezembro de 1954, filho de Ludovino Domingos Spada e de Vitória Spada.

Ex-motorista de táxi (1973-1974), elegeu-se em novembro de 1976 vereador por Foz do Iguaçu (PR) na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país a partir de abril de 1964. Iniciou o mandato em fevereiro de 1977. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que sucedeu o MDB.

Comerciante de 1978 a 1983, elegeu-se, no pleito de novembro de 1982, deputado estadual pelo Paraná, na legenda do PMDB. Deixou a Câmara de Vereadores de Foz de Iguaçu em fevereiro de 1983, ao final da legislatura, mês em que assumiu sua cadeira na Assembléia Legislativa do Paraná. Integrante das comissões de Recursos Humanos (1983), de Turismo (1983-1985), e de Educação (1985-1986), presidente da Comissão de Terras, Imigração e Colonização (1985-1986) e vice-líder do partido na Assembléia (1985), bacharelou-se em direito pela Universidade Federal do Paraná em 1985.

No pleito de novembro de 1986, candidatou-se vitoriosamente a deputado federal constituinte, na legenda do PMDB. Tendo como base eleitoral Foz de Iguaçu e vinculado às cooperativas agrícolas do Paraná, cujos interesses eram defendidos pela Frente Ampla Parlamentarista, assumiu sua cadeira na Assembléia Nacional Constituinte (ANC) em 1º de fevereiro de 1987.

Membro titular da Subcomissão do Sistema Financeiro, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, e suplente da Subcomissão da Nacionalidade, da Soberania e das Relações Internacionais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, da limitação do direito de propriedade privada, do mandado de segurança coletivo, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária e da anistia aos micro e pequenos empresários. Votou contra a pena de morte, o presidencialismo, a estatização do sistema financeiro e a legalização do jogo do bicho.

Defendeu, durante a Constituinte, reforma agrária radical, não admitindo imóvel rural com área superior a 60 módulos inexplorados por três anos consecutivos, o que provocaria transferência de domínio. Com a promulgação da Constituição, no dia 5 de outubro de 1988, dedicou-se ao exercício do mandato ordinário, não vindo a integrar nenhuma comissão na Câmara dos Deputados.

Candidato à reeleição no pleito de outubro de 1990, ainda na legenda do PMDB, obteve apenas a terceira suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1991, ao final da legislatura. Durante todo o mandato foi vice-líder da bancada do partido.

Diretor financeiro do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), voltou à atividade política em outubro de 1994, quando elegeu-se deputado estadual na legenda do Partido Progressista (PP). Tendo iniciado o mandato em fevereiro do ano seguinte, no mês de agosto ingressou no Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação fundada na ocasião, resultante da fusão do Partido Progressista Reformador (PPR) com o PP. Líder do PPB na Assembléia Legislativa do Paraná (Alep) de 1995 a 1996, neste último ano filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Já neste partido, tornou-se presidente da Comissão de Turismo naquela casa em 1998.

No pleito de outubro deste último ano, Sérgio Spada, na legenda do PSDB, reelegeu-se deputado estadual. Contudo, ao invés de reiniciar suas atividades naquela casa em fevereiro de 1999, assumiu a secretaria de Defesa do Consumidor do segundo governo de Jaime Lerner (1999-2003). Permaneceu no exercício do mandato até março de 2000 quando reassumiu a cadeira de deputado estadual. Nessa legislatura, apesar de pertencer à base de apoio do governador Jaime Lerner e de ser filiado ao PSDB, votou a favor do projeto de emenda de iniciativa popular que impedia a privatização da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). Apesar da intensa mobilização ocorrida em torno da coleta das assinaturas necessárias ao envio da proposição para o legislativo estadual paranaense, inclusive com a invasão da Alep por membros do movimento durante a votação ocorrida em plenário, o projeto acabou sendo derrotado em tumultuada votação realizada na Assembléia Legislativa, em 20 de agosto de 2001, por 27 votos contra 26. Entretanto, apesar da derrota do projeto, a privatização da empresa estatal paranense acabou não se consumando em virtude dos atentados de 11 de setembro de 2001 e a subseqüente falta de compradores para a companhia, o que acabou sendo interpretado pela opinião pública como uma vitória do movimento contra a privatização da companhia.

No pleito de outubro de 2002 disputou a reeleição para o mandato de deputado estadual pelo PSDB mas obteve apenas uma suplência com 45.450 votos. Em abril de 2007 filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS), juntamente com várias lideranças empresariais e comunitárias da região de Foz do Iguaçu, tornando-se presidente do partido na cidade a partir do ano seguinte.

Casou-se com Iralda Vitorassi Spada, com quem teve três filhos. Um deles, Eduardo Spada, foi nomeado Secretário Municipal de Agricultura de Foz do Iguaçu a partir de fevereiro de 2008.

 

FONTES: http://www2.camara.gov.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www.tse.gov.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www.parana-online.com.br/ (último acesso em: 12/11/2009); OLIVEIRA, Ricardo Costa de. (2002). Análise dos parlamentares paranaenses na entrada do século XXI. Curitiba: APUFPR-SSind.

 

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