TABORDA, BASILIO

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Nome: TABORDA, Basílio
Nome Completo: TABORDA, BASILIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TABORDA, BASÍLIO

TABORDA, Basílio

*militar; rev. 1932.

 

Basílio Taborda nasceu no Paraná no dia 20 de maio de 1877, filho de Manuel Paulino da Silva.

Ingressou na carreira militar em novembro de 1894, quando sentou praça no 2º Esquadrão do 13º Regimento de Cavalaria (13º RC). Em fevereiro de 1895, passou sucessivamente a anspeçada, cabo de esquadra e furriel e, no mês seguinte, foi promovido a segundo-sargento. Ainda em 1895, obteve licença para se matricular na Escola Militar do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Em maio do mesmo ano foi incluído na 1ª Companhia da escola, onde permaneceu até março de 1897, quando foi transferido para a Escola Militar do Ceará. Prosseguiu seus estudos militares matriculando-se na Escola Militar do Brasil, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em abril de 1899. Em março de 1901, passou a alferes-aluno. Concluiu o curso em março de 1904, tendo recebido o grau de bacharel em ciências físicas e matemáticas.

Ainda em março de 1904 apresentou-se à Direção de Engenharia, tendo sido designado para estagiar nas obras do Hospital Central do Exército (HCE). Em outubro de 1909 foi promovido a primeiro-tenente da arma de artilharia e designado, em dezembro do mesmo ano, para servir no 4º Regimento de Artilharia Montada (4º RAM). No mês seguinte foi nomeado encarregado do gabinete de resistência de materiais, a cargo da 5ª Divisão do Departamento de Guerra, no Rio de Janeiro. Transferido para o 1º RAM, também no Rio de Janeiro, em janeiro de 1911, em março do mesmo ano foi nomeado instrutor dos inferiores daquele regimento. Ficou adido ao quartel-general de inspeção permanente da 9ª Região Militar (9ª RM) em Mato Grosso em fevereiro de 1912 e, em março daquele mesmo ano, foi nomeado professor de aritmética e geografia do Colégio Militar de Porto Alegre.

Exerceu interinamente o comando da 5ª Bateria do 1º RAM a partir de fevereiro de 1914 e, em março de 1915, foi transferido para o estado-maior do regimento, como ajudante. A partir de outubro de 1916, foi posto à disposição do comando da 4ª Brigada de Cavalaria. Transferido para o 7º RAM em julho de 1917, em outubro do mesmo ano foi promovido a capitão e designado adido ao estado-maior do 7º RAM. Permaneceu naquela unidade até março de 1921, quando foi transferido para a segunda classe do Exército, para tratamento de saúde. Em dezembro do mesmo ano, reverteu à primeira classe, permanecendo à espera de matrícula na Escola de Estado-Maior (EEM), no Rio de Janeiro. Em março de 1922 foi matriculado no curso de revisão e, em janeiro de 1923, foi designado instrutor de armas da artilharia da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), no Rio de Janeiro. Promovido a major em abril de 1923, no mês seguinte foi posto à disposição do comando da 1ª RM, no Distrito Federal, na função de auxiliar de instrução dos oficiais de artilharia. Em setembro de 1923 foi designado adjunto do chefe de Serviço de Arbitragem e, em junho de 1924, foi posto à disposição do chefe do Estado-Maior do Exército (EME).

Com a irrupção da Revolta de 5 de Julho de 1924 em São Paulo, apresentou-se em 13 de julho ao quartel-general da Divisão de Artilharia, por ter passado a servir como auxiliar de artilharia divisionária. No dia 22 do mesmo mês foi nomeado chefe do estado-maior da Brigada Coronel João Gomes, da Divisão de Operações de São Paulo, destinada a reprimir os revoltosos. Em agosto foi colocado à disposição da 1ª Brigada de Artilharia e em novembro participou das operações de defesa da cidade de Niterói durante o levante do encouraçado São Paulo, movimento deflagrado por oficiais da Marinha liderados pelo tenente Herculino Cascardo em apoio aos revoltosos paulistas e gaúchos. Os oficiais sublevados deslocaram-se com a belonave para Montevidéu, de onde foram se juntar aos rebeldes que haviam levantado guarnições militares no Rio Grande do Sul em outubro de 1924.

Em março de 1925 Basílio Taborda foi designado para o 1º Grupo de Artilharia de Costa (1º GAC) no Rio de Janeiro, assumindo as funções de fiscal do grupo. No dia 25 de novembro do mesmo ano foi colocado à disposição do general-de-brigada João Gomes, comandante das forças em operação no Norte, e assumiu as funções de chefe de estado-maior na luta contra a Coluna Prestes no Maranhão e no Piauí. A coluna surgira em abril de 1925 a partir da junção dos grupamentos que se haviam sublevado no ano anterior em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Liderada por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa, percorreu o interior do país através de 13 estados, travando combate com as tropas legalistas até se internar em 1927 na Bolívia e no Paraguai.

A partir de março de 1926 Taborda ficou adido à 1ª Brigada de Artilharia e, em conseqüência de sua eleição para deputado estadual no estado do Rio de Janeiro, esteve em disponibilidade de dezembro de 1926 a maio de 1927, quando se apresentou novamente ao quadro da ativa. Dois meses depois foi membro de um conselho de justiça, em outubro do mesmo ano foi promovido a tenente-coronel e em dezembro foi designado para o 5º RAM, em Santa Maria (RS). Serviu ainda na 6ª RM, na Bahia, na 3ª Brigada de Artilharia, em Cruz Alta (RS), novamente no 5º RAM, e no 2º RAM, no Rio de Janeiro.

Com a vitória da Revolução de Outubro de 1930, no mês seguinte foi designado adido ao Departamento de Guerra. Foi depois chefe da 9ª Circunscrição de Recrutamento, no Paraná, diretor do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) da 5ª RM, no mesmo estado, e em outubro de 1931 passou a coronel, ficando adido ao EME. Nessa função recrutou adeptos para o movimento constitucionalista que se iniciava em São Paulo. Em julho de 1932, com a eclosão da Revolução Constitucionalista, viajou para São Paulo para se incorporar aos rebeldes, sendo em conseqüência considerado desertor e reformado administrativamente em agosto de 1932.

Após a decisão do general Bertoldo Klinger, comandante militar do movimento constitucionalista, de promover um acordo para a cessação das hostilidades, Taborda foi procurado pelo general Euclides Figueiredo, que discordava da decisão. Com a demissão de Tirso Martins da chefia de polícia de São Paulo, assumiu o cargo, dirigindo apelo aos soldados constitucionalistas e à população, num momento em que a notícia do armistício já se espalhava, para que se conservassem em “atitude pacífica” e aceitassem o “sofrimento com resignação e serenidade”. Exilou-se a seguir em Buenos Aires, onde participou do grupo que tentava reorganizar o movimento armado contra Getúlio Vargas, chefe do Governo Provisório, o que não chegou a se concretizar. Na ocasião, disputou com Euclides Figueiredo a chefia do movimento, divisão que contribuiu para o seu fracasso.

Reverteu ao serviço ativo do Exército em 10 de julho de 1934, em virtude do decreto de anistia de 8 de maio daquele ano. Permaneceu em seguida adido ao Serviço de Pessoal do Exército até novembro, ficando à disposição da 1ª RM de janeiro a abril de 1935. Em maio desse ano foi nomeado comandante da Escola Técnica do Exército, no Rio de Janeiro, atual Instituto Militar de Engenharia (IME). Concluiu o curso de informações para generais e coronéis em outubro de 1935 e, no mês seguinte, foi sorteado juiz do Conselho Militar da 1ª Auditoria da 1ª RM.

Promovido a general-de-brigada em maio de 1937, no mês seguinte foi nomeado comandante da 8ª RM, sediada no Pará, função que acumulou com o comando da 8ª Divisão de Infantaria (8ª DI). Por ocasião do conflito entre Vargas e o governador gaúcho José Antônio Flores da Cunha, em função da sucessão presidencial prevista para 1938, opôs-se às medidas de intervenção federal no Rio Grande do Sul que resultaram na renúncia do governador em outubro de 1937. No exercício de suas funções no Pará, foi escolhido pelo presidente da Comissão Executora do Estado de Guerra, por ordem do presidente da República, para superintender a aplicação da medida naquele estado. Permaneceu nos comandos da 8ª RM e da 8ª DI até junho de 1939, quando foi transferido para a reserva no posto de general-de-divisão.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 2 de agosto de 1973.

 

 

FONTES: ARQ. BERTOLDO KLINGER; ARQ. MIN. EXÉRC.; CALMON, P. História; CARONE, E. República nova; ENTREV. PEIXOTO, A.; Jornal do Brasil (6/8/73); SILVA, H. 1932; SILVA, H. 1933; SILVA, H. 1935.

 

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