TAKAYAMA, ITSUO

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Nome: TAKAYAMA, Itsuo
Nome Completo: TAKAYAMA, ITSUO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TAKAYAMA, ITSUO

TAKAYAMA, Itsuo

*dep. fed. MT 1993.

 

Itsuo Takayama nasceu em Anhumas (SP) no dia 4 de março de 1942, filho de Antônio Izami Takayama e de Shizuka Maria Takayama.

Mudou-se para Mato Grosso, onde cursou engenharia civil na Universidade Federal do Mato Grosso, em Cuiabá, entre 1970 e 1974.

Em 1989, tornou-se membro do Conselho da Comunidade do Poder Judiciário do Fórum de Cuiabá, cargo que ocuparia até 1991. No ano de 1990, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) e em novembro concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, conseguindo apenas uma suplência. Subsecretário municipal de Infraestrutura em Cuiabá em 1991, assumiu o mandato de deputado federal em 1992, ocupando vaga aberta com a renúncia de Vilmar Peres. Nesse mesmo ano, deixou o PFL, filiando-se ao Partido Progressista (PP). Membro da Comissão de Viação e Transporte, integrou a chamada “bancada evangélica” da Câmara dos Deputados.

Como suplente assumiu, de janeiro a dezembro de 1993, o mandato de deputado federal para a legislatura 1991-1995 na vaga do deputado Oscar Travassos, que se licenciou para compor a equipe do ex-governador Jaime Campos. Ainda em 1993, transferiu-se para o Partido Social Democrático (PSD), sendo acusado de vender filiações ao partido e de também ter recebido dinheiro para filiar-se. Instaurado o processo na Câmara, Takayama – juntamente com os deputados Onaireves Moura (PR) e Nobel de Moura (RO) – foi cassado em 15 de dezembro desse ano por falta de decoro parlamentar.

Segundo a Folha de S. Paulo (16/12/93), além de cassado pela Câmara sob a acusação, afinal aceita, de ter negociado a sua transferência do PP para o PSD em troca de 30 mil dólares norte-americanos, também acabou expulso da Assembléia de Deus . Uma entrevista no programa de entrevistas de Jô Soares, que na época estava no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), teria dado origem à sua suposta confissão pública, motivo da sua cassação. Questionado pelo entrevistador se era lícito um deputado mudar de partido, Takayama teria respondido que “vivemos em um país democrático” e confessado “ter entrado para o partido em troca de dinheiro”, comparando seu caso ao de “jogadores de futebol que recebem gratificação quando mudam de time”. Segundo Takayama, em sua defesa apresentada no plenário da Câmara, na edição da entrevista a emissora trocou a pergunta por uma feita anteriormente.

Itsuo Takayama retornou às suas atividades profissionais de engenheiro civil autônomo. Em fevereiro de 1994, numa visita à Câmara, distribuiu um manifesto pedindo o aprofundamento das investigações. Segundo a Folha de S. Paulo, nessa mesma ocasião, em conversa com jornalistas, Takayama afirmara que de fato houvera compra de deputados, mas negou novamente que tivesse recebido dinheiro para trocar o PP pelo PSD.

Pastor da Igreja Evangélica Nipo-Brasileira e primeiro suplente de deputado federal cassado por quebra de decoro parlamentar na história de Mato Grosso, Itsuo Takayama disputou uma vaga na Assembleia Legislativa estadual no pleito de outubro de 2006, dessa vez filiado à legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Contudo, não foi bem sucedido.

Casou-se com Neli Almeida Takayama, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Veja On-line, 5/1/94; Folha de S. Paulo (16/12/93, 3/2 e 8/7/94); INF. BIOG.; Diário de Cuiabá, 11/12/2005 e 14/8/2006.

 

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