TEFE, OSCAR DE

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Nome: TEFÉ, Oscar de
Nome Completo: TEFE, OSCAR DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TEFÉ, OSCAR DE

TEFÉ, Oscar de

*diplomata; emb. Bras. Itália 1923-1925 e 1926-1931.

 

Oscar de Tefé nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Império, no dia 15 de outubro de 1870.

Bacharel pela Faculdade de Direito de Paris, iniciou a carreira diplomática sendo nomeado segundo-secretário da embaixada brasileira em Caracas, Venezuela, em dezembro de 1894. Assumiu o posto em fevereiro de 1895. Em setembro do ano seguinte foi removido para Berna, na Suíça, e aí serviu até abril de 1897, quando foi removido para São Petersburgo, então capital do império russo. Assumiu esse novo posto em maio de 1897, e ali permaneceu até fevereiro do ano seguinte.

Designado para La Paz, na Bolívia, aí serviu de maio de 1898 a fevereiro de 1899. Foi então removido para Viena, na Áustria, onde permaneceu de março de 1899 até 1903. Nesse ínterim, em novembro de 1902, foi promovido a primeiro-secretário. Em janeiro de 1903 foi removido para Washington, mas permaneceu no Rio de Janeiro no gozo de licença, assumindo o novo posto só em dezembro de 1904. Em fevereiro de 1905 obteve nova licença, que se estendeu até maio daquele ano.

Removido para Buenos Aires em abril de 1905, ali serviu de maio desse mesmo ano até agosto de 1908. Foi então transferido para Lisboa, ocupando seu posto na capital portuguesa de setembro daquele ano até julho de 1910. Em maio de 1911 foi nomeado ministro-residente em Constantinopla, atual Istambul, na Turquia. Não chegou, contudo, a exercer tal função, reassumindo o posto em Lisboa. Em junho seguinte foi designado ministro-residente em Atenas, cargo que tampouco chegou a exercer, e, em outubro, foi nomeado em comissão na mesma cidade. Permaneceu em Lisboa até dezembro de 1911 e, a partir dessa data, esteve em comissão no Rio de Janeiro. Em abril de 1912 foi nomeado enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em La Paz. Não chegou, porém, a assumir o posto, permanecendo no Rio até junho de 1913, quando foi removido para Lisboa. Chegando à capital portuguesa no mês seguinte, ali serviu até janeiro de 1914, quando foi removido para Berlim, na Alemanha. Em agosto de 1916 viajou em comissão para o Rio de Janeiro.

Removido para o México por decreto de março de 1917, permaneceu contudo em comissão no Rio de Janeiro até maio desse ano, quando lhe foi concedida licença regulamentar que se estendeu até outubro seguinte. Esteve em licença sem vencimentos até março de 1918, quando foi nomeado censor-chefe da Secretaria de Estado, onde serviu até novembro do mesmo ano. Obteve, então, novamente licença sem vencimentos, estendendo-a até o mês seguinte, quando foi posto em disponibilidade ativa. Assim permaneceu até junho de 1920, quando foi designado enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Viena. Esteve no posto de setembro a novembro daquele ano. Neste último mês, obteve mais uma vez licença regulamentar, permanecendo no Rio de Janeiro até abril de 1921, data em que retornou à capital austríaca, onde permaneceu até janeiro de 1923.

Designado embaixador do Brasil em Roma em novembro de 1922, assumiu o posto em janeiro de 1923, substituindo Pedro Leão Veloso. Esteve em férias extraordinárias entre outubro de 1925 e junho de 1926. Retornou ao posto nesse mês, deixando-o em abril de 1931. Foi substituído por Alcebíades Peçanha.

 

 

FONTES: CONSULT. MAGALHÃES, B.; MIN. REL. EXT. Almanaque.

 

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