TEIXEIRA, JOSE CARLOS

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Nome: TEIXEIRA, José Carlos
Nome Completo: TEIXEIRA, JOSE CARLOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TEIXEIRA, José Carlos

TEIXEIRA, José Carlos

*  dep. fed.  SE 1963-1971, 1975-1979 e 1983-1985,1985-1987.

 

            José Carlos Mesquita Teixeira nasceu em Itabaiana (SE), no dia 3 de maio de 1936, filho do industrial Oviedo Teixeira e de Alda Mesquita Teixeira.

            Formado em contabilidade pela Escola Técnica de Comércio Tobias Barreto, em Aracaju (1957), em outubro de 1962 elegeu-se deputado federal na legenda da Aliança Social Democrática – coligação formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Repu­blicano (PR). 

                Empossado em fevereiro de 1963, no ano seguinte viajou aos Estados Unidos onde conheceu centros agrí­colas e pecuários. Vice-lí­der do PSD na Câmara dos Deputados (1965), com a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/65), e a conseqüente implantação do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Presidente do diretório regional e integrante do diretório nacional da agremiação (1966), vice-líder da bancada (1966-1967), vice-presidente das comissões da Bacia do São Francisco, de Segurança Nacional e de Fisca­lização Financeira e Tomada de Contas, e titular Comissão de Orçamento, em novembro de 1966 foi o único candidato do MDB de Sergipe a reconquistar o mandato federal.

                Delegado à 3a reunião Ordinária do Parlamento Latino-Americano (1967) e vice-presidente da Comissão Polígono das Secas (1968), nas eleições de novembro de 1970 ob­teve a segunda maior votação do estado, mas não se reelegeu em virtude da legenda não ter alcançado o coeficiente eleitoral Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 1971.

            Membro do Conselho de Telecomunicações (1972) e presidente do MDB sergipano, voltou à Câmara dos Deputados em novembro de 1974, após ter liderado um movimento de ampliação das bases partidá­rias em Sergipe graças aos contatos que possuía junto à categoria médica. Em­possado em fevereiro de 1975, retornou às comissões de que já participara e à vice-liderança do MDB (1976). Conselheiro do Instituto de Previdência do Congresso – cuja vice-presidência veio a assumir em 1977 – e vice-presidente das comissões da Bacia do São Francisco (1976) e de Segurança Nacional (1977), encerrou o mandato em janeiro de 1979.

                Com a ex­tinção do bipartidarismo, em novem­bro de 1979, na reformulação partidária que se seguiu ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB, de cujo diretório regional foi presidente (1980) e vice-presidente (1982-1983). Em novembro de 1982 reconquistou o mandato de deputado federal, tomando posse em feverei­ro de 1983.

Titular da Comissão de Relações Exteriores, vice-presidência da CPI dos minérios em 1983, em maio deste ano, licenciou-se por quatro meses da Câmara para tratamento de saúde. Sua vaga foi ocupada pelo suplente Seixas Dória.  Reassumindo o mandato, foi  presidente da representação  brasileira junto ao Parlamento Latino-Americano (1983-1986). Não compareceu à sessão de 25 de abril de 1984 em que a Câmara rejeitou por falta de quorum a emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para a presidência da República em novembro. No Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, porém, José Carlos Teixeira apoiou o candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente, desde 15 de março deste ano.

De maio a dezembro de 1985 José Carlos Teixeira assumiu a prefeitura de Aracaju por indicação do governador de Sergipe, João Alves Filho, do Partido da Frente Liberal (PFL). Na Câmara, sua vaga foi ocupada por Válter Batista, do PMDB.

Aliado ao PDS dos Franco, família de grande importância política em Sergipe, e com o apoio do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), disputou o governo do estado pela legenda do PMDB em novembro de 1986, perdendo para Antônio Carlos Valadares, do PFL.

Diretor de captação da Caixa Econômica Federal (1987-1989), nas eleições de outubro de 1990 elegeu-se vice-governador de Sergipe na chapa do PMDB encabeçada por João Alves Filho. Iniciando o mandato em 15 de março de 1991, exerceu-o juntamente com a Secretaria de  Indústria, Comércio, Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (1993-1994). Em outubro de 1994, sempre pelo PMDB, candidatou-se ao Senado, mas foi mal sucedido.

            Empresário do ramo de automóveis, sócio-benemérito do Ins­tituto Histórico e Geográfico de Sergipe, da Sociedade de Cultura Artística de Sergipe e da Associação Sergipana de Imprensa, José Carlos Teixeira foi vice-presidente do Sindicato de Indústrias Gráficas do Distrito Federal e diretor da Federação das Indústrias de Brasília.

            Casado com Maria Eugênia Fontes Sousa Teixeira, teve cinco filhas.

 

Fontes: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967, 1967-1971, 1975-1979 e 1983-1987); CÂM. DEP. Relação nominal dos se­nhores; CURRIC. BIOG.; Néri, S. 16; Folha de São Paulo (15/3/87); Globo (26/4/84, 16/1/85); TRIB.SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9).

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