TELMO JOSE KIRST

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Nome: KIRST, Telmo
Nome Completo: TELMO JOSE KIRST

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
KIRST, TELMO

KIRST, Telmo

*dep. fed. RS 1979-1983, 1983, 1986-1987; const. 1987-1988; dep. fed. RS 1987-1993, 1993-1996, 1997, 1997-2003.

Telmo José Kirst nasceu em Santa Cruz do Sul (RS) no dia 7 de abril de 1944, filho de Pedro Kirst e de Olinda Kirst.

Formou-se em direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (RS), tendo exercido a presidência do diretório acadêmico de seu curso.

Iniciou sua carreira política nas eleições de novembro de 1972, ao eleger-se vereador em sua cidade natal na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Reeleito em novembro de 1976, iniciou o segundo mandato em fevereiro seguinte. Como vereador, ocupou a presidência da Câmara Municipal de Santa Cruz do Sul.

No pleito de novembro de 1978, candidatou-se a deputado federal, ainda na legenda da Arena, mas obteve apenas uma suplência. Em março seguinte, no entanto, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em substituição ao titular Augusto Trein, nomeado secretário do Trabalho e Ação Social no governo de José Augusto Amaral de Sousa (1979-1983). Renunciando, com isso, ao mandato de vereador, Kirst tornou-se titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e suplente da Comissão de Comunicação da Câmara.

Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu à Arena. Pelo novo partido, reelegeu-se deputado federal em novembro de 1982, iniciando novo mandato em fevereiro seguinte. Ainda no início da legislatura, licenciou-se da Câmara para assumir a Secretaria de Transportes do Rio Grande do Sul no governo de Jair Soares (1983-1987), cargo que ocuparia até 1986, quando reassumiu sua cadeira no Legislativo federal.

No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte na legenda do PDS gaúcho, iniciando seu terceiro mandato na Câmara em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Integrou, como titular, a Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições, e foi suplente da Subcomissão de Tributos, Participação e Distribuição das Receitas, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças.

Declaradamente anticomunista, na Constituinte votou contra a limitação do direito de propriedade privada, o rompimento de relações diplomáticas com países de orientação política racista, a adoção da pena de morte, o mandado de segurança coletivo, a legalização do aborto, a estabilidade no emprego, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, o aviso prévio proporcional, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa e a desapropriação da propriedade produtiva. Votou a favor da manutenção da unicidade sindical, do direito de greve, do regime presidencialista, do limite de 12% para os juros reais, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e da anistia para os micro e pequenos empresários.

Com a promulgação da nova Carta constitucional em 5 de outubro de 1988 e o retorno ao funcionamento ordinário do Congresso, Kirst tornou-se titular da Comissão de Transportes da Câmara e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural. Em 1990, integrou a Comissão de Educação, Cultura e Desporto e foi suplente da Comissão de Viação, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

Em novembro deste último ano, foi reeleito para mais um mandato, sempre na legenda do PDS. Iniciando sua quarta legislatura em fevereiro de 1991, passou à condição de titular da Comissão de Viação, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e de suplente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara.

Em 29 de setembro de 1992, foi um dos 441 deputados que votaram a favor da abertura de processo de impeachment contra o presidente da República Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade durante o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Congresso Nacional para investigar denúncias de corrupção contra Paulo César Farias, ex-tesoureiro de sua campanha presidencial. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo da aprovação de sua cassação pelo Senado. Foi substituído pelo vice Itamar Franco, que já vinha exercendo a função interinamente desde 2 de outubro.

Também em 1992, Kirst foi membro da Comissão de Defesa Nacional da Câmara. Esteve de licença médica entre fevereiro e setembro do ano seguinte, sendo substituído em suas atividades parlamentares pelo suplente Pratini de Morais, também do PDS. Durante esse período, em abril de 1993, foi um dos fundadores do Partido Progressista Reformador (PPR), nascido da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Após retornar à Câmara, tornou-se titular das comissões de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias e de Viação e Transportes e suplente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática.

Nas principais votações da legislatura em que teve oportunidade de participar, manifestou-se contra a adoção do voto facultativo e a instituição do Fundo Social de Emergência (FSE), criado com o apoio da bancada governista para servir de fonte de financiamento ao plano de estabilização econômica do Executivo Federal (Plano Real).

Candidato à reeleição pelo PPR do Rio Grande do Sul em outubro de 1994, Kirst foi eleito com a maioria dos votos de suas bases eleitorais nos vales do rio Pardo e do Taquari. Assumindo sua vaga na Câmara em fevereiro de 1995, em agosto ingressou no Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação surgida da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP).

Durante as votações das emendas constitucionais enviadas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso ao longo de 1995, acompanhou sempre as orientações da base parlamentar governista na Câmara, pronunciando-se favoravelmente à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, à revisão do conceito de empresa nacional, à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo, e pelo fim do monopólio estatal dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado. Esteve ausente, no entanto, da sessão que aprovou a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), substituto do FSE.

Em março de 1996, licenciou-se do mandato federal para assumir o cargo de secretário de Obras, Saneamento e Habitação do estado do Rio Grande do Sul, no governo de Antônio Brito (1995-1998), do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sendo substituído na Câmara pelo suplente Júlio Redecker, também do PPB.

Nos períodos entre 13 de janeiro e 7 de fevereiro, e 21 de fevereiro e 3 de março de 1997, em virtude da oposição de Redecker ao projeto de emenda constitucional que instituía o direito à reeleição para prefeitos, governadores de estado e o presidente da República, Kirst foi exonerado temporariamente de suas funções de secretário pelo governador Antônio Brito, a fim de que pudesse votar a favor da proposta, atendendo assim aos interesses do governo federal e, em especial, aos do presidente Fernando Henrique Cardoso, principal beneficiado pela aceitação do projeto. Aprovada em segundo turno pela Câmara em 25 de fevereiro de 1997, a emenda da reeleição seria confirmada pelo Senado em junho seguinte.

Retornando ao governo gaúcho após a vitória governista, Kirst aí permaneceu até novembro de 1997, quando reassumiu em definitivo seu mandato federal. No ano seguinte, foi indicado membro titular da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara.

No pleito de outubro de 1998, elegeu-se novamente à Câmara dos Deputados na coligação formada pelo PPB e Partido Liberal (PL), conquistando 109.371 votos, a maior votação de seu partido. Em novembro seguinte, esteve ausente das votações das propostas de adoção de um limite máximo para as aposentadorias do setor público e de instituição dos critérios de idade mínima e tempo de contribuição nas concessões dos benefícios para os trabalhadores da iniciativa privada.

Assumiu novo mandato na Câmara em fevereiro de 1999.

Nas eleições de 2002, candidatou-se ao cargo de deputado estadual pelo PPB obtendo uma suplência. Assumiu o cargo como em fevereiro de 2003 em substituição ao deputado Frederico Antunes, que assumiu a Secretaria das Obras e Planejamento do Governo do Estado durante a gestão de Germano Rigotto, do PMDB (2003-2007). Em 2005, Telmo Kirst filiou-se ao PMDB, e em março de 2006, foi nomeado diretor-presidente da Companhia Rio-grandense de Saneamento (Corsan) cargo que exerceu até outubro de 2007, quando tomou posse da diretoria da Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM).

Chegou a ser cotado como o candidato do PMDB à prefeitura de Santa Cruz do Sul, nas eleições de 2008, porém o nome indicado foi de Eliana Giehl que neste pleito ficou em terceiro lugar. Kirst candidatou-se ao cargo de vereador, já agora na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT) sendo eleito como candidato mais votado naquela cidade.

Telmo Kirst casou-se com Teresa Cristina Kirst, com quem teve quatro filhos.

Eduardo Junqueira/Márcia Gomes de Sousa

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. RS. Parlamentares gaúchos; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, suplemento, 1995-1999);Correio Braziliense (19/1/87);

Correio do Povo (19/1/87);Folha de S. Paulo (19/1/87, 18/9/94, 31/1/95, 14/1/96, 29/9, 10/10 e 11/11/98, 2/2/99);Perfil parlamentar/IstoÉ; Portal da Asssembléia Legislativa do Estado do Rio Grande de Sul. Disponível em : <http://www.al.rs.gov.br/dep/site/ materia_antiga.asp?txtIDMateria=36745&txtIdDep=105>. Acesso em : 17 set. 2009; Portal  SINDAF. Disponível em : <http://www.sindaf.com.br/detalhenoticia.asp?Cod=935>. Acesso em : 17 set. 2009; TRIB. REG. ELEIT. RS. Candidatos (1998); Zero Hora (online). Disponível em : <http://www.zerohora.com.br>. Acesso em : 17 set. 2009.

 

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