TEODULO LINS DE ALBUQUERQUE

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Nome: ALBUQUERQUE, Teódulo de
Nome Completo: TEODULO LINS DE ALBUQUERQUE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALBUQUERQUE, TEÓDULO DE

ALBUQUERQUE, Teódulo de

*const. 1946; dep. fed. BA 1946-1951 e 1959-1979.

 

Teódulo Lins de Albuquerque nasceu em Pilão Arcado (BA) no dia 16 de junho de 1914, filho de Franklin Lins de Albuquerque e de Sofia Mascarenhas de Albuquerque. Sua cidade natal deixou de existir em 1979, inundada pelas águas da represa de Sobradinho, construída no rio São Francisco.

Formado em 1939 pela Faculdade de Medicina da Bahia, além de clinicar, Teódulo de Albuquerque exerceu as funções de inspetor federal de educação em seu estado antes de iniciar sua carreira parlamentar em dezembro de 1945, quando foi o único deputado eleito pela Bahia na legenda do Partido Popular Sindicalista (PPS) para a Assembléia Nacional Constituinte. No ano seguinte, o PPS uniu-se ao Partido Republicano Progressista e ao Partido Agrário Nacional, formando o Partido Social Progressista (PSP), liderado pelo ex-interventor paulista Ademar de Barros.

Depois da promulgação da Constituição de 1946, os deputados constituintes permaneceram na Câmara Federal durante a primeira legislatura ordinária posterior ao Estado Novo, tendo seus mandatos assegurados até 31 de janeiro de 1951. Nesse período, Teódulo de Albuquerque exerceu a presidência da Comissão Especial da Bacia do São Francisco e participou da Comissão de Transportes e Comunicações da Câmara.

No pleito de 3 de outubro de 1950, tentou a reeleição em seu estado na legenda da Aliança Democrática, coligação formada pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Republicano (PR), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Democrata Cristão (PDC) e o PSP. Obteve apenas uma suplência, o que voltou a ocorrer quatro anos depois, quando concorreu pela Aliança Republicana Cristã, formada pelo PR e o PDC.

Conseguiu novo mandato de deputado federal pela Bahia em 3 de outubro de 1958, na legenda do PR. A convite do governo dos Estados Unidos, esteve duas vezes nesse país nos anos seguintes e, exercendo a vice-liderança da bancada do PR a partir de junho de 1960, viajou à Tchecoslováquia representando a Câmara em 1962. Reeleito nesse ano pela Aliança Trabalhista — formada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido de Representação Popular (PRP) e o PR —, Teódulo de Albuquerque assumiu, em 4 de maio de 1965, a vice-liderança da maioria na Câmara.

Com a extinção dos partidos pelo Ato Institucional nº 2, decretado pelo presidente Humberto Castelo Branco em 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação que apoiava o governo. Nessa legenda, foi sucessivamente reeleito pelo seu estado natal para a Câmara Federal em 1966, 1970 e 1974, cumprindo integralmente todos os mandatos. Na primeira legislatura em que atuou na bancada arenista, exerceu a presidência da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, e em 1974 apoiou a candidatura vitoriosa de Roberto Santos ao governo baiano.

Teódulo de Albuquerque integrou o chamado “grupo renovador” da Arena, favorável à abertura política promovida pelo governo a partir de 1974, contrapondo-se aos setores que, dentro do partido, defendiam a permanência das restrições às liberdades públicas e a manutenção dos poderes excepcionais conferidos ao Executivo pelo Ato Institucional nº 5, em vigor desde 13 de dezembro de 1968.

Durante sua vida parlamentar, participou também da Comissão de Orçamento e foi relator de três comissões parlamentares de inquérito sobre questões relativas ao petróleo. Diretor dos jornais O Imparcial e Diário de Notícias, de Salvador, pertenceu à Associação Comercial da Bahia e à Sociedade Brasileira de Medicina.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 15 de agosto de 1979.

Casado com Inês de Oliveira Albuquerque.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (6, 7 e 8); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; Diário do Congresso Nacional, Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (16/8/79); NÉRI, S. 16; Perfil (1972); SILVA, G. Constituinte.

 

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