TEODURETO LEITE DE ALMEIDA CAMARGO

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Nome: CAMARGO, Teodureto
Nome Completo: TEODURETO LEITE DE ALMEIDA CAMARGO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAMARGO, TEODURETO

CAMARGO, Teodureto

*min. Agric. 1945-1946.

 

Teodureto Leite de Almeida Camargo nasceu na fazenda Santa Maria, no município de São Carlos do Pinhal, hoje São Carlos (SP), no dia 22 de setembro de 1880, filho de Teodoro de Almeida Camargo e de Maria de Almeida Camargo.

Após freqüentar o Ginásio Infantil de Jundiaí (SP), seguiu para a capital do estado, onde, em 1897, concluiu os exames do curso anexo à Faculdade de Direito. Em 1899, ingressou no curso de engenharia agronômica da Escola Politécnica de São Paulo. De 1904 a 1905, ainda acadêmico, foi ajudante de preparador da cadeira de química mineral e orgânica. Diplomou-se em junho de 1905.

Nomeado assistente do Instituto Butantã, em São Paulo, de 1905 a 1907 trabalhou sob a orientação do médico e herpetólogo Vital Brasil. Em 1907, assumiu na Escola Politécnica os cargos de assistente de bioquímica e preparador dos gabinetes de veterinária e zootecnia, exercendo-os até 1911.

Inspetor agrícola do Ministério da Agricultura em São Paulo desde 1909, interrompeu durante um ano o exercício dessa função para especializar-se em química agrícola e de solos, na Escola Superior de Agricultura de Berlim e na Universidade de Munique.

Em 1913, após o seu regresso da Alemanha, o então ministro da Agricultura, Indústria e Comércio, Pedro de Toledo, escolheu-o para representar o Brasil no Congresso Internacional de Agricultura em Gand, Bélgica, no concurso internacional de equipamentos destinados à lavoura mecanizada, em Chassart, no mesmo país, e no X Congresso Internacional de Monocultura, realizado em Saissons, França.

Permaneceu como inspetor agrícola do Ministério da Agricultura até 1915, quando foi nomeado diretor do posto zootécnico federal de Ribeirão Preto (SP). Foi catedrático de química agrícola na Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós, em Piracicaba (SP), de 1916 a 1928. Nesse ano, assumiu a direção do Instituto Agronômico de Campinas (SP), cargo em que se manteve por mais de dez anos. Durante esse período, instalou campos de experimentação, contratou especialistas e criou a biblioteca do instituto.

Secretário de Agricultura, Indústria e Comércio de São Paulo de 15 de março de 1932 a 24 de maio do mesmo ano, durante a interventoria de Pedro de Toledo, foi mais tarde (1936-1937) designado pelo governo estadual para estudar a cultura cafeeira nas Américas do Sul e Central, bem como a organização da experimentação agrícola nos Estados Unidos. Logo após a implantação do Estado Novo (10/11/1937), ocupou novamente a Secretaria de Agricultura, durante a interventoria paulista de José Joaquim Cardoso de Melo Neto.

Tendo deixado a direção do Instituto Agronômico de Campinas em 1941, no ano seguinte o interventor em São Paulo, Fernando Costa, nomeou-o superintendente do Departamento da Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura paulista.

Assumiu o Ministério da Agricultura em 8 de novembro de 1945, na presidência de José Linhares, que se seguiu à de Getúlio Vargas após a queda do Estado Novo (29/10/1945). Em janeiro do ano seguinte, acumulou por alguns dias esta pasta com a da Justiça, cujo titular, Antônio de Sampaio Dória, se havia afastado temporariamente.

No Ministério da Agricultura, Camargo baixou, entre outros, os decretos de criação da Escola de Agronomia da Amazônia, do Departamento Nacional de Produção Animal e de um Instituto de Zootécnica. Permaneceu na pasta até 31 de janeiro de 1946, quando José Linhares passou a presidência da República a Eurico Gaspar Dutra. Reassumiu então suas funções no Departamento da Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura de São Paulo, a qual ocupou mais uma vez, em caráter interino, ainda nesse ano. Em setembro de 1950, aposentou-se do cargo de superintendente daquele departamento, por limite de idade.

Em São Paulo, Teodureto de Camargo foi consultor técnico do Diretório Regional de Geografia, sócio efetivo da Sociedade Científica e membro do conselho da universidade do estado. Integrou, ainda, a Associação Brasileira de Engenheiros Ferroviários.

Faleceu em São Paulo, no dia 5 de maio de 1958

Foi casado com Davina Ferraz de Almeida Camargo, com quem teve quatro filhos.

Além de vários trabalhos sobre assuntos agronômicos, veterinários e zootécnicos, publicados em periódicos nacionais e estrangeiros, escreveu as seguintes obras, algumas das quais em colaboração com outros especialistas: Contribuições para o estudo das transformações químicas sofridas pelas folhas do cafeeiro mortas de geada (1921), Mosaico; resposta a uma crítica do sr. José Nizioli (1926), Análise física do solo (1936), Análise mineralógica do solo (1936) e Viagem de estudos aos países cafeeiros das Américas Central e do Sul (1938).

Sílvia Pantoja

 

 

FONTES: ARAÚJO, A. Chefes; BELEZA, N. Evolução; Encic. Mirador; Folha de S. Paulo (6/5/58); Grande encic. Delta; Grande encic. portuguesa; GUERRA FILHO, R. Ministério; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; LEITE, A. História; MIN. AGRIC. I; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

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