TERCEIRO NETO, DORGIVAL

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Nome: TERCEIRO NETO, Dorgival
Nome Completo: TERCEIRO NETO, DORGIVAL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TERCEIRO NETO, DORGIVAL

TERCEIRO NETO, Dorgival

*gov. PB 1978-1979.

 

Dorgival Terceiro Neto nasceu na Fazenda Santa Maria, no município de Taperoá (PB), no dia 12 de setembro de 1932, filho de Melquíades Vilar e de Elisa Vilar. Seu verdadeiro nome seria Dorgival Vilar de Carvalho Neto, mas, como foi o terceiro da família com o prenome do avô, recebeu o sobrenome Terceiro Neto.

Fez seus primeiros estudos na escola rural na fazenda onde nasceu. Transferindo-se para Patos (PB) em 1945, aí foi aprovado no exame de admissão ao Ginásio Diocesano dessa cidade, no qual ingressou no ano seguinte. Concluindo o curso ginasial em 1949, mudou-se para João Pessoa em 1950, onde iniciou o curso clássico no Liceu Paraibano, como interno da Casa do Estudante da Paraíba, instituição que acolhera aquela que seria no futuro a elite política e cultural do estado. Concluiu o curso em 1952.

No ano seguinte, ingressou no curso de ciências jurídicas e sociais da Faculdade de Direito da Paraíba e, em março do mesmo ano, começou a trabalhar no Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do estado. Em 1954 iniciou suas atividades jornalísticas, ingressando como redator no jornal A União, órgão oficial do estado. Bacharelando-se em dezembro de 1957, foi o orador da turma. No jornal A União, onde permaneceria até 1963, foi ainda redator-chefe, secretário e diretor eventual desse órgão de imprensa do estado.

Como funcionário do DER, em abril de 1958 foi posto à disposição do Tribunal de Justiça da Paraíba para exercer a função de subsecretário, assumindo, eventualmente, a chefia interina da secretaria, cargo que desempenhou até 1961. Em março desse ano transferiu-se para a Universidade da Paraíba (Upb), ocupando aí o cargo de secretário-geral da instituição. Com a federalização da universidade em janeiro do ano seguinte, passando a ser denominada Universidade Federal da Paraíba (Ufpb), tornou-se professor-assistente, passando mais tarde a professor-adjunto de direito civil. Permaneceu no exercício da função de secretário-geral até junho de 1964, quando solicitou exoneração. Retornando em seguida ao DER, foi enquadrado na função de procurador judicial. Logo foi posto à disposição do Conselho Estadual de Desenvolvimento, antiga denominação da atual Secretaria de Planejamento do estado, onde ocupou a assessoria especial da presidência do órgão, na qual permaneceu até maio de 1965.

No mês seguinte foi nomeado pelo então governador Pedro Gondim (1961-1966) diretor de crédito do Banco do Estado da Paraíba (Paraiban), cargo que exerceria ao longo do governo de João Agripino (1966-1971). Durante esse período, implantou as carteiras de crédito rural, de crédito industrial e de operações especiais. Filiando-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964 após a deposição do presidente João Goulart (1961-1964), com a ascensão de Ernâni Sátiro ao governo da Paraíba em 15 de março de 1971, foi nomeado prefeito de João Pessoa. Deixou a chefia do Executivo municipal em julho de 1974, por ter sido escolhido para o cargo de vice-governador na chapa encabeçada por Ivan Bichara Sobreira.

Eleito indiretamente pela Assembléia Legislativa em setembro de 1974, tomou posse em seu novo cargo em 15 de março do ano seguinte. Em junho de 1978 foi transferido da Procuradoria Judicial do DER para a Procuradoria Geral do Estado. Assumiu o governo da Paraíba em 14 de agosto seguinte, quando o titular se desincompatibilizou para concorrer ao Senado. Permaneceu à frente do Executivo paraibano até 15 de março de 1979, quando, concluindo seu mandato, passou o cargo ao novo governador Tarcísio Buriti (1979-1982). A partir de então dedicou-se às suas atividades no seu escritório de advocacia em João Pessoa.

Aposentou-se como professor da Ufpb em junho de 1987 e como procurador em agosto seguinte. Foi ainda membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba.

Em junho de 1999, Dorgival Terceiro Neto assumiu uma cadeira na Academia Paraibana de Letras, instituição à qual continuava ligado em outubro de 2009.

Casou-se com Marlene Muniz Terceiro Neto, com quem teve três filhos, dentre os quais Dorgival Terceiro Neto Júnior, que foi secretário-geral do Tribunal Regional do Trabalho, em João Pessoa.

Escreveu Noções preliminares de direito agrário (1982), Gente de ontem, histórias de sempre (1991), “Odon Bezerra: um homem público organizado e decidido” (in: História e debate na Assembléia da Paraíba, Perfis Parlamentares, v. I, 1996), Paraíba de ontem, evocações de hoje (1999).

FONTES: CURRIC. BIOG.; Perfis Parlamentares PB.

 

 

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