TREVISAN, OSVALDO

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Nome: TREVISAN, Osvaldo
Nome Completo: TREVISAN, OSVALDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TREVISAN, OSVALDO

TREVISAN, Osvaldo

 *dep. fed. PR 1983-1989; const. 1987-1988.

Osvaldo Trevisan nasceu em Bauru (SP) no dia 9 de novembro de 1937, filho de José Antônio Trevisan e de Rosa Guerra Trevisan.

Em 1964, formou-se em economia pela Universidade de Marília (SP). No ano seguinte, ingressou no curso de direito da Universidade de Londrina (PR), onde também lecionou economia, graduando-se em 1969.

Professor de economia da Faculdade de Economia de Cornélio Procópio (PR), no pleito de novembro de 1976 elegeu-se prefeito desta cidade na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, assumindo o posto em fevereiro do ano seguinte. Com a aprovação, em dezembro de 1979, da nova Lei Orgânica dos Partidos que extinguiu o bipartidarismo, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que sucedeu o MDB. Em 1981, integrou a comitiva oficial do governo do Paraná em viagem ao Japão. Permaneceu à frente da prefeitura até 1983, final do mandato.

Nas eleições de novembro de 1982, candidatou-se a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Paraná, na legenda do PMDB. Eleito, iniciou mandato em fevereiro do ano seguinte. Em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado —, a sucessão residencial seria decidida pela via indireta.

 Na disputa à presidência da República ocorrida no Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, Osvaldo Trevisan votou em Tancredo Neves, candidato da Aliança Democrática — uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal — em oposição ao candidato do regime militar, Paulo Maluf, que acabou sendo derrotado. Apesar de eleito, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência por motivo de doença, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

 Ao longo desta legislatura, integrou a Comissão de Agricultura e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o sistema bancário.

Concorreu à reeleição em novembro de 1986, na legenda do PMDB, conquistando a primeira suplência da bancada. Com a vaga aberta a partir da nomeação do deputado Borges da Silveira para o Ministério da Saúde, assumiu o mandato de deputado federal em 27 de outubro de 1987, integrando a Assembléia Nacional Constituinte. Advogado licenciado do Banco do Brasil, votou a favor do mandado de segurança coletivo, da proteção ao trabalho contra a demissão sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da limitação dos encargos da dívida externa e da anistia aos micro e pequenos empresários. Pronunciou-se contrariamente à pena de morte, ao aborto, à limitação do direito de propriedade privada, à remuneração 50% superior para o trabalho extra, à jornada semanal de 40 horas, à estatização do sistema financeiro, à criação de um fundo de apoio à reforma agrária, à legalização do jogo do bicho e à desapropriação da propriedade produtiva.

 Com a promulgação da Constituição no dia 5 de outubro de 1988, retomou os trabalhos ordinários na Câmara dos Deputados, vindo a deixar esta casa em janeiro do ano seguinte por ocasião do retorno do titular da vaga, Borges da Silveira.

Em outubro de 1990, elegeu-se deputado estadual na legenda do PMDB. Com a ascensão de Roberto Requião (PMDB) à chefia do Executivo paranaense em 1991, Osvaldo Trevisan não chegou a tomar posse na Assembléia Legislativa do Paraná, posto que fora nomeado por Requião em fevereiro deste ano diretor do Banco do Estado do Paraná (Banestado). Deixando este cargo em fevereiro de 1992, assumiu neste mesmo mês sua vaga na Assembléia paranaense.

 Em 1994, na gestão de Mário Pereira (PMDB), que ascendera à chefia do Executivo paranaense por ocasião da desincompatibilização de Requião, a fim de concorrer a uma vaga no Senado, Trevisan ocupou o cargo de secretário-ouvidor. Deixou o Legislativo paranaense e a referida secretaria em janeiro de 1995, sem ter tentado a reeleição em outubro do ano anterior

 Encerrando neste momento sua vida política, voltou a exercer a advocacia e tornou-se sócio da Rádio FM 104 na mesma cidade. A partir de 2003 passou a lecionar direito constitucional no curso de Direito da Faculdade Cristo Rei (FACCREI) em Cornélio Procópio (PR). Em 2004, concluiu o mestrado em Administração pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio. No ano de 2007, recebeu o título de Cidadão Honorário do estado do Paraná concedido pela Assembléia Legislativa do estado. Nesse mesmo ano, foi eleito diretor jurídico da Sociedade Rural da região de Cornélio Procópio para a gestão 2007/2009. Em dezembro de 2009, participou de comícios na região de Cornélio Procópio apoiando a pré-candidatura de Beto Richa, do PSDB, para o governo do estado do Paraná no pleito de outubro de 2010.

 Casou-se com Lia Marisa de Lacerda Trevisan, com quem teve três filhos. Um deles, Eduardo Trevisan, foi prefeito de Cornélio Procópio entre 1989 e 1992, e deputado estadual no Paraná entre 1995 e 1999, sempre na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Globo (26/4/84, 16/1/85); INF. BIOG; http://www.ruralcop.com.br/diretoria.htm  (acesso em: 18/09/09); Plataforma Latttes/CNPq  (Acesso em: 20/09/09); http://www.faccrei.edu.br/ (acesso em: 20/09/09).

 

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