Wadico Waldir Bucchi

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Nome: BUCCHI, Wadico
Nome Completo: Wadico Waldir Bucchi

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BUCCHI, WADICO

BUCCHI, Wadico

*pres. Bco. Central 1989-1990.

 

Wadico Waldir Bucchi nasceu no dia 4 de agosto de 1951 na cidade de São Paulo, filho do comerciante Romolo Bucchi e de Ada Bucchi.

Iniciou o curso primário no Grupo Escolar Barão Homem de Melo, em São Paulo, finalizando-o em 1963. Matriculou-se em seguida no Colégio Estadual Augusto Meireles Reis Filho, também na cidade de São Paulo, no qual concluiu quatro anos depois o 1º grau e, em 1970, o 2º grau na área de ciências físicas e biológicas.

Em novembro deste ano, tornou-se auxiliar II da Divisão de Estudos Econômicos do Banco de Crédito Nacional S.A., cargo no qual permaneceu até agosto de 1972. Dois meses depois, ingressou no Investbanco Banco de Investimentos S.A., atuando como chefe da Divisão de Análise Financeira até setembro de 1974. Neste mesmo mês, passou a trabalhar como gerente do Departamento Financeiro da Comind Companhia de Seguros, de cuja função se desincompatibilizaria em junho de 1978.

Entre agosto e novembro de 1975, freqüentou o curso de aperfeiçoamento em administração financeira da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) — instituição na qual lecionaria entre 1980 e 1981. Admitido na Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Administrativas da Universidade Mackenzie, obteve o grau de bacharel em ciências contábeis em dezembro de 1978. Em dezembro de 1981, a mesma instituição lhe concederia o bacharelado em administração.

Investido, em agosto de 1978, no cargo de coordenador da Assessoria Técnica da Superintendência do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, deixou-o, em junho de 1982, viajando logo em seguida para a Califórnia, Estados Unidos, onde freqüentou, até dezembro, curso de cultura americana e língua inglesa oferecido pela California State University.

Ainda na Califórnia, obteve, em junho de 1984, o título de master of business administration após apresentar a dissertação Economies of scale in financial institutions: a study on the Brazilian insurance industry à Graduate School Management da University of California (Riverside) — em dezembro de 1985 a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Universidade de São Paulo (FEA-USP) analisou o trabalho, reconhecendo-lhe a equivalência ao título de mestre da instituição.

Ainda em dezembro de 1985, foi alçado ao cargo de diretor executivo do Banco do Estado de São Paulo S.A. (Banespa), por cuja função respondeu até março de 1987. Neste ano, foi admitido no corpo docente da FEA-USP. Em maio de 1987, Bucchi tornou-se diretor da área bancária do Banco Central (BC).

Em junho de 1989, o presidente José Sarney (1985-1990) nomeou-o presidente do BC, em substituição a Elmo Camões. Mantendo o posto de diretor do órgão, Bucchi foi o primeiro presidente do BC a ser submetido à sabatina pública da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Em setembro do mesmo ano, passou a acumular os cargos de governador suplente do Banco Mundial (BIRD), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em fevereiro de 1990, Bucchi reuniu-se, em Israel, com autoridades monetárias de diversos países que haviam implementado planos de estabilização na década de 1980. O objetivo era discutir suas experiências e as conclusões gerais do debate indicaram que bons resultados demoram de quatro a cinco anos, os planos heterodoxos ou ortodoxos esbarram na falta de apoio político e, por fim, em todas as experiências bem-sucedidas, os governos, de direita ou de esquerda, foram atingidos por uma recessão. Após retornar ao Brasil, Bucchi deu andamento a um estudo, destinado a preparar a transição de governo, que avaliava o impacto da queda abrupta da inflação sobre o sistema bancário. No mês seguinte, ao final da gestão do presidente Sarney, Bucchi deixou os cargos no BC, tendo sido sucedido na presidência por Ibrahim Eris, primeiro presidente da instituição durante o governo de Fernando Collor de Melo (1990-1992). Também em março, entregou os postos no BIRD, BID e FMI.

Após deixar o BC, retornou ao Banespa, ainda em março, cabendo-lhe presidir o conselho de administração e da diretoria executiva da instituição. Um mês depois, tornou-se membro do conselho diretor da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban). Permaneceu à frente dos cargos no Banespa e na Febraban até março de 1991. Ainda em 1991, defendeu junto à FEA-USP a tese de doutorado Contribuição ao desenvolvimento de mecanismos de garantia de depósitos em instituições financeiras.

Sócio majoritário da Previplan Consultoria & Planejamento, Bucchi tornou-se membro do Institute of Management Accountants, do Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros e da Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro e integrou, de 1994 a 1996, o conselho editorial da Fundação Pedroso Horta. Em março de 2000, continuava lecionando na FEA-USP. De 1998 à 2003 recebeu consecutivamente, pela FEA-USP, o Prêmio de Desempenho Didático como melhor docente de administração. A longa trajetória nos meios acadêmicos levou-o a orientar trabalhos de alunos dos cursos de graduação e pós-graduação, tomar parte de bancas de monografias de conclusão de curso, comissões de exames de qualificação ao mestrado e doutorado e comissões julgadoras de dissertações de mestrado e teses de doutorado. A atividade intelectual proporcionou-lhe ainda a participação em numerosos congressos, seminários e painéis. Além de artigos em jornais e revistas do Brasil e do exterior e de capítulos em livros, teve publicada a obra Garantia de depósitos em instituições financeiras (1994).

Em 2006, foi eleito representante das ações do Sistema Petrobras do estado de Santa Catarina.

Casou-se com Maria Amélia Correia Bucchi, com quem teve três filhos.

 

Ednílson Cruz/Rogério de Barros

 

FONTES: CURRIC. BIOG; Revista Brasil Energia (1/6/06) ; Veja (1/11/89).

 

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