VALDENOR GUEDES SOARES

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Nome: GUEDES, Valdenor
Nome Completo: VALDENOR GUEDES SOARES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GUEDES, VALDENOR

GUEDES, Valdenor

*dep. fed. AP 1991-1999.

Valdenor Guedes Soares nasceu em Macapá no dia 31 de janeiro de 1954, filho de Pitágoras da Mota Soares e de Nelga Guedes Soares.

Em 1977, iniciou o curso de química industrial da Universidade Federal do Amapá/Núcleo de Educação em Macapá (Ufap/NEM), que seria concluído em 1981. Em 1979, realizou um curso de fabricação e controle dos medicamentos no Laboratório Químico do Exército, na cidade do Rio de Janeiro.

No pleito de novembro de 1986 candidatou-se a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Amapá, na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), mas não obteve sucesso. Ainda neste ano, desligou-se do PFL e ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT).

No pleito de outubro de 1988 concorreu a uma vaga na Câmara de Vereadores de Macapá, não sendo bem-sucedido. Ainda neste ano, tornou-se diretor-técnico da Companhia de Águas e Esgotos do Amapá (Caesa) e desfiliou-se do PDT para retornar em seguida ao PFL. Em 1990, tornou-se coordenador estadual do meio ambiente da Secretaria Especial de Meio Ambiente do Amapá (SEMA-AP) e deixou novamente o PFL, filiando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

No pleito de outubro de 1990, foi eleito deputado federal pelo Amapá, na legenda do PTB. Ao assumir o mandato em fevereiro do ano seguinte, saiu do PTB e ingressou no Partido Trabalhista Renovador (PTR), participando dos trabalhos legislativos como membro titular das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e de Defesa Nacional, e como suplente da Comissão de Minas e Energia.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

No ano seguinte, Valdenor Guedes deixou o PTR e filiou-se ao Partido Progressista (PP), exercendo o restante do mandato nesta agremiação. Nesse período, foi vice-líder da bancada do PP na Câmara, membro titular das comissões de Defesa Nacional, de Constituição e Justiça e de Redação, e suplente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do sistema penitenciário brasileiro, da CPI sobre exploração e prostituição infanto-juvenil e da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Em maio de 1993, foi agredido pela primeira-dama do Amapá, Maria Barcelos, por ter denunciado o desvio de verbas públicas na Fundação Mariinha Barcelos, entidade de amparo a carentes.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas, e votou contra o fim do voto obrigatório.

No pleito de outubro de 1994, foi reeleito na legenda do PP, obtendo a maioria dos votos provenientes de suas bases eleitorais na capital do estado e no município de Santana. Assumiu novo mandato em fevereiro seguinte e com a criação do Partido Progressista Brasileiro (PPB) em agosto de 1995, resultado da fusão do PP com o Partido Progressista Renovador (PPR), ingressou na nova legenda. Participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Constituição e Justiça.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, votou a favor da quebra do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado, da quebra do monopólio das embarcações nacionais na navegação de cabotagem, da mudança no conceito de empresa nacional, da quebra do monopólio estatal das telecomunicações e da quebra do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo.

Em 1996 fez parte, como membro titular, das comissões de Defesa Nacional e de Defesa do Consumidor, e foi vice-líder do bloco parlamentar formado pelo PPB e pelo Partido Liberal (PL). Em dezembro deste ano, foi citado numa lista de membros da comissão executiva nacional do PPB que deviam dinheiro ao Banco do Brasil. Contudo, nem todos os citados eram devedores e ao lado do nome de Guedes aparecia uma ressalva com a mensagem de que não possuía negócio com o referido banco. Segundo lideranças do PPB, esta lista teria sido elaborada por membros do governo federal com o intuito de “chantagear os deputados contrários à emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos”.

Na votação em plenário da emenda da reeleição, faltou à votação em primeiro turno, realizada em 26 de janeiro de 1997. No segundo turno acabou votando a favor da emenda, sendo um dos 47 parlamentares que mudaram sua posição em relação ao primeiro turno. Em novembro seguinte pronunciou-se contrário à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Durante 1997, foi membro titular das comissões de Trabalho e Administração e da Amazônia e Desenvolvimento Regional.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se à reeleição, na legenda do PPB, não sendo bem-sucedido. Em novembro deste ano votou a favor do teto de mil e duzentos reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

No pleito de 2002, concorreu novamente a uma vaga na Câmara dos Deputados na legenda do PPB, mas obteve apenas uma suplência. Valdenor Guedes fez outra tentativa nesse sentido, nas eleições de 2006, desta vez na legenda do Partido Social Cristão (PSC). Mais uma vez obteve uma suplência.

Em 2008, foi candidato a vereador por Macapá, na legenda do PSC, mas não obteve êxito.

Exerceu também a atividade de pastor evangélico da Igreja Assembléia de Deus.

Casou-se com Roseni das Graças Silva Soares, com quem teve dois filhos.

Marcelo Costa

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (Especial 6/11/98); Jornal do Brasil (11/12/96); Globo (30/9/92, 29/1 e 26/2/97, 10/10/98); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95 e 14/1/96), Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94 e 29/9/98); Perfil parlamentar/IstoÉ; TRIB. SUP. ELEIT. Resultado das eleições. (Disponível em: http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes; acessado em: 21/10/2009); Veja (19/5/93).

 

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