Vanderlei Assis de Sousa

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Nome: ASSIS, Vanderlei
Nome Completo: Vanderlei Assis de Sousa

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ASSIS, Vanderlei


*dep. fed. SP 2003-2007


 

Vanderlei Assis de Sousa nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 29 de outubro de 1945, filho de Raimundo Filard de Sousa e de Verialda Assis de Sousa.

Formou-se em física e matemática pela atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1969. Nesse ano publicou o livro Movimentos harmônicos e ondas sonoras. Foi professor e diretor do Pré-Médico Gradiente de 1968 a 1974, e do Pré-Médico Eletron de 1969 a 1975, e ainda professor da rede estadual de 1970 a 1974 e da rede municipal de 1975 a 1988.

Em 1979 formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Médico e diretor Clínica Semoes Ltda de 1980 a 1985, fez especialização em homeopatia na Federação Brasileira de Homeopatia de 1981-1983 foi e professor da instituição de 1984 a 1985. Fez também especialização em eletrocardiografia, no Curso do Professor Enéias Carneiro, em 1985, e em cardiologia, na Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), de 1987 a 1988. Em 1992, também pela UFRJ, formou-se em belas artes (pintura).

Médico da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (1989-2002), foi também assessor de direção (1989-1995), coordenador (1995-2002) e diretor de divisão médica a partir de 2002. Paralelamente foi diretor da CMA Ltda, a partir de 1997, e professor do Centro Universitário Moacyr Bastos, de 1998 a 2001.

Filiado ao Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), em 2002 elegeu-se deputado federal por São Paulo com apenas 275 votos. Graças a uma estratégia que incluiu a transferência de seu título de eleitor do Rio de Janeiro para São Paulo, foi diplomado com base nos mais de 1,5 milhão de eleitores do presidente do Prona, Enéias Carneiro. Com a argumentação de que fixara residência em São Paulo na casa de amigos, o que caracterizaria “'inscrição eleitoral fraudulenta”, o promotor Arnaldo Hossepian tentou cassar seu título de eleitor após o pleito, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou o recurso do parlamentar, que alegou falta de tempo para apresentar provas.

Empossado em fevereiro de 2003, ainda nesse ano deixou o Prona e filiou-se ao Partido Progressista (PP). Em 2005 voltou a transferir seu título eleitoral, agora para o Rio de Janeiro. Nesse mandato integrou as Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Direitos Humanos; Amazônia e Desenvolvimento Regional;  Educação e Cultura; Finanças e Tributação e Seguridade Social e Família.  A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou o chamado “escândalo dos sanguessugas”, citou seu nome como um dos deputados que apresentaram emendas para que, com recursos do orçamento da União, ambulâncias fossem compradas a preços superfaturados por prefeitos de diversos municípios brasileiros. O deputado negou as acusações e informou que o dinheiro que havia recebido da família Vedoin – dona da empresa que se beneficiou com as falsas licitações – resultara da venda de alguns quadros que ele, como artista plástico, havia pintado e exposto na Câmara dos Deputados. Em agosto de 2006, o relatório parcial da CPI o acusou de envolvimento com o esquema. Passou, então, a ser investigado pelo Ministério Público Federal. Deixou a Câmara ao concluir o mandato, em janeiro de 2007.

Em 2010 foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral por inscrição fraudulenta. No ano seguinte, foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso por envolvimento com a “Máfia dos Sanguessugas”. De acordo com a denúncia, teria feito parte do grupo que atuou recebendo por emendas parlamentares direcionadas à área de saúde, através do superfaturamento em compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares.

Afastado da atividade política, retomou o exercício da medicina.

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <www.camara.gov.br>. Acesso em 17/10/2009 e 27/08/2013; Portal do Congresso em Foco. Disponível em <congressoemfoco.ig.com.br/>. Acesso em 12/10/2009; Portal Direito2. Disponível em <www.direito2.com.br>. Acesso em 12/10/2009; Portal do Jornal do Brasil. Disponível em: <jbonline.terra.com.br>. Acesso em 12/10/2009; Portal do jornal Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br>. Acesso em 27/08/2013; Portal da Procuradoria da República em Mato Grosso. Disponível em <http://www.prmt.mpf.mp.br>. Acesso em 27/08/2013.

 

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