VANDERLINDE, IVO

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Nome: VANDERLINDE, Ivo
Nome Completo: VANDERLINDE, IVO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VANDERLINDE, IVO

VANDERLINDE, Ivo

*dep. fed. SC 1983-1989 e 1990-1991; const. 1987-1988.

 

Ivo Vanderlinde nasceu em Braço do Norte (SC) no dia 19 de dezembro de 1942, filho de Martinho Vanderlinde e de Laura Pereira Vanderlinde.

Líder ruralista, entre 1971 e 1977 presidiu diversas cooperativas, como a Agropecuária de Rio do Oeste, a Regional Agropecuária Alto Vale do Itajaí, a Central Agrícola Vale e a Eletrificação Rural do Vale do Itajaí. Paralelamente, foi vice-presidente (1971-1973) e presidente (1973-1979) da Organização das Cooperativas de Santa Catarina, e presidente, nesse último período, do Instituto Técnico das Cooperativas de Santa Catarina. Na condição de dirigente cooperativista, viajou aos Estados Unidos para estudar a produção e o mercado de soja, em 1975, e para participar do Programa Interamericano de Atualização Agrícola, em 1981.

Ancorado no movimento das cooperativas agrícolas catarinenses, em novembro de 1982 foi eleito deputado federal por seu estado na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Assumindo o mandato em fevereiro de 1983, tornou-se membro da Comissão de Agricultura e Política Rural, que presidiu no biênio 1984-1985, e foi suplente da Comissão de Trabalho e Legislação Social da Câmara dos Deputados. Durante os trabalhos parlamentares, foi favorável à emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para presidente da República em novembro de 1984. Como, na sessão de 25 de abril de 1984, o projeto não obteve o número de votos necessários para ser enviado à apreciação do Senado, manteve-se o processo de eleição indireta para a sucessão do general João Figueiredo (1979-1985). Apoiou então, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, a chapa da Aliança Democrática, coligação oposicionista que reuniu o PMDB e a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. A oposição venceu a eleição, mas o presidente eleito Tancredo Neves, por motivo de doença, não chegou a tomar posse, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. O vice, José Sarney, que desde 15 de março vinha ocupando interinamente a presidência, foi então efetivado no cargo.

Nas eleições de novembro de 1986 para a Assembléia Nacional Constituinte, elegeu-se deputado por Santa Catarina, sempre na legenda do PMDB. Com a abertura dos trabalhos constituintes em fevereiro de 1987, tornou-se segundo vice-presidente da Subcomissão de Tributos, Participação e Distribuição das Receitas, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, e suplente da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica. Nas principais votações, foi favorável ao rompimento de relações diplomáticas com países adeptos de uma política de discriminação racial, ao mandado de segurança coletivo, ao aborto, à unicidade sindical, à soberania popular, à remuneração 50% superior para o trabalho extra, ao turno ininterrupto de seis horas, ao aviso prévio proporcional, ao voto aos 16 anos, à nacionalização do subsolo, ao limite de 12% ao ano para os juros reais, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, à limitação dos encargos da dívida externa, à unicidade sindical e à proibição do comércio de sangue. Votou contra a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação da propriedade produtiva, a limitação do direito de propriedade privada, a estabilidade no emprego, a estatização do sistema financeiro, a jornada semanal de 40 horas, o presidencialismo e a anistia aos micro e pequenos empresários.

Com a promulgação da nova Constituição em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara até abril de 1989, quando se licenciou para assumir a Secretaria de Agricultura de Santa Catarina, sendo substituído pelo suplente Neuto de Conto. Permaneceu como titular da secretaria até janeiro de 1990 e reassumiu o mandato parlamentar. Nas eleições de outubro do mesmo ano, foi candidato a vice-governador de Santa Catarina na chapa encabeçada por Paulo Afonso Vieira, do PMDB, que foi derrotado por Vilson Kleinübing, do Partido da Frente Liberal (PFL). De volta à Câmara dos Deputados, concluiu seu mandato em janeiro de 1991, ao final da legislatura. Em março seguinte tornou-se representante do Banco do Estado de São Paulo em Santa Catarina. Em julho de 1992 deixou o cargo para se candidatar a prefeito de Rio do Sul no pleito de outubro, mas foi derrotado.

Dedicou-se aos negócios particulares até janeiro de 1995, quando, a convite do recém-empossado governador de Santa Catarina, Paulo Afonso Vieira (1995-1999), assumiu a vice-presidência do Banco de Desenvolvimento do estado. Foi seu presidente de julho de 1996 a março de 1997, ocasião em que se tornou diretor administrativo e financeiro do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc). Tornou-se presidente interino do órgão até a posse de José Henrique Damiani, em janeiro de 1998.

Em 2003 foi nomeado presidente da Central de Abastecimento de Santa Catarina (Ceasa) pelo governador Luís Henrique da Silveira (2003-2006 e 2007-). Em 2007, deixou a direção da Ceasa e assumiu o cargo de ouvidor-geral do Estado de Santa Catarina, novamente convidado pelo governador Luís Henrique da Silveira.

Casou-se com Irmelinda Ricken Vanderlinde, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova; Oi São José (online) mar. 2003.  Disponível em : <http://www.oisaojose. com.br/siteantigo/mar03/cidademar03.htm>. Acesso em : 02 set. 2009; Portal do TSE. Resultado eleição 2004. Disponível em : <http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2004/ result_blank. htm>. Acesso em : 02 set. 2009.

 

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