VASCO FERNANDES FURLAN

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Nome: FURLAN, Vasco
Nome Completo: VASCO FERNANDES FURLAN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FURLAN, VASCO

FURLAN, Vasco

*dep. fed. SC 1991-1995; sen. SC 2002.

 

Vasco Fernandes Furlan nasceu em Tupanciretã (RS) no dia 6 de janeiro de 1940, filho de Gotardo Furlan e de Jacomina Zatta Furlan.

Fez o curso de direito na Universidade Mackenzie, em São Paulo, entre 1959 e 1964. Radicado no oeste de Santa Catarina, ingressou na carreira política como vereador em Concórdia, nas legislaturas de 1973-1977 e de 1977-1979, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Foi líder do governo, líder da bancada arenista na Câmara Municipal (1973-1977) e segundo-secretário da mesa (1977-1979).

Em novembro de 1978, elegeu-se deputado estadual. Encerrou seu mandato de vereador em janeiro do ano seguinte e em fevereiro assumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Após a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à linha de ação da antiga Arena.

Em 1980, iniciou o curso de mestrado em direito público na Universidade Federal de Santa Catarina, que concluiu em 1985 com a apresentação da dissertação Estado de emergência econômica.

Reeleito deputado estadual em novembro de 1982, iniciou seu segundo mandato consecutivo em fevereiro de 1983. Foi, então, vice-líder do governo (1979-1981), vice-presidente da mesa (1982-1984) e presidente da Comissão de Finanças (1985-1987). Integrou também a Comissão de Direitos Humanos da seção catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil.

Não disputou a reeleição em novembro de 1986 e deixou a Assembleia catarinense em janeiro de 1987, ao fim da legislatura. Afastado temporariamente da política, voltou a concorrer a um cargo eletivo em outubro de 1990, dessa vez para a Câmara dos Deputados, na legenda do PDS. Iniciou seu mandato de deputado federal em fevereiro de 1991. Membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural em 1991, no mesmo ano foi suplente das comissões de Constituição e Justiça e de Redação e de Finanças e Tributação.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura de 1991-1995, Vasco Furlan faltou às votações da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e do fim do voto obrigatório. Votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE).

Filiou-se ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultante da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC), em abril de 1993. No pleito de outubro de 1994, candidatou-se à reeleição na legenda do PPR, mas conseguiu apenas uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1995, ao fim da legislatura.

No pleito de outubro de 1998, integrou, na condição de primeiro-suplente, a candidatura de Jorge Bornhausen ao Senado por Santa Catarina. Diretor do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), em fevereiro de 2002 exerceu o mandato de senador no lugar do titular que se licenciou por 120 dias. Contudo, Vasco Furlan permaneceu como senador por Santa Catarina somente por poucos dias, em função de um acordo firmado entre os partidos que davam sustentação ao governo de Esperidião Amin (PPB). Pelo acordo, o PPB ficava com o governo do estado, e o PFL, com uma vaga no Senado.

Em outubro de 2002, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina na legenda do PPB, mas não foi eleito. Ingressou então no Partido Progressista (PP), ex-PPB. Em 2004, desfiliou-se do PP, dedicando-se à advocacia.

Casou-se com Mirian de Magalhães Furlan, com quem teve três filhos.

Publicou Manual do vereador: conceitos, legislação, modelos práticos (2004).

 

FONTE: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995 e 1995-1999); Portal Direito (<www.direito2.com.br/asen/2002/fev/25/vasco-furlan-suplente-de-bornhausen-e-empossado>. Acesso em: 20 de set. de 09); Portal Folha de S. Paulo(<www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u29524.shtml>. Acesso em: 20 de set. de 09); Portal Folha de S. Paulo <http://eleicoes.folha.uol.com.br/2002/apuracao/sc7int6.jhtm acesso em 20/9/09>.

 

 

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