VIANA, WILDY

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Nome: VIANA, Wildy
Nome Completo: VIANA, WILDY

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

VIANA, Wildy

*dep. fed. AC 1979-1987.

 

Wildy Viana das Neves nasceu em Brasiléia (AC) no dia 26 de abril de 1929, filho de Virgílio Viana das Neves e de Sebastiana Lopes Viana.

Radiotelegrafista, ingressou na política em 1963, pouco depois de o Acre ter-se tornado um estado da Federação, filiando-se à União Democrática Nacional (UDN), em cuja legenda foi eleito vereador de Rio Branco. Com a extinção dos partidos políticos, conforme determinação do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), e a posterior instauração do bipartidarismo, optou pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que dava sustentação ao regime militar.

Em janeiro de 1966, eleito presidente da Câmara de Vereadores, assumiu a chefia do Executivo municipal logo após a cassação do prefeito Aníbal Miranda. Em julho, desincompatibilizou-se do cargo para concorrer a uma cadeira no Legislativo estadual. Eleito no pleito de novembro de 1966, renunciou à sua cadeira de vereador em janeiro de 1967 para assumir seu mandato na Assembléia Legislativa em fevereiro seguinte. Permaneceria nessa casa por três legislaturas seguidas, até janeiro de 1979.

Em novembro de 1978 foi eleito deputado federal pelo Acre na legenda da Arena. Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, tornou-se titular da Comissão de Serviço Público, da qual se tornaria vice-presidente em 1982. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização do quadro partidário, filiou-se no ano seguinte ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena no apoio ao governo. Ainda em 1980, atuou como suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural.

No pleito de novembro de 1982 conseguiu reeleger-se deputado federal, iniciando novo mandato em fevereiro do ano seguinte, fazendo parte da Comissão de Agricultura e Política Rural e, como suplente, da Comissão de Serviço Público.

Na sessão que a Câmara dos deputados realizou em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que restabelecia eleições diretas para presidente da República já em novembro desse ano. Rejeitada a proposição — faltaram 22 votos para que fosse encaminhada à apreciação do Senado —, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985 Wildy votou no candidato oficial do regime, Paulo Maluf, derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), apoiado pelos dissidentes do PDS, abrigados na Frente Liberal. Doente, Tancredo não chegou a tomar posse, vindo a falecer no dia 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice, José Sarney, que já vinha exercendo as funções interinamente, desde 15 de março.

Não tendo concorrido à reeleição em novembro de 1986, deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, no fim de janeiro do ano seguinte, quando também se encerrou o seu mandato.

Desde então, afastou-se das atividades político-partidárias, mas passou a acompanhar de perto a trajetória de dois de seus quatro filhos com Sílvia Falcão Macedo das Neves, Jorge Viana e Sebastião Viana, conhecido como Tião Viana, ambos filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT). O primeiro foi prefeito de Rio Branco entre 1993 e 1996 e governador do Acre de 1999 a 2007; o segundo elegeu-se senador em 1998, reelegendo-se em 2006. Seu cunhado, Joaquim Falcão Macedo, foi deputado federal pelo Acre de 1967 a 1968 e de 1971 a 1975, tendo governado o estado de 1979 a 1983.

Em setembro de 2009, ano em que Wildy Viana completou 80 anos, foram comemoradas os 50 anos de seu casamento com Sílvia Falcão Macedo das Neves. 

               

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983 e 1983-1987); INF. BIOG.; Globo (26/4/84 e 16/1/85); A Tribuna (29/09/09).

 

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