VICENTE MANUEL LEITE ANDRE GOMES

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Nome: GOMES, Vicente André
Nome Completo: VICENTE MANUEL LEITE ANDRE GOMES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GOMES, VICENTE ANDRÉ

GOMES, Vicente André

*dep. fed. PE 1995-1999.

Vicente Manuel Leite André Gomes nasceu em Recife no dia 18 de janeiro de 1952, filho de Moacir André Gomes e de Geni Leite André Gomes. O pai foi vereador e deputado estadual.

Em 1970 filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, assumindo a presidência do seu diretório regional. Formado em medicina na Fundação do Ensino Superior de Pernambuco em 1978, no ano seguinte fez o curso de pós-graduação em cardiologia, na Universidade Federal de Pernambuco, ao mesmo tempo em que chefiava o serviço de cardiologia da Santa Casa de Misericórdia de Recife, cargo no qual se manteria até 1980.

Em novembro de 1979, com o fim do bipartidarismo e a conseqüente reformulação partidária, aderiu ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. Neste mesmo ano coordenou o Centro Médico de Diagnóstico do Recife. Chefe da unidade de terapia intensiva do Hospital dos Servidores do Estado, em 1981, tornou-se presidente do diretório regional do PMDB.

No pleito de outubro de 1982 candidatou-se a uma cadeira na Câmara de Vereadores de Recife pela legenda do PMDB. Eleito, participou dos trabalhos legislativos como presidente (1983-1984), vice-presidente (1985-1987) e titular (1987-1988) da Comissão de Higiene, Saúde e Bem-Estar Social, e presidente da Comissão em Defesa e Promoção da Cultura Afro-Brasileira.

Reelegeu-se em novembro de 1988, ainda na legenda do PMDB. Líder da bancada, foi titular da Comissão de Finanças e Orçamento.

Em 1990 filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Integrando a sua executiva regional foi eleito terceiro vice-presidente e, logo depois, primeiro vice-presidente da Câmara.

Tendo conquistado o seu terceiro mandato de vereador em outubro de 1992, nas eleições de outubro de 1994 candidatou-se a uma cadeira de deputado federal na legenda do PDT. Eleito, renunciou ao seu mandato no Legislativo Municipal em janeiro de 1995 e tomou posse na Câmara dos Deputados em fevereiro seguinte. Titular da Comissão de Seguridade Social e Família e vice-presidente da comissão parlamentar de inquérito que investigou a atuação das casas de bingos, foi acusado de tentativa de extorsão por James Wessel, proprietário de um desses estabelecimentos. Ainda em 1995 respondeu a processo por crime eleitoral, perante o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, por abuso de poder econômico e suborno de fiscais da mesa apuradora.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, votou pela mudança no conceito de empresa nacional — apenas no primeiro turno, pois faltou ao segundo — e contra a quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem.

Em fevereiro de 1996 teve o seu sigilo telefônico quebrado por ordem do Supremo Tribunal Federal em decorrência das acusações de extorsão durante os trabalhos da CPI dos bingos. Em junho foi acusado, pela CPI da Assembléia Legislativa de Pernambuco que tratou da esterilização feminina, de utilizar a laqueadura como “moeda eleitoral”.

Votou a favor, em julho de 1996, da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde, Titular da Comissão de Viação e Transportes, exerceu a vice-liderança da bancada até o ano seguinte.

Em janeiro/fevereiro de 1997 apoiou a emenda constitucional que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos. Pouco depois, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), tornando-se vice-líder na Câmara.

Ainda em 1997 licenciou-se do mandato para tratamento de saúde. Em 1998, titular da Comissão de Seguridade Social e Família, votou contra o teto de 1.200 reais, para as aposentadorias no setor público, e os critérios de idade mínima e tempo de contribuição, para os trabalhadores no setor privado.

Tentou reeleger-se no pleito de outubro de 1998, sem alcançar sucesso. Deixou a Câmara ao término do seu mandato e da legislatura, no fim de janeiro de 1999.

No ano de 2000, candidatou-se à prefeitura da Recife pela coligação que reuniu o PSB ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido da Mobilização Nacional (PMN), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o Partido dos Aposentados da Nação (PAN) e o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB). Não obteve sucesso nessas eleições, obtendo somente o quarto lugar, com 3,37% dos votos. As eleições foram vencidas no segundo turno pelo candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), João Paulo Lima e Silva, com 50,38% dos votos.

No pleito de 2004, Vicente André Gomes elegeu-se vereador por Recife, na legenda do PSB, com 7,96% dos votos e foi reeleito no ano de 2008.

Casou-se com Josefa Cleide de Oliveira André Gomes, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: Blog Vicente André Gomes. Disponível em : <http://www.vicenteandre gomes.blogspot.com>. Acesso em : 26 set. 2009; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); DIAP. Quem; Estado de S. Paulo (30/11 e 7/12/95); Folha de S. Paulo (29/11/95, 24/2/96); Folha de S.Paulo (online) 13,14 ago., 26 set. e 06 out. 2000. Disponível em : <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em : 26 set. 2009; Globo (24/2/96, 29/1/97 e 10/10/98); Jornal do Brasil (15/9/95, 24/2, 4/5 e 16/6/96); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96 e 30/1/97); Olho no voto/Folha de S. Paulo (29/9/98); Portal do TSE. Disponível em : <http://www.tse.gov.br>. Acesso em : 26 set. 2009; TRIB. REG. ELEIT. PE. Dados (1998).

 

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