VIDAL, PAULO PADILHA

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Nome: VIDAL, Paulo Padilha
Nome Completo: VIDAL, PAULO PADILHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIDAL, PAULO PADILHA

VIDAL, Paulo Padilha

*diplomata; emb. Bras. OEA 1974-1978.

 

Paulo Padilha Vidal nasceu em Bebedouro (SP) no dia 24 de fevereiro de 1925. Seu pai foi contínuo da biblioteca do Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

Em janeiro de 1948 concluiu o curso de preparação à carreira diplomática do Instituto Rio Branco, no Rio de Janeiro, como cônsul de terceira classe. No mesmo ano foi nomeado secretário do chefe da Divisão de Pessoal do Ministério das Relações Exteriores. Em 1949 concluiu o curso de aperfeiçoamento de diplomatas do Instituto Rio Branco.

Em maio de 1950 realizou sua primeira missão no exterior, como secretário da delegação brasileira à IV Assembléia Geral da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), realizada em Montreal, no Canadá. Em janeiro de 1951 foi promovido a terceiro-secretário e designado para servir junto à embaixada do Brasil em Washington. Em março seguinte, secretariou nessa cidade a delegação brasileira à IV Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas. Em maio de 1952 assessorou a delegação brasileira à VI Sessão da Assembléia Geral da OACI e, em janeiro de 1953, secretariou a delegação brasileira às VIII e XI sessões do Conselho Internacional do Trigo, realizadas em Washington.

Promovido a segundo-secretário em março de 1953, em junho deixou a embaixada em Washington para servir em La Paz, na Bolívia. Em agosto seguinte integrou a delegação brasileira que subscreveu as notas reversais sobre o Tratado de Saída e Aproveitamento do Petróleo Boliviano firmado em 1938, conhecidas como Acordo de Roboré. Ainda nesse mês tornou-se encarregado de negócios em La Paz, cargo que ocupou até maio do ano seguinte.

Deixou a embaixada na Bolívia em junho de 1955, quando foi removido para a Secretaria do Ministério das Relações Exteriores. Em julho seguinte foi nomeado auxiliar do chefe do Departamento de Administração e, em julho de 1956, chefe substituto da Divisão de Comunicações e chefe da Seção de Organização do Departamento de Administração. Em setembro integrou a Comissão de Reestruturação do ministério e em outubro participou da comissão encarregada de elaborar a tabela de representação dos funcionários em exercício no exterior, função que voltaria a exercer em 1958 e 1959. Em dezembro de 1956 tornou-se auxiliar do secretário-geral do Itamarati.

Em março de 1957 foi assessor da Comissão Nacional para a Aplicação do Tratado de Amizade e Consulta entre o Brasil e Portugal e, em outubro do mesmo ano, foi designado membro da comissão incumbida de promover o estudo e elaborar o plano de transferência da sede da Secretaria de Estado para Brasília, futuro Distrito Federal. Promovido a primeiro-secretário em setembro de 1958, integrou em dezembro seguinte o grupo de trabalho encarregado de estudar e preparar um anteprojeto de reforma da organização e dos quadros de pessoal do Itamarati.

Em janeiro de 1959 foi removido para Genebra, na Suíça, onde serviu como primeiro-secretário da representação brasileira e participou de inúmeras comissões e conferências de organismos internacionais como o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização Mundial de Saúde (OMS), o comitê executivo do programa do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o Conselho Econômico e Social (Esococ) e o Comitê Intergovernamental para as Migrações Européias (CIME).

Encarregado de negócios do Brasil em Genebra de abril de 1960 a novembro de 1961, permaneceu nessa cidade até julho de 1962, quando foi designado encarregado de negócios da delegação permanente junto à Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), instituída pelo Tratado de Montevidéu em 1960. Foi subchefe da delegação brasileira à Reunião de Política Comercial dos Países-Membros da ALALC, realizada em Bogotá, Colômbia, em abril de 1963, e cinco meses depois foi promovido a conselheiro. Em outubro de 1963 coordenou a delegação brasileira ao terceiro período de sessões da Conferência das Partes Contratantes do Tratado de Montevidéu, realizada na capital uruguaia, e em maio de 1964 representou o Brasil no segundo período de sessões extraordinárias da mesma conferência. De outubro a dezembro desse ano foi o representante brasileiro à IV Conferência da ALALC, realizada em Bogotá, na Colômbia.

Deixou o posto de conselheiro da delegação permanente na ALALC em julho de 1965, quando foi removido para a Secretaria do Itamarati. No mês seguinte tornou-se chefe da Divisão de Conferências, Organismos e Assuntos Gerais do ministério. Ainda nesse ano foi delegado do Brasil à XIII Sessão da Conferência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizada em Roma. Em 1966 foi promovido a ministro de segunda classe e em 1967 foi nomeado ministro-conselheiro da embaixada do Brasil em Roma, tornando-se concomitantemente delegado do Brasil no conselho da FAO e encarregado de negócios em Roma.

Em 1968 representou o Brasil na Conferência Internacional sobre os Direitos do Homem, realizada em Teerã, no Irã. Em 1969 foi nomeado ministro-conselheiro junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em caráter provisório. Deixou a embaixada do Brasil em Roma em 1970, passando a secretário-geral adjunto para assuntos da Europa oriental e Ásia, atividade que exerceria até 1972. Em 1971 chefiou a delegação do Brasil à III Reunião da Comissão Econômica Mista Brasil-Japão, realizada em Brasília, e foi delegado brasileiro à Conferência de Ministros da Educação e de Ministros Responsáveis pela Aplicação da Ciência e da Tecnologia ao Desenvolvimento da América Latina, realizada em Caracas, na Venezuela. Em 1972 foi observador do Brasil na IV Conferência dos Países Não-Alinhados em nível ministerial, em Georgetown, nos Estados Unidos, e chefe da seção brasileira nas reuniões da Comissão Mista com os países da Europa oriental. Em 1973 foi promovido a ministro de primeira classe, nomeado chefe do Departamento de Organismos Regionais Americanos, membro da Comissão Especial de Reestruturação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e chefe da delegação brasileira à III Reunião do Conselho Executivo Permanente (CEP), realizada em Lima, no Peru. Delegado do Brasil à Reunião de Chanceleres do Continente, em Washington, em 1974, ainda nesse ano representou o Brasil no quarto período ordinário de sessões da Assembléia Geral da OEA, realizada em Atlanta, nos Estados Unidos.

Também em 1974 deixou a chefia do Departamento de Organismos Regionais Americanos para assumir o cargo de embaixador do Brasil junto à OEA. Nesse mesmo ano foi delegado do Brasil na Reunião de Ministros das Relações Exteriores convocada para atuar como órgão de consulta do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), instituído em 1947. Em 1975 chefiou a delegação do Brasil à Conferência Especial de Plenipotenciários para a reforma do TIAR, realizada em San José da Costa Rica. Em julho de 1977 formalizou a entrega do protocolo em que o Brasil ratificou as reformas do TIAR, ressaltando na ocasião a importância desse tratado para a paz no hemisfério como “elemento de grande utilidade para todas as nações”.

Faleceu em Washington no dia 8 de maio de 1978.

Era casado com Nair Correia de Melo Vidal, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: Jornal do Brasil (9/5/78); MIN. REL. EXT. Anuário (1960, 1961, 1973 e 1975).

 

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