VIDIGAL, ALCIDES DA COSTA

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Nome: VIDIGAL, Alcides da Costa
Nome Completo: VIDIGAL, ALCIDES DA COSTA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIDIGAL, ALCIDES DA COSTA

VIDIGAL, Alcides da Costa

*rev. 1932; dep. fed. SP 1954; pres. Bco. Bras. 1955.

 

Alcides da Costa Vidigal nasceu na cidade de São Paulo no dia 1º de agosto de 1895, filho de Afrodísio Vidigal e de Luísa Benvinda da Costa Vidigal. Seu irmão, Gastão Vidigal, foi deputado classista representando os empregadores do comércio de 1935 a 1937 e ministro da Fazenda em 1946.

Realizou os primeiros estudos no Grupo Escolar Prudente de Morais e no Ginásio São Bento, entre 1906 e 1911, diplomando-se em 1916 pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Durante sua vida universitária foi primeiro-secretário do Centro Acadêmico XI de Agosto e membro da primeira biblioteca circular da sua faculdade.

Foi inspetor federal do Ginásio de Campinas de 1916 a 1920, curador das vítimas de acidentes do trabalho entre 1920 e 1924 e procurador de banco de 1927 a 1931.

Participou da Revolução Constitucionalista de 1932, irrompida em São Paulo, tendo sido secretário da comissão executiva da Campanha do Ouro, organizada para financiar as ações dos rebeldes paulistas. Diretor do Banco de São Paulo de 1934 a 1937, em 1936 tornou-se consultor jurídico da Bolsa de Valores do estado e em 1941 foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal em São Paulo, cargo que exerceria até 1945. De 1943 a 1945 integrou também o conselho administrativo e em 1949 foi nomeado presidente da Caixa Econômica Federal de São Paulo.

Nas eleições de outubro e 1950 elegeu-se suplente de deputado federal por São Paulo na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Em 1953 passou a presidir o Instituto dos Advogados de São Paulo e a integrar o Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados. De junho a novembro de 1954 ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Em abril de 1955 foi nomeado presidente do Banco do Brasil, sucedendo a Clemente Mariani, que se exonerara do cargo no dia 5 de abril, por discordar dos termos do chamado Acordo Jânio Quadros-Café Filho. Segundo esse acordo, Jânio Quadros, então governador de São Paulo (1955-1958), deveria desistir de sua candidatura à presidência da República em favor da de Juarez Távora, apoiada pelo presidente Café Filho (1954-1955). Em troca, os paulistas teriam sua presença assegurada em dois ministérios e na presidência do Banco do Brasil. Alcides Vidigal deixou o cargo em outubro do mesmo ano.

Foi superintendente da Companhia Brasileira de Material Ferroviário e da sucursal de São Paulo da Companhia de Seguros Minas Brasil, diretor da sociedade Construtora de Imóveis, diretor-presidente da construtora de imóveis Casa Bancária, vice-presidente da Companhia Industrial São Paulo-Rio e presidente da Fábrica de Tecidos Labor, da Companhia Vidigal Prado Comissária Exportadora e da Vidigal Aranha Comissionária Exportadora.

Casou-se em primeiras núpcias com Tercília Camargo Vidigal, e em segundas núpcias com Maria da Costa Carvalho Vidigal. Teve 13 filhos.

Publicou Legislação social (1925) e Acidentes do trabalho (1935).

 

 

FONTES: CAFÉ FILHO, J. Sindicato; CÂM. DEP. Deputados; COUTINHO, A. Brasil; MELO, L. Dic.; MONTEIRO, F. Banco; MUSEU DO BANCO DO BRASIL; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

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