VIEIRA, EDUARDO EUGENIO GOUVEIA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: VIEIRA, Eduardo Eugênio Gouveia
Nome Completo: VIEIRA, EDUARDO EUGENIO GOUVEIA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIEIRA, EDUARDO EUGÊNIO GOUVEIA

VIEIRA, Eduardo Eugênio Gouveia

*pres. Firjan-CIRJ 1995-

 

Eduardo Eugênio Gouveia Vieira nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 3 de junho de 1947, filho de João Pedro Gouveia de Carvalho Vieira e de Cecília Almeida e Silva Gouveia Vieira. Seu pai foi senador pelo Estado do Rio em 1963, 1964, 1966 e 1967.

Sua escolaridade básica e o segundo grau foram feitos no Colégio Santo Inácio. Aluno do curso de engenharia mecânica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado da Guanabara, depois de formado tornou-se diretor-superintendente da Ipiranga Química, empresa do grupo Ipiranga, de propriedade de sua família.

Membro atuante das entidades de classe patronais fluminenses, presidiu a Associação Brasileira da Indústria Química de 1991 a 1993. Em outubro de 1995, tomou posse como presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e do Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ), tendo concorrido em chapa única e sucedendo ao empresário Artur João Donato, que ocupara o cargo por 15 anos. Na ocasião, tornou-se diretor regional do Serviço Social da Indústria (Sesi) e presidente do conselho regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Durante a campanha para a presidência, declarou ter como objetivos à frente da Firjan intensificar as atividades da instituição no interior do estado, tarefa já iniciada por seu antecessor, e aproximar-se do governo estadual e da bancada federal do Rio de Janeiro.

Em abril de 1996, enviou carta aos parlamentares solicitando a recomposição da emenda orçamentária elaborada pela Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados que alocava recursos para as obras do porto de Sepetiba, projeto de importância estratégica para a retomada do desenvolvimento do estado. Em junho, em almoço com o presidente Fernando Henrique Cardoso, defendeu como iniciativas prioritárias para atrair investimentos no estado a construção da Refinaria do Norte Fluminense, a conclusão da Usina de Angra II e a volta da mesa de câmbio do Banco Central para o Rio de Janeiro. Em setembro, a Firjan lançou o Programa Novos Pólos de Exportação (PNPE) do Rio de Janeiro, para estimular o aumento das exportações de confecções, de alimentos e de mármores e granitos e aumentar a participação do estado no conjunto das exportações do país. Nesse mesmo mês foi dos primeiros a defender, através de artigo publicado no jornal O Globo, a emenda constitucional que permitiria a reeleição do presidente Fernando Henrique, o que tornaria a fazer durante o ano seguinte em outros artigos de jornal.

Na campanha para o segundo turno das eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro em outubro de 1996, apoiou o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Sérgio Cabral Filho, derrotado por Luís Paulo Conde, candidato do Partido da Frente Liberal (PFL), apadrinhado político do prefeito César Maia. Ainda em outubro, comemorou o crescimento das vendas da indústria fluminense que, naquele ano, apresentava-se como um dos maiores do Brasil. Em dezembro, foi eleito por unanimidade para presidir o Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) no Rio de Janeiro, sucedendo Mozart Amaral. Em julho de 1997, a Firjan e o Sebrae lançaram uma campanha intitulada Reformas Já para pressionar o Congresso a votar mais rapidamente um conjunto de reformas proposto pelo presidente Fernando Henrique e que teve apoio de outros órgãos empresariais como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), então presidida por Carlos Eduardo Moreira Ferreira. Ainda em 1997, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira assumiu a vice-presidência da Associação Brasileira da Indústria Química e Derivados (Abiquim), cargo que exerceria até 1999. Nas eleições presidenciais de 1998, declarou seu apoio a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. 

No início de 1998, o sistema Firjan e o Sebrae-RJ contrataram a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para fazer o "Estudo das Potencialidades Econômicas e Competitividade das regiões do Estado do Rio de Janeiro". Na sua gestão, Vieira, que era contra o desconto compulsório na folha de pagamento da indústria para o Senai e Sesi, demitiu vários funcionários administrativos destas entidades visando a contratação de mais professores para os cursos de formação de mão-de-obra. No final desse ano, iniciou seu segundo mandato na Firjan. Ainda nesse ano, foi nomeado para o Conselho Administrativo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Defendeu a equipe econômica e o presidente Fernando Henrique Cardoso das críticas que vinha sofrendo por alguns grupos, como a Fiesp, que pleiteavam uma política mais voltada para a produção..

Foi nomeado, em 1999, membro do Conselho do Programa Comunidade Solidária, presidido pela primeira-dama Rute Cardoso e cujo objetivo era a promoção do desenvolvimento social através da interlocução entre governo e sociedade civil. Nesse mesmo ano, tornou-se presidente do conselho deliberativo da recém criada Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), , entidade não-governamental dos segmentos atuantes no setor de óleo e gás.

O estatuto da Firjan foi modificado em 2000, permitindo sua reeleição na presidência da entidade, pela terceira vez, o que aconteceu, no ano seguinte, numa eleição com chapa única.

Em 2001, Vieira propôs a proibição de congressistas na presidência da CNI, o que foi rechaçado como inconstitucional.  Nesse mesmo ano, deixou a presidência do conselho superior de economia da entidade. As eleições para a presidência da CNI, que aconteceriam no ano seguinte, deflagraram uma crise que culminou na eleição do deputado federal, Armando Monteiro Neto, para o cargo e a não-participação da Firjan na diretoria da entidade, pela primeira vez em 64 anos. A Firjan participou, junto com as outras 26 federações estaduais da indústria, da votação, mas foi a única a não aceitar fazer parte da diretoria.

Como presidente da Firjan criou o Fashion Rio, evento de moda, do qual a entidade era gestora e passou a ser patrocinadora, em 2009.

Depois de uma nova alteração no estatuto da entidade, foi reeleito, em 2004, para o quarto mandato na Firjan.

Presidiu a empresa Electricité de France EDF do Brasil, controladora da Light. E, em 2006, liderou um dos grupos que disputaram a compra da Light, mas não obteve sucesso. Em 2007, a empresa Ipiranga foi vendida pelas cinco famílias acionistas, entre elas a Gouveia Vieira, para o grupo formado pela Braskem, Petrobras e Ultra. A família Gouveia Vieira continuou com a holding Parnaso, do setor químico. Ainda em 2007, foi novamente reeleito presidente da Firjan.

Em 2008, tornou-se coordenador do recém-criado Conselho Permanente de Educação da CNI.

Membro dos conselhos de administração do Banco Sogeral S.A. e da Boa Esperança S.A., no setor financeiro, no setor químico tornou-se presidente do conselho de administração da Companhia Petroquímica do Sul (Copesul), membro dos conselhos de administração da Ipiranga Petroquímica S.A., sediada no Rio Grande do Sul, da Petroquim S.A., sediada no Chile, da Prochrom Indústrias Químicas S.A., indústria de química fina em Camaçari, Bahia, da Carbonatos do Nordeste S.A., também sediada na Bahia, e da Associação Brasileira da Indústria da Química Fina (Abifina). Tornou-se ainda delegado representante junto à Firjan do Sindicato da Indústria de Produtos Químicos para Fins Industriais do Estado do Rio de Janeiro (Siquirj), vice-presidente da Associação Petroquímica Latino-Americana (APLA) e presidente do Conselho Permanente de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foi ainda um dos coordenadores do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República.

Casou-se com Cristina Isabel Chagas Gouveia Vieira, com quem teve cinco filhos.

 

Equipe (2001)/Fabrícia Guimarães (2009)

 

FONTES: Globo (10/8/95; 9/4, 24 e 27/9/96; 25/5 e 5/7/97; 9/4/98); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (11/6, 24/9, 19/10, 13/11 e 10/12/96, 28/1, 21/5 e 3/7/97); Folha de S. Paulo (18/11/98, 14/11/00, 3/8 e 20/10/01, 22/2 e 16/7/02, 21/3/03, 24/8 e 22/10/04, 4/11/05, 29/3/06, 19/3/07, 28/4/08, 5/6/09); Gazeta Mercantil (26/1/98).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados