VIEIRA, EVILASIO

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Nome: VIEIRA, Evilásio
Nome Completo: VIEIRA, EVILASIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIEIRA, EVILÁSIO

VIEIRA, Evilásio

*sen. SC 1975-1983.

 

Evilásio Vieira nasceu em Indaial (SC) no dia 27 de novembro de 1925, filho de José Vieira e de Genésia Vieira.

Fez os cursos primário e ginasial no Grupo Escolar Luís Delfino, em Blumenau (SC). Em 1936 começou a trabalhar no jornal Cidade de Blumenau como entregador e, mais tarde, como tipógrafo. Jornalista e jogador de futebol, fundou em 1949, na cidade vizinha de Gaspar (SC), o jornal O Gaspar, e em 1956, em Blumenau, a Rádio Nereu Ramos, da qual foi comentarista esportivo. Diplomou-se contador em 1962.

Também em 1962 foi eleito vereador à Câmara Municipal de Blumenau na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, foi um dos fundadores em Blumenau do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Nessa legenda foi eleito em novembro de 1966 deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Exerceu o mandato de fevereiro de 1967 até 1969, quando se elegeu prefeito de Blumenau, sempre na legenda do MDB.

Em 1973 concluiu sua gestão na prefeitura de Blumenau e, em novembro do ano seguinte, candidatou-se a senador por Santa Catarina na legenda do MDB. Em sua campanha eleitoral deu ênfase aos problemas rurais, defendendo a necessidade de criação de uma previdência social para o campo como forma de deter a emigração, e de uma tecnologia rural mais apurada. Eleito, iniciou o mandato em fevereiro de 1975. Foi presidente da Comissão de Agricultura do Senado, membro das comissões de Educação e Cultura e de Transportes, Comunicações e Obras Públicas, e suplente das comissões de Finanças e de Assuntos Regionais.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP). Em fevereiro de 1980 tornou-se vice-líder e, em fevereiro de 1981, líder de seu partido no Senado, defendendo como metas prioritárias a convocação de uma assembleia nacional constituinte, a revisão da Lei de Segurança Nacional de forma a compatibilizar as leis de segurança com o regime democrático, o redirecionamento do parque industrial nacional para a produção de bens de consumo popular, a redução das importações mediante maior apoio estatal ao setor agropecuário do país, a fixação do homem à terra com o acesso à propriedade, mesmo que por via de crédito, e a adaptação dos transportes às características dos recursos naturais, energéticos e geográficos nacionais.

Favorável ao pleno diálogo entre governo e oposição, apoiou o chamado processo de abertura política conduzido pelo presidente João Figueiredo e condenou quaisquer pactos entre partidos oposicionistas que visassem ao isolamento do partido do governo — o Partido Democrático Social (PDS) —, o que, a seu ver, só conduziria a um prejuízo no encaminhamento das questões políticas. Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, vinculou-se a esse partido e foi eleito membro de seu diretório nacional. Nas eleições de novembro de 1982, candidatou-se a prefeito de Blumenau na legenda do PMDB, mas foi derrotado. Em janeiro de 1983 encerrou seu mandato no Senado.

No decorrer de 1985 esteve à frente da Superintendência de Desenvolvimento do Extremo Sul de Santa Catarina (Sudesu). Em janeiro de 1987, com a posse de Pedro Ivo Campos (1987-1990) no governo do estado, assumiu a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, na qual permaneceu até 1988. No pleito de 1990, tentou reeleger-se senador por seu estado, sempre na legenda do PMDB, mas foi derrotado pelo candidato do Partido Democrático Social (PDS), Esperidião Amin. Retirou-se então da vida pública, passando a dedicar-se a atividades particulares. Foi proprietário de jornais e de duas emissoras de rádio em Blumenau.

Faleceu em Blumenau no dia 28 de junho de 2004.

Casado com Elfrida Fisher Vieira, teve quatro filhos.

 

FONTES: CABRAL, O. Breve; COM. A NONA CONF. DOS DIREITOS HUMANOS. Disponível em : < http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=16166 >. Acesso em : 02 set. 2009; Estado de S. Paulo (25/8/81);Folha de S. Paulo (19/3/81); Globo (25/2, 6/3 e 26/7/81); Jornal do Brasil (2/10/79, 25/2/81 e 14/2/82); NÉRI, S. 16; Perfil (1980); PIAZZA, W.F. Dicionário político catarinense; SENADO. Dados biográficos; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8); Veja (27/11/74);

 

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