VIEIRA FILHO, NAVARRO

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Nome: VIEIRA FILHO, Navarro
Nome Completo: VIEIRA FILHO, NAVARRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIEIRA FILHO, NAVARRO

VIEIRA FILHO, Navarro

*dep. fed. MG 1979-1987.

Sebastião Navarro Vieira Filho nasceu em Botelhos (MG) no dia 30 de setembro de 1937, filho de Sebastião Navarro Vieira e de Alice de Podestá Navarro Vieira. Seu pai foi membro da Ação Integralista Brasileira (AIB) e deputado federal por Minas Gerais entre 1971 e 1979.

Vieira Filho cursou o secundário nos colégios Marista, em Poços de Caldas (MG), e Cesário Mota, em Campinas (SP). Depois, ingressou na Faculdade de Odontologia da Universidade Católica de Campinas, formando-se em 1959. Desse ano até ingressar na carreira política em 1978 exerceu odontologia e foi empresário nos setores de hotelaria, comércio e transportes em Poços de Caldas.

Em novembro de 1978, elegeu-se deputado federal por Minas Gerais na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1979 e, após a extinção do bipartidarismo em novembro seguinte, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu a extinta Arena. Como deputado, integrou a delegação brasileira presente à Conferência Interparlamentar realizada em Cuba no ano de 1981.

Reeleito em novembro de 1982 pelo PDS, votou a favor da emenda Dante de Oliveira em 25 de abril de 1984, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para a presidência da República em novembro do mesmo ano. Como a emenda, por falta de 22 votos, não obteve a votação necessária para ser encaminhada ao Senado, ficou estabelecido que a sucessão do presidente João Batista Figueiredo seria decidida por um Colégio Eleitoral a ser reunido em janeiro de 1985.

Em agosto de 1984, a convenção nacional do PDS aprovou a candidatura do ex-governador de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf, que derrotou, na ocasião, a pré-candidatura do ministro do Interior, o coronel Mário Andreazza. No mesmo período, a oposição reunida na Aliança Democrática — coligação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS batizada de Frente Liberal — lançou o nome do ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, tendo como vice o senador José Sarney. Dissidente pedessista, Vieira Filho foi um dos articuladores da Aliança Democrática em Minas Gerais.

Autor da emenda à Constituição restabelecendo eleições diretas para prefeituras de capitais, estâncias hidrominerais e cidades consideradas áreas de segurança nacional, ainda em 1984 Vieira Filho atuou como observador internacional na eleição presidencial da Nicarágua, vencida pelo candidato da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), Daniel Ortega. De volta ao Brasil, votou em Tancredo Neves para presidente da República, no Colégio Eleitoral reunido no dia 15 de janeiro de 1985. Vitorioso, o ex-governador de Minas, no entanto, não chegou a tomar posse. Gravemente enfermo, veio a falecer em 21 de abril de 1985, quando Sarney, no exercício interino do poder desde 15 de março, foi efetivado no cargo.

Vieira Filho foi um dos fundadores do Partido da Frente Liberal (PFL), criado oficialmente ainda em janeiro de 1985, após a eleição de Tancredo. Durante sua passagem pela legenda pedessista, integrou o diretório nacional da agremiação, instância da qual também tornou-se membro em seu novo partido. Em 1986, esteve no Canadá para um debate com as autoridades legislativas daquele país sobre a Assembléia Nacional Constituinte (ANC), a ser instalada no Brasil na legislatura seguinte.

Na Câmara, Vieira Filho foi membro das comissões de Saúde e de Transportes e das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que investigaram denúncias de irregularidades na comercialização do café e na atuação da indústria farmacêutica. Além dessas, integrou como relator a Comissão Especial do Código Brasileiro do Ar.

Candidatou-se à reeleição no pleito de novembro de 1986, mas não foi bem-sucedido. Com isso, deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final de seu segundo mandato federal.

Em novembro de 1988, elegeu-se prefeito de Poços de Caldas pelo PFL, sendo empossado no cargo em janeiro seguinte. Em 1991, viajou à Alemanha para participar do Seminário Internacional sobre Meio Ambiente e Administração Municipal, realizado em Berlim. Deixou a prefeitura ao final de seu mandato, em dezembro de 1992.

Em outubro de 1994, elegeu-se deputado estadual pelo PFL, iniciando o mandato em fevereiro do ano seguinte. Vice-presidente da Assembléia Legislativa mineira no biênio 1995-1996, candidatou-se à reeleição em outubro de 1998. Vitorioso, tomou posse em fevereiro de 1999 e assumiu a vice-liderança de seu partido na Assembléia Legislativa até 2000. Em outubro desse ano, foi eleito prefeito de Poços de Caldas na legenda do PFL. Renunciou ao mandato de deputado estadual em 31 de dezembro em 2002 e no dia seguinte assumiu a prefeitura. Em 2004, foi reeleito. Empossado em 1º de janeiro de 2005, no pleito de outubro de 2008, conseguiu eleger o sucessor Paulinho Courominas. Deixou a prefeitura em 1° de janeiro de 2009. Em julho foi empossado presidente da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (COHAB-MG).

No PFL, foi membro da comissão executiva regional do partido em Minas.

Casou-se com Neusa Leite Vieira, com quem teve quatro filhos.

Publicou Soltando as amarras (1986).

Luís Otávio G. de Sousa

FONTES: Almanaque Abril (1990); ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983 e 1983-1987); Globo (26/4/84 e 16/1/85); INF. ASSES; Portal da ALMG; Portal da COHAB-MG; Portal do Governo do Estado de MG; Portal do TSE (Eleições 2002).

 

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