VILANOVA, AMARO DE AZAMBUJA

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Nome: VILANOVA, Amaro de Azambuja
Nome Completo: VILANOVA, AMARO DE AZAMBUJA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VILANOVA, AMARO DE AZAMBUJA

VILANOVA, Amaro de Azambuja

*militar; interv. PE 1937.

Amaro de Azambuja Vilanova nasceu no Rio Grande do Sul no dia 18 de abril de 1879.

Sentou praça na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal em fevereiro de 1897. Declarado alferes-aluno em fevereiro de 1902, em 1905 foi transferido para Porto Alegre, onde se encontrava em janeiro de 1907, quando foi promovido a segundo-tenente.

Em 1908 viajou para a Alemanha, em cujo Exército estagiou até 1911. De volta ao Brasil, foi promovido a primeiro-tenente em junho de 1912 e passou a servir na guarnição federal em Corumbá (MT). Em 1913 foi transferido para o Rio de Janeiro e classificado na Fábrica de Cartuchos e Artefatos de Guerra.

Retornando a Porto Alegre em 1914, serviu na Inspetoria da 3ª Região Militar (3ª RM), sediada nessa cidade, por quatro anos. Em fevereiro de 1918 foi promovido a capitão e, nesse mesmo ano, designado para o 10º Regimento de Infantaria (10º RI), também na capital gaúcha, onde permaneceu até 1919. Ainda em Porto Alegre, serviu, a partir de 1920, no 7º Batalhão de Caçadores (7º BC), no estado-maior da 3ª RM e como chefe do Serviço de Engenharia e Comunicações, tendo obtido sua promoção a major em janeiro de 1925.

Designado em 1927 para o comando do 9º RI, baseado em Pelotas (RS), alcançou em fevereiro de 1929 o posto de tenente-coronel. Ainda em 1929 cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, no Rio de Janeiro. Retornou em seguida ao comando do 9º RI, que exerceu até 1932. Aluno da Escola de Estado-Maior do Exército, no Distrito Federal, foi promovido a coronel ainda em junho de 1932. No mês seguinte integrou-se aos efetivos governamentais em combate à Revolução Constitucionalista de São Paulo, derrotada em outubro do mesmo ano.

Comandou em 1933 o 3º BC, no Rio de Janeiro, e em 1934 a 2ª Brigada de Infantaria, em São Paulo. Comandante do 18º BC, em Campo Grande, então no estado de Mato Grosso e hoje capital de Mato Grosso do Sul, de 1935 a 1936, tornou-se, neste último ano, chefe da Comissão de Sindicância e da Diretoria de Pessoal do Exército, no Distrito Federal.

Designado em seguida para o comando da 7ª RM, sediada em Recife, entrou em conflito com o governador Carlos de Lima Cavalcanti por ocasião da execução do estado de guerra, estabelecido no país em outubro de 1937. Considerado simpatizante do movimento integralista, tentou deslocar para o Exército o poder no âmbito do estado e conseguiu impedir que o governador participasse das reuniões da Comissão Executora do Estado de Guerra em Pernambuco, ao contrário do que acontecia em quase todos os outros estados.

Participou de articulações voltadas para a deposição do governador pernambucano, concretizada afinal em 10 de novembro de 1937, com a implantação do Estado Novo. No mesmo dia, foi designado interventor federal em Pernambuco e em 15 de novembro promovido a general-de-brigada. Exerceu o comando do Executivo pernambucano apenas até dezembro de 1937, quando transferiu o cargo para Agamenon Magalhães.

Em 1938 comandou a 7ª Brigada de Infantaria, sediada em Recife, e no mesmo ano tornou-se presidente da Comissão de Orçamento e Fiscalização Financeira do Ministério do Exército, no Distrito Federal. De volta a Pernambuco, comandou a Infantaria Divisionária e a Artilharia Divisionária da 7ª RM, entre 1939 e 1940. Em abril desse último ano foi promovido a general-de-divisão e transferido para a reserva. Em maio de 1951 tornou-se general-de-exército.

Bacharel em matemática e ciências físicas, fez também os cursos de estado-maior, de engenharia e de revisão.

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; CARONE, E. República nova; CORRESP. GOV. EST. PE; Encic. Mirador; LAGO, L. Relação; LEVINE, R. Vargas; PEIXOTO, A. Getúlio; POPPINO, R. Federal; SILVA, H. 1937.

 

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