VILSON LUIS DE SOUSA

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Nome: SOUSA, Vílson de
Nome Completo: VILSON LUIS DE SOUSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOUSA, VÍLSON DE

SOUSA, Vílson de

*const. 1987-1988; dep. fed. SC 1987-1991.

 

Vílson Luís de Sousa nasceu em Luís Alves (SC) no dia 29 de abril de 1951, filho de Rodolfo Francisco de Sousa e de Adelina Clara Hess de Sousa.

Fez o curso de direito na Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB) entre 1975 e 1978. Em 1980, lecionou as disciplinas instituições de direito e direito comercial naquela universidade. Pós-graduou-se em direito, também na FURB, nos anos de 1983 e 1984 e em seguida ingressou na pós-graduação em política na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, concluindo o curso em 1985. Nesse mesmo período, cursou o mestrado em direito do Estado e ciências políticas, também na UFSC. Tornou-se membro, ainda em 1985, do colegiado do curso de pós-graduação em direito da UFSC.

Filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), integrou o diretório da agremiação em Blumenau. No biênio 1984-1985, foi membro do conselho curador da seção catarinense da Fundação Pedroso Horta, ligada ao PMDB.

Em novembro de 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte. Eleito com 66.400 votos, a segunda maior votação do seu partido e do estado, assumiu o mandato em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. Foi titular da Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios, da Comissão da Organização do Estado (1987), e suplente da Comissão de Sistematização (1987-1988). Nas principais votações da Constituinte, pronunciou-se a favor do rompimento diplomático com países com política de discriminação racial, da limitação do direito de propriedade privada, do mandado de segurança coletivo, do aborto, da estabilidade no emprego, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, do voto aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, da estatização do sistema financeiro, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, da limitação para os encargos da dívida e da criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Foi contrário à pena de morte, ao presidencialismo, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e à legalização do jogo do bicho.

Com a promulgação da nova Constituição em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara dos Deputados. Ainda em 1988, participou da fundação em Santa Catarina do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Sem concorrer à reeleição no pleito de outubro de 1990, deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura.

Dedicou-se à advocacia em Blumenau até retornar à política em 1992. Em outubro concorreu ao cargo de vice-prefeito de Blumenau na chapa encabeçada por Renato Viana (PSDB). Vitorioso, tomou posse em janeiro do ano seguinte. Deixou a vice-prefeitura ao término do mandato em 31 de dezembro de 1996, voltando a advogar.

Foi também membro das comissões de Direitos Humanos e de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Santa Catarina.

Casou-se com Lindauria Isabel Mees de Sousa, com quem teve três filhos.

Publicou Tensão constituinte (1986).

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; INF. BIOG.

 

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