VINICIUS CANSANCAO FILHO

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Nome: CANSANÇÃO, Vinícius
Nome Completo: VINICIUS CANSANCAO FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CANSANÇÃO, Vinícius

*dep. fed. AL 1967 e 1971-1979; const. 1987-1988; dep. fed. AL 1987-1991.

 

Vinícius Cansanção Filho nasceu em Pilar (AL) no dia 23 de agosto de 1935, filho de Vinícius Cansanção e de Irene Romero Cansanção. Um antepassado seu, João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, o visconde de Sinimbu, presidiu o Conselho de Ministros do Império em 1878.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em 1961. Advogado e industrial, era vice-prefeito de Maceió, eleito na legenda do Partido Social Democrático (PSD), quando eclodiu o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que levou à deposição do presidente João Goulart. Em virtude da cassação do mandato do prefeito Sandoval Caju, assumiu a prefeitura da capital alagoana, permanecendo no cargo até 1966. No pleito de novembro desse ano, elegeu-se suplente de deputado federal por Alagoas na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição. Entre junho e outubro de 1967, ocupou a vaga de Djalma Falcão devido ao licenciamento do titular, afastado para tratamento de saúde.

Em novembro de 1970 foi o único deputado federal eleito na legenda do MDB alagoano. Assumiu o mandato em fevereiro de 1971, participando das comissões de Orçamento, de Agricultura e Política Rural, e do Polígono das Secas, além de exercer a vice-presidência da Comissão do Vale do São Francisco. Como suplente, esteve à disposição das comissões de Finanças e de Fiscalização e Tomada de Contas. Em 1972 viajou à Bogotá, capital da Colômbia, representando a Câmara dos Deputados em congresso sobre a reforma agrária. Reeleito em novembro de 1974, presidiu a Comissão de Agricultura e Política Rural, mantendo-se como titular das comissões da Bacia do São Francisco e do Polígono das Secas. Integrou, ainda, duas comissões parlamentares de inquérito sobre o menor e sobre combustíveis não-derivados do petróleo.

Em julho de 1977, inconformado com o recesso do Congresso Nacional e com o “pacote de abril” — conjunto de reformas políticas decretadas pelo presidente Ernesto Geisel —, declarou que aguardaria o fim do mandato e retornaria a seus negócios particulares — fábrica de meias e plantações de cana-de-açúcar — para só voltar à vida pública quando o país estivesse redemocratizado. Em janeiro do ano seguinte, a convite do governo alemão, visitou fazendas neste país, representando a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Em janeiro de 1979, ao término da legislatura, cumpriu o prometido, afastando-se da política. Em 1981, durante o governo de Divaldo Suruagi, foi nomeado secretário do Trabalho, permanecendo no cargo até 1982.

No pleito de novembro de 1986 disputou uma cadeira de deputado na Assembléia Nacional Constituinte, defendendo o Plano Cruzado e a inflação zero, e prometendo retomar a luta em favor do Nordeste. Dos quatro candidatos eleitos em Alagoas com o apoio da coligação entre o Partido da Frente Liberal (PFL), o Partido Democrático Social (PDS) e o Partido Democrata Cristão (PDC), foi o último colocado, com 16 mil votos. Empossado em fevereiro de 1987, participou da Subcomissão do Poder Judiciário e do Ministério Público, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, e foi suplente da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, e da Comissão da Ordem Econômica. Votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, a limitação do direito de propriedade, a desapropriação da propriedade produtiva, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, o turno ininterrupto de seis horas, a estabilidade no emprego, a jornada semanal de 40 horas, a auto-aplicabilidade dos direitos sociais, e a descriminalização do aborto. Foi a favor do mandado de segurança coletivo, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da legalização do jogo do bicho, do presidencialismo e do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney.

Sem disputar a reeleição, deixou a Câmara em janeiro de 1991, ao final da legislatura, passando a dedicar-se a atividades empresariais nos ramos da construção civil, locação de imóveis e agropecuária.

Casado com Lisiana Jatobá Cansanção, teve cinco filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971, 1971-1975 e 1979-1983); CÂM. DEP. Relação dos deputados; Correio Brasiliense (18/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (2/7/77); NÉRI, S. 16; Perfil (1972). TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8 e 9).

 

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