VIRMONDES BORGES CRUVINEL

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Nome: CRUVINEL, Virmondes
Nome Completo: VIRMONDES BORGES CRUVINEL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CRUVINEL, Virmondes

*dep. fed. GO 1991-1995, 1997, 1998, 1999.

Virmondes Borges Cruvinel nasceu em Hidrolândia (GO) no dia 11 de maio de 1951, filho de Antônio Cruvinel Borges e de Cesarina Batista de Melo.

Formou-se em odontologia pela Faculdade de Odontologia Dom Prudente, em Anápolis (GO), em 1977.

Ingressou na vida política em 1983 ao filiar-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ainda nesse ano, tornou-se chefe de gabinete da Secretaria de Educação. Em 1985, foi nomeado secretário de Educação do estado no governo de Íris Resende (1983-1986). Com o fim do prazo para desincompatibilização em abril de 1986, Virmondes Cruvinel deixou o cargo de secretário e no pleito de novembro desse ano foi eleito deputado estadual constituinte pelo PMDB.

Assumiu o mandato em fevereiro de 1987 e logo após licenciou-se a fim de tornar-se secretário de Governo na gestão de Henrique Santillo (1987-1991). Deixou esse cargo em 1988, retornando à Assembléia Legislativa.

Durante os trabalhos da Assembléia Estadual Constituinte atuou como membro da Comissão de Constituição e Justiça, da Comissão de Finanças, da Comissão de Elaboração da Constituição Estadual e da Comissão de Organização dos Municípios. Ainda nesta legislatura, atuou como delegado do diretório regional e nacional do PMDB e membro do diretório metropolitano desta agremiação.

No pleito de outubro de 1990 foi eleito deputado federal, assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991. Durante esta legislatura, foi terceiro- vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, suplente e titular da Comissão de Agricultura e Política Rural, suplente da Comissão de Seguridade Social e Família, da Comissão de Relações Exteriores, da Comissão Especial Legislação Eleitoral e Partidária, da Comissão Especial Crimes de Responsabilidade do Presidente da República, titular da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, suplente da comissão de Defesa Nacional, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a Exploração e a Prostituição Infanto-Juvenil, titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e suplente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior. Atuou ainda como membro do diretório regional e membro do diretório metropolitano do PMDB.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas, e da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo de 0,25% sobre transações bancárias. Votou contra o fim do voto obrigatório.

No pleito de outubro de 1994, concorreu à reeleição, conseguindo a primeira suplência. Deixou a Câmara dos Deputados no dia 2 de janeiro de 1995, último mês do mandato, e foi empossado secretário de Governo e Justiça de Goiás no governo de Maguito Vilela (1995-1998). Assumiu sua vaga o suplente Antônio de Jesus.

Em abril de 1995, com o afastamento do titular Josias Gonzaga, deixou o cargo de secretário e assumiu a vaga na Câmara dos Deputados. Ainda nesse mês, licenciou-se do mandato e retornou à secretaria, permanecendo à frente desta até novembro de 1997, quando assumiu novamente uma vaga no Legislativo federal em virtude do falecimento do titular João Natal. Nesse mesmo mês, voltou a licenciar-se na Câmara e passou a atuar novamente como secretário de estado. Assumiu sua vaga o segundo suplente Carlos Mendes.

Virmondes Cruvinel retornou à Câmara dos Deputados em outubro de 1998, dias depois licenciou-se pela terceira vez, retornando ao cargo no governo do estado de Goiás, em que permaneceu até o final do mandato do governador Maguito Vilela em dezembro. Assumiu o mandato a suplente Nair Xavier Lobo.

Em janeiro de 1999 reassumiu a vaga na Câmara dos Deputados, permanecendo na mesma até o final da legislatura, encerrada no último dia desse mês.

Em 2000, tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM).

Em 2005, O juiz Ari Ferreira de Queiroz, da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, condenou os deputados estaduais goianos da legislatura 1988/92, entre eles Virmondes Cruvinel, à devolução dos jetons - gratificação por participação nas sessões extraordinárias - recebidas no período de 1º de outubro de 1988 a 31 de janeiro de 1991, acrescidos de juros de mora e correção monetária desde a data do efetivo pagamento.

Em setembro de 2009, continuava atuando como conselheiro do TCM.

Casou-se com Maria Roselene Deusdará Cruvinel, deputada estadual pelo PMDB na legislatura 1999-2003, com quem teve três filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1991-1995, 1995-1999); CÂM. DEP. Relação de suplentes; INF. BIOG.

 

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