WILSON NELIO BRUMER

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Nome: BRUMER, Wilson
Nome Completo: WILSON NELIO BRUMER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRUMER, Wilson

BRUMER, Wilson

* pres. CVRD 1990-1992.

 

                Wilson Nélio Brumer nasceu em Belo Horizonte no dia 10 de setembro de 1948, filho de Szmul Jankiel Brumer e de Nilsa Nélia Brumer.

                Iniciou seus estudos em 1960 no Colégio Regina Pacis, em Araguari (MG), onde terminou o primeiro grau em 1963. Dois anos depois prosseguiu com os estudos secundários no Colégio Tito Novais, em Belo Horizonte, onde formou-se técnico em contabilidade, no ano de 1967. Em 1972 ingressou no curso de administração de empresas da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Belo Horizonte, formando-se em 1975.

Em novembro de 1976 foi admitido, através de concurso, para exercer o cargo de técnico superior de economia e finanças na Superintendência de Finanças da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), onde iniciou sua carreira na função de gerente do setor regional de finanças. Pouco depois, em 1977, ingressou no curso de ciências contábeis na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vindo a formar-se em 1979. Em junho do mesmo ano, passou a gerente da divisão de valores e fundos da CVRD, cargo no qual permaneceu por apenas dois meses, quando tornou-se assistente técnico de planejamento. Em março de 1981 deixou o cargo para assumir a gerência do departamento de operações internas de finanças da companhia, no Rio de Janeiro. Nessa função, coordenou os diversos órgãos regionais da empresa em Belo Horizonte, Vitória, Belém, São Luís, Marabá e Serra dos Carajás, além da tesouraria geral.

                Em julho de 1984 foi promovido a superintendente de finanças da área internacional. Nesta função, acompanhou, pela CVRD, a implantação e a operação da Minas Serra Geral S.A., empreendimento conjunto da estatal brasileira e da empresa japonesa Kawasaki. De 1984 a 1987 foi presidente do conselho fiscal da Docenave. Entre 1984 e 1988 foi presidente do comitê de finanças da Valesul Alumínio S.A. Em fevereiro de 1988 foi promovido a diretor financeiro e de relações com o mercado da CVRD. Sua gestão nesta área caracterizou-se pela redução substancial do endividamento externo da empresa (em torno de 300 milhões de dólares) e pela capitalização da companhia (emissão de 140 milhões de dólares em debêntures não conversíveis em ações, venda de ouro para entrega futura num total de 237 milhões de dólares e colocação de 200 milhões de dólares de commercial papers no mercado londrino).

Em abril de 1990, logo após a posse de Fernando Collor de Melo na presidência da República, tornou-se diretor-presidente da CVRD, em substituição a Agripino Abranches Viana. Ainda nesse ano, ganhou o prêmio O Equilibrista, concedido pelo Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (IBEF).

Como representante da CVRD, participou ativamente do estudo de viabilidade da duplicação da Celulose Nippo Brasileira S.A. (Cenibra), junto com o sócio Japan B.; da renegociação das condições de financiamento do projeto Alumínio Brasileiro S.A. (Albrás), em conjunto com o sócio NAAC; das discussões com o sócio NAAC, no novo esquema financeiro e societário do projeto Alunorte; e das discussões com o sócio Kawasaki Steel na estrutura societária da Califórnia Steel. Coordenou a criação da empresa Celmar S.A., junto aos sócios Nisso Iwai e participou de vários contratos e reuniões junto ao governo japonês, clientes e entidades financeiras, para a solução de problemas e para manter entendimentos sobre assuntos de interesse da CVRD e instituições. Na condição de presidente da CVRD, de 1990 a 1991, foi presidente do conselho de administração da Navegação Rio Doce S.A. (Docenave). No período de 1990 a 1992, ocupou as presidências do conselho de administração da Rio Doce Finance Ltd (RDF) e da Itabira Internacional Company Ltd (Itaco). Em outubro de 1991 foi eleito membro do conselho de administração da Usiminas, onde permaneceu durante um ano.

                Em novembro de 1992 deixou a CVRD, quando foi substituído por Francisco José Schettino. No mês seguinte assumiu a presidência da Companhia Aços Especiais Itabira (Acesita), da Acesita Energética S.A. e da Forjas Acesita S.A., empresas privatizadas em dezembro deste mesmo ano, além das vice-presidências do conselho de administração das mesmas empresas. Ainda em 1992 foi eleito Personalidade do Ano pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Um ano depois, elegeu-se presidente do conselho de administração da Brasifco S.A. Como presidente da Acesita, autorizou a contratação da Kawasaki Steel para apoio tecnológico daquela empresa.

                Em maio de 1994 foi eleito membro do conselho superior da Câmara Internacional de Comércio do Brasil, cargo que ocupou até 1996. Em agosto de 1994 foi eleito diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), com mandato previsto até 1997. Em fevereiro de 1995 foi eleito vice-presidente do conselho de administração de Indústrias Villares, no qual permaneceria até outubro de 1998. Eleito, em março de 1995, presidente do Conselho de Política Industrial da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), cargo no qual permaneceria até setembro de 1999, em maio de 1995 foi escolhido presidente do conselho de administração da Aço Minas Gerais S.A. (Açominas) e membro do conselho consultivo do ABN-AMRO, no qual ficaria até dezembro de 1998.

Em julho de 1995 passou a integrar o comitê consultivo internacional do Unibanco e nele permaneceu durante três anos consecutivos. Presidente do conselho de administração da Paranapanema em fevereiro de 1996, no mês seguinte tornou-se presidente dos conselhos de administração da Companhia Paraibuna de Metais e da Caraíba Metais. 

Em junho de 1996, na qualidade de presidente da Acesita, articulou a operação de compra da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) pelo grupo controlador da Acesita. Essa operação representou um desembolso por parte da Acesita da ordem de 510 milhões de reais e outros 126 milhões de reais foram desembolsados pelos japoneses da Kawasaki e pela California Steel. Com a operação, a Acesita ficou com 34% do capital total da CST, uma das maiores exportadoras de aço do país. Em julho, Brumer assumiu o cargo de presidente da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) e foi eleito membro do conselho de administração da empresa. Em agosto de 1997 foi eleito ainda presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), onde permaneceria até maio de 1999.

                Em outubro de 1998 deixou a presidência da Acesita e o conselho de administração da Paranapanema, assumindo no mês seguinte a presidência do conselho de administração da Billiton Metais, cuja controladora, Billinton PLC, possui sede em Londres, com atividades no setor de mineração e de metais em várias partes do mundo. Em abril de 1999 deixou a presidência da CST.

Participou de vários cursos de aperfeiçoamento em administração financeira, planejamento e desenvolvimento gerencial, no Brasil e no exterior.

                No primeiro casamento teve dois filhos, casando-se pela segunda vez com  Shirlene Nascimento Brumer, teve mais dois filhos.

 

Alexandra Toste

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Globo (25/6/99); Vale 40 anos.

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