ZANETI, HERMES

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Nome: ZANETI, Hermes
Nome Completo: ZANETI, HERMES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ZANETI, HERMES

ZANETI, Hermes

*dep. fed. RS 1983-1991; const. 1987-1988.

Hermes Zaneti nasceu em Veranópolis (RS), no dia 3 de setembro de 1943, filho de Eugênio Zaneti e de Adele Carolina Menoncin Zaneti.

Advogado e professor, iniciou a militância política no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Presidente do Centro de Professores do Rio Grande do Sul entre 1975 e 1979, presidiu depois a Confederação dos Professores do Brasil.

Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB, legenda pela qual disputou uma vaga para a Câmara dos Deputados no pleito de novembro de 1982. Eleito com os votos de Porto Alegre, Veranópolis, Alegrete e Uruguaiana, tomou posse em fevereiro do ano seguinte.

Titular da Comissão de Educação e Cultura, em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição — faltaram 22 votos para que fosse levada à apreciação do Senado —, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Hermes Zaneti apoiou o candidato das oposições, Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente, desde 15 de março desse ano.

Durante a legislatura 1983-1987 Zaneti votou contra todos os decretos-leis de arrocho salarial, opondo-se também ao projeto que proibia a demissão imotivada do trabalhador. Além disso, defendeu a convocação de uma Constituinte, a reforma agrária, o fim da censura e o voto vinculado.

Eleito deputado federal constituinte pelo PMDB gaúcho em novembro de 1986 tomou posse em fevereiro de 1987. Na Assembléia Nacional Constituinte participou como titular da Subcomissão dos Estados, da Comissão da Organização do Estado, e como suplente, da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social.

Votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, da limitação ao direito de propriedade, da nacionalização do subsolo, da estatização do sistema financeiro, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da limitação dos encargos da dívida externa, da soberania popular, do mandado de segurança coletivo, do voto facultativo aos 16 anos, do parlamentarismo, da legalização do aborto, da proibição do comércio de sangue, da estabilidade no emprego, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da jornada de trabalho semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da desapropriação da propriedade produtiva. Votou contra a pena de morte, o mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, a legalização do jogo do bicho.

Descontente com uma suposta falta de coerência do PMDB no cumprimento de suas metas programáticas deixou a agremiação ainda durante a Constituinte, filiando-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), formado em junho de 1988 a partir de uma dissidência peemedebista.

Com destacada atuação nas questões relativas aos direitos sociais, Zaneti defendeu a gestão democrática das universidades públicas e privadas e o direito das nações indígenas de receberem escolarização em seu próprio idioma, bem como o aumento de verbas para as atividades científicas e os programas de pesquisa.

Em outubro de 1994 candidatou-se à reeleição pelo PSDB gaúcho, obtendo uma suplência. Voltou a obter uma suplência de deputado nas eleições de 2006, desta vez, novamente na legenda do PMDB.

Na década de 1990 passou a atuar junto à Cooperativa Vinícola Aurora, em Bento Gonçalves (RS), para coordenar as negociações das dívidas que comprometiam a sobrevivência da Cooperativa e o meio de vida de 1.300 famílias da região. Nesse período se tornaria superintendente da Cooperativa, tendo atuado mais tarde como consultor contratado e membro do seu conselho consultivo até agosto de 2008. Foi também presidente da Câmara Setorial da Uva e do Vinho.

Casou-se com Isabel Cristina Bruno Bacelar, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987 e 1995-1999); COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova; Correio Braziliense (19/1/87); Correio do Povo (1/2/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); Gazeta - Bento Gonçalves (online). Disponível em : <http://www.gazeta-rs.com.br>. Acesso em : 19 out. 2009; Globo (26/4/84 e 16/1/85); Portal do TSE. Disponível em : <http://www.tse.gov.br>. Acesso em : 19 out. 2009.

 

 

 

 

 

 

 

 

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