ZARZUR, PAULO

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Nome: ZARZUR, Paulo
Nome Completo: ZARZUR, PAULO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ZARZUR, PAULO

ZARZUR, Paulo

*dep. fed. SP 1983-1991; const. 1987-1988.

Paulo Zarzur nasceu em São Paulo no dia 28 de novembro de 1941, filho de Feiz Zarzur e de Adélia Zarzur.

Empresário do setor imobiliário, iniciou suas atividades políticas em novembro de 1982 elegendo-se deputado federal por São Paulo na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1983 participou das atividades legislativas como titular da Comissão de Transportes e suplente das comissões de Comunicação e do Interior.

Em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação (faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal), no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Paulo Zarzur votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Ainda no mesmo mandato, Zarzur foi um dos integrantes da comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada para investigar denúncias de irregularidades no funcionamento do sistema bancário do país.

Reeleito pelo PMDB em novembro de 1986, sua campanha foi uma das mais caras do estado, financiada com recursos do setor imobiliário. Em fevereiro de 1987, quando se iniciaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, integrou como titular a Subcomissão da Questão Urbana e Transporte e a Comissão da Ordem Econômica e, como suplente, a Subcomissão dos Direitos Políticos, dos Direitos Coletivos e Garantias, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher.

Durante as votações em que esteve presente (faltou a 42% das sessões), Zarzur quase sempre acompanhou as teses defendidas pelo Centrão, bloco suprapartidário integrado por parlamentares de orientação conservadora que ajudou a fundar. Assim, votou contra a estabilidade no emprego, a jornada semanal de 40 horas, a instituição do voto aos 16 anos e a estatização do sistema financeiro; foi favorável à adoção da pena de morte, à manutenção da unicidade sindical, à limitação dos juros reais em 12% ao ano e ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Na discussão sobre sistema de governo, manifestou-se pelo presidencialismo. Após a promulgação da nova Carta Constitucional, em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários na Câmara dos Deputados.

Candidato à reeleição pelo PMDB em outubro de 1990, não conseguiu se eleger. Com isso, deixou a Câmara em janeiro de 1991, ao final da legislatura.

No PMDB, Paulo Zarzur foi membro dos diretórios regional e nacional do partido.

No pleito de outubro de 1998 candidatou-se a uma cadeira na Assembléia Legislativa de São Paulo pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN) e mais uma vez não conseguiu ser eleito.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987 e 1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (18/1/87); Estado de S. Paulo (12/11/86 e 8/10/98); Folha de S. Paulo (19/1/87 e 29/1/88); Globo (26/4/84 e 16/1/85); TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998).

 

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