CENTRAL DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS DO BRASIL (CTB)

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Nome: CENTRAL DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS DO BRASIL (CTB)
Nome Completo: CENTRAL DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS DO BRASIL (CTB)

Tipo: TEMATICO


Texto Completo:

CENTRAL DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS DO BRASIL (CTB)

 

Central sindical fundada em congresso realizado em Belo Horizonte entre os dias 12 e 14 de dezembro de 2007.

A CTB é considerada fruto do processo de reorganização sindical ocorrido no primeiro mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007). O reordenamento político-organizacional do sindicalismo brasileiro então levado a cabo se deveu, de um lado, aos desacordos e tensões históricas entre algumas de suas forças internas, que de certo modo se aguçaram quando da chegada ao poder de um ex-líder sindical, e aos debates sobre quais deveriam ser suas formas de ação em relação aos trabalhadores; de outro lado, à reorganização sindical proposta pelo governo Lula a partir do Fórum Nacional do Trabalho (FNT), pela via da chamada “reforma sindical”. Em decorrência da reforma, as centrais passaram a ser reconhecidas e a ter acesso a recursos oriundos de parcelas do imposto sindical, anteriormente vetados. Com isso, muitas forças se organizaram em novas centrais.

Um dado novo em tal conjuntura foi o fato de que a Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela primeira vez em sua história, sofreu defecções de tendências político-sindicais e de sindicatos filiados. Assim, alguns setores, como os identificados com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), alinharam-se à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas); outros, vinculados à Corrente Sindical Classista, ligada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e ao Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB), ligado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), associaram-se na fundação da CTB. Tanto a Conlutas quanto a CTB, cada uma a sua maneira, saíram das fileiras da CUT com críticas ao que avaliavam ser uma paralisia da central frente ao que seriam políticas contrárias aos interesses dos trabalhadores durante o governo Lula. No caso da CTB, teriam pesado também algumas tensões oriundas de disputas políticas por espaço na base governista, que se resolveram contrariamente aos interesses do PCdoB.

Entre as bandeiras de luta da CTB foram incluídos o pleno emprego, melhores salários, a defesa das organizações sindicais, a ampliação e a universalização dos direitos trabalhistas e previdenciários e das políticas públicas, a reforma agrária efetiva, a ampliação da democracia, a unificação do movimento sindical, o desenvolvimento nacional e o socialismo.

 

Segundo dados da própria CTB, estiveram presentes a seu congresso de fundação 1.300 delegados, representantes de 556 entidades sindicais urbanas e rurais de 25 estados. Entre essas entidades figuravam federações estaduais de trabalhadores na agricultura, federações e sindicatos do setor marítimo, portuário, da indústria e outros. Segundo dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), em 2008 a CTB tinha a sexta posição entre as centrais sindicais, reunindo 5,09% das entidades sindicais existentes no país. Entre os dias 24 e 26 de setembro de 2009, a CTB realizou na cidade de São Paulo seu segundo congresso. Contava então com aproximadamente 600 sindicatos filiados, já estando organizada em 27 estados da Federação.

 

FONTES:

 http://portalctb.org.br/  - acessado em 03/11/2009; http://www.psbnacional.org.br  - acessado em 03/11/2009; http://www.mte.gov.br/ - acessado em 07/11/2009; Revista Teoria e Debate, Nº 74, Fundação Perseu Abramo: SP, 2007.

 

 

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