COLIGACAO RADICAL SOCIALISTA

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Nome: COLIGAÇÃO RADICAL SOCIALISTA
Nome Completo: COLIGACAO RADICAL SOCIALISTA

Tipo: TEMATICO


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COLIGAÇÃO RADICAL SOCIALISTA

COLIGAÇÃO RADICAL SOCIALISTA

 

Aliança política entre o Partido Popular Radical (PPR) e o Partido Socialista Fluminense (PSF), ambos do estado do Rio de Janeiro, concluída em janeiro de 1935 visando a uma ação eleitoral comum no pleito marcado para o dia 27 daquele mês, em complementação às eleições legislativas realizadas em 14 de outubro de 1934. Desapareceu logo após o golpe do Estado Novo, em 10 de novembro de 1937, quando foram extintos todos os partidos políticos do país.

A aproximação entre o PPR e o PSF desagradou a alguns socialistas, que em conseqüência se desligaram de seu partido. A coligação teve entretanto continuidade após a eleição suplementar, com a decisão das direções dos dois partidos de escolherem um único candidato ao governo estadual. O novo governador seria eleito pela Assembléia Constituinte estadual no mês de setembro, em substituição ao interventor Ari Parreiras. De início, embora a bancada radical fosse bem maior do que a socialista tanto em nível federal quanto estadual, ficou estabelecido que o PPR e o PSF teriam igualdade de representação na reunião em que um candidato comum seria escolhido por unanimidade de votos.

As negociações subseqüentes entre os dois partidos logo revelaram, contudo, como seria difícil chegar a um entendimento. Quando o socialista Alípio Costallat procurou o radical Raul Fernandes para discutirem a convocação da reunião que escolheria o candidato da coligação, o dirigente do PPR declarou que o nome sairia exclusivamente do seu partido, cabendo ao PSF apenas o direito de escolha entre cinco nomes: João Guimarães, Levi Carneiro, Oscar Weinschenck, José Eduardo de Macedo Soares e o próprio Raul Fernandes. Costallat rejeitou taxativamente a proposta. Após reunião da comissão executiva de seu partido, os socialistas resolveram apresentar um candidato próprio, Correia e Castro.

Praticamente dissolvida a coligação, PPR e PSF se viram envolvidos em crises internas ainda relacionadas à indicação do candidato ao governo estadual. Entre os radicais, formaram-se duas correntes: uma a favor da candidatura de Raul Fernandes, e a outra partidária de Macedo Soares. No PSF, César Tinoco conseguiu que a maioria do partido revisse a posição adotada anteriormente, retirando o apoio a Correia e Castro e passando a endossar o nome do radical Fernandes. Em conseqüência, Correia e Castro deu seu apoio ao general Cristóvão Barcelos, candidato da União Progressista Fluminense (UPF), partido que disputava com o PPR a liderança política no estado. Esses eventos rearticularam a coligação.

Em agosto de 1935, em reunião da coligação — que a essa altura contava também com a participação de um parlamentar do Partido Republicano Fluminense —, Raul Fernandes derrotou Macedo Soares e foi escolhido candidato ao governo estadual. No entanto, os socialistas voltaram atrás e não aceitaram a candidatura de Raul Fernandes. A partir de então, os integrantes da coligação se empenharam na escolha de um nome que não gerasse muita controvérsia.

Finalmente, pouco antes das eleições, ficou acertado que o candidato da coligação seria o vice-almirante Protógenes Guimarães, ministro da Marinha e eleito deputado federal pelo PPR em outubro de 1934. Protógenes, que já em março de 1935 havia sido lembrado ao presidente Getúlio Vargas como uma alternativa concreta para a pacificação política do estado do Rio de Janeiro, era também o candidato do governo federal. Na eleição do dia 25 de setembro, ele derrotou o candidato da União Progressista Fluminense (UPF) e seus aliados por um voto de diferença. A UPF apelou do resultado e em 7 de novembro o pleito foi anulado. No dia 12 de novembro, realizou-se nova eleição que confirmou a vitória de Protógenes e dos senadores Alfredo Backer e José Eduardo de Macedo Soares, também indicados pela coligação.

Apesar das várias crises a que foi submetida, a Coligação Radical Socialista atravessou todo o governo de Protógenes Guimarães, extinguindo-se em 1937 com o golpe do Estado Novo.

Sérgio Lamarão

FONTES: CARONE, E. Tenentismo; PINHEIRO, M. Líder.

 

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