CONFEDERACAO DOS TINGUIS

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Nome: CONFEDERAÇÃO DOS TINGUIS
Nome Completo: CONFEDERACAO DOS TINGUIS

Tipo: TEMATICO


Texto Completo:
CONFEDERAÇÃO DOS TINGUIS

CONFEDERAÇÃO DOS TINGUIS

 

Partido político paranaense fundado em 15 de novembro de 1932 com o principal objetivo de combater o ambiente de desprestígio em que se encontravam os valores paranaenses e de apoiar os princípios da Revolução de 1930. Foi conhecido também como Centro de Ação Cívica do Paraná.

O caráter fortemente regionalista da organização é comprovado por seu manifesto de fundação, onde se lê: “na nossa grei não admitimos meias medidas: ou se é pelo Paraná, ou se é contra o Paraná.” Os fundadores do partido foram Eduardo Fernandes Chaves, Leônidas Moura de Loiola, Raul Carneiro, Acir Guimarães, Lineu Novais, Mílton Carneiro, Valfrido Piloto, Raul Gomes, Oscar Martins Gomes, Avelino Lopes, Mafra Pedroso, Raimundo Mendes de Almeida, Veríssimo de Sousa e Alô Guimarães. Sua diretoria ficou constituída por Raul Carneiro (presidente), Acir Guimarães (secretário-geral), Valfrido Piloto (primeiro-secretário), Veríssimo de Sousa (segundo-secretário), Nélson Mendes (tesoureiro) e Raimundo Mendes de Almeida (diretor da secretaria).

Os principais pontos do programa da Confederação dos Tinguis eram: 1) forma republicana federativa; 2) governo constitucional; 3) divisão tripartida de poderes harmônicos e independentes entre si; 4) regime representativo; 5) soberania popular; 6) voto secreto, proporcional e obrigatório; 7) igualdade política e jurídica dos sexos; 8) autonomia dos estados, com restrições gradativas quanto a outras circunscrições de menor eficiência vital; 9) representação corporativa em órgãos consultivos, e 10) Estado leigo.

Com relação ao estado do Paraná, os principais pontos do programa incluíam: 1) a seleção de todos os valores paranaenses de nascimento ou afetivos para entregar-lhes os postos de comando; 2) a proibição de qualquer investimento novo, salvo quando para substituição dos existentes, em melhores condições; 3) a assistência do estado e até mesmo a intervenção nas grandes indústrias, principais fontes de riqueza pública, no sentido de estandardizar os produtos, reunir os produtores em cooperativas e garantir a distribuição da produção; 4) a defesa de todas as reservas patrimoniais, a obrigatoriedade do replantio das florestas e da demarcação das florestas a serem conservadas, a racionalização das atividades agrícolas e pastoris, a assistência científica aos agricultores e criadores, com a manutenção e aparelhamento de institutos de ensino, estudo e propaganda, a concessão gratuita de terras às cooperativas agrícolas ou pastoris, e a instituição do crédito agrícola; 5) a integração das zonas do norte do estado na economia paranaense e a nacionalização da faixa fronteiriça nas zonas dos grandes saltos de Guaíra e Iguaçu, e 6) a manutenção da questão aberta com respeito à idéia de fusão dos estados do Paraná e Santa Catarina, a fim de constituírem o estado do Iguaçu.

Regina Bressane

 

FONTE: Gazeta do Povo, Paraná (18, 23, 26, 29, 30/11 e 17/12/32; 15, 19, 22, 24/1, 16 e 23/4/33).

 

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