CONFEDERACAO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES TERRESTRES (CNTTT)

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Nome: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES TERRESTRES (CNTTT)
Nome Completo: CONFEDERACAO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES TERRESTRES (CNTTT)

Tipo: TEMATICO


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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES TERRESTRES (CNTTT)

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES TERRESTRES (CNTTT)

 

Associação sindical de trabalhadores, de âmbito nacional, com sede na capital da República, criada pelo Decreto nº 32.340, de 27 de fevereiro de 1954. Foi reconhecida como “entidade de grau superior, coordenadora dos interesses profissionais dos trabalhadores nos transportes terrestres, na conformidade do regime instituído pela Consolidação das Leis do Trabalho”.

Antecedentes

A partir da década de 1930, o Estado iniciou um processo de organização e controle do movimento operário. Além de criar o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, o governo promulgou novas leis e decretos relativos à regulamentação do trabalho e à sindicalização das classes patronais e operárias.

Um desses decretos-leis, o de nº 24.694, de 12 de julho de 1934, já previa a criação de uma Confederação Nacional dos Empregados em Empresas de Transportes e Comunicações. O Decreto-Lei nº 1.402, de 5 de julho de 1939, referindo-se às associações sindicais de grau superior a serem criadas, mencionava entre outras a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres.

Em 1946, realizou-se no Rio de Janeiro um congresso sindical que reuniu os líderes de diversas associações. Os comunistas, aliados a membros do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), defenderam a criação da Confederação dos Trabalhadores do Brasil (CTB).

Opondo-se a essa proposta, os dirigentes ligados ao Ministério do Trabalho abandonaram o encontro, continuando entretanto a se reunir. Do prosseguimento de seu trabalho surgiram as bases das três maiores confederações oficiais de trabalhadores — a da indústria, a do comércio e a dos transportes —, criadas a seguir.

Atuação

Em dezembro de 1959, a CNTTT, através de seu líder Afonso Teixeira, mostrou-se contrária à greve geral de protesto contra a inflação, que seria decretada em São Paulo a despeito do aumento salarial concedido em novembro. Essa greve foi promovida por integrantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), do PTB, da Liga Socialista Independente, do Partido Socialista Brasileiro e por alguns líderes sindicais independentes. Além da CNTTT, recusaram-se a participar do movimento os círculos operários, o delegado regional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), Francisco José de Oliveira, o líder estadual do Partido Democrata Cristão, Lourival Pontal da Silva, e o presidente da Federação Paulista de Operários da Construção, Luís Menossi.

Por ocasião do III Congresso Sindical Nacional dos Trabalhadores, realizado no Rio de Janeiro, de 11 a 14 de agosto de 1960, os dirigentes da CNTTT, da CNTI e da Confederação Nacional de Trabalhadores no Comércio (CNTC), junto com representantes de outras federações e sindicatos, reagiram à proposta apresentada pelos comunistas de formação de uma central sindical e de filiação das associações sindicais brasileiras à Federação Sindical Mundial. Os dirigentes da CNTI e da CNTC, ao lado de Sindulfo de Azevedo Pequeno, da CNTTT, abandonaram a sessão, comunicando ao presidente da República o encerramento do congresso devido às “manobras do Partido Comunista”. Entretanto, o congresso não se encerrou, nele permanecendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec).

Em novembro de 1960, dois poderosos setores trabalhistas — o dos ferroviários e o dos portuários e marítimos empregados em empresas do governo — decretaram uma greve nacional reivindicando um aumento salarial equivalente ao concedido aos militares. A Greve da Paridade, como ficou conhecida, além de ter sido declarada ilegal pelo presidente Juscelino Kubitschek, foi condenada pela CNTI, a CNTC e a CNTTT. Várias prisões foram efetuadas, entre as quais a de Rafael Martinelli, presidente da Federação Nacional dos Ferroviários.

A partir de 1961, três das cinco confederações nacionais de trabalhadores — a CNTI, a Contec e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Marítimos, Fluviais e Aéreos (CNTTMFA) — passaram a ser dirigidas por alianças entre comunistas e petebistas. A CNTTT e a CNTC, ao contrário, recusaram essa orientação, negando-se mesmo a ter qualquer ligação com o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), instituído em 1962.

Mônica Kornis

 

FONTES: CHILCOTE, R. Brazilian; ERICKSON, K. Sindicalismo; HARDING, T. Political.

 

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